segunda-feira, 13 de julho de 2020

Grampos da Lava Jato são mentira que começou a circular em 2015, por Elio GASPARI

Quem falar nos Guardiões da Lava Jato sem apresentar provas estará passando adiante uma mentira 
Arte de CLAUDIO
As lendas de Brasília prosperam na medida em que contêm grandes mistérios. 
No confronto da Procuradoria-Geral da República com a Lava Jato caiu uma delas, a dos grampos de Curitiba armazenados num sistema Guardião, poderoso software de escuta usado inclusive pela Polícia Federal. 
Por algum motivo, o procurador-geral Augusto Aras acreditou que a força-tarefa ouvia gente com o Guardião. (Nessa construção, as gravações teriam desaparecido.) 
Até que surja uma prova convincente, essa história é uma mentira que começou a circular em 2015. 
Documentadamente, em 2016 a equipe de Curitiba comprou um equipamento que gravou ligações feitas para seus telefones. Coisa parecida com os sistemas de muitas empresas.
As máquinas e os serviços correlatos custaram R$ 58.480. (Um Guardião sai por mais de R$ 400 mil.) 
Além disso, gravar é fácil, ouvir e transcrever os grampos exige um volume de mão de obra que Curitiba nunca teve. Fica combinado que quem falar nos Guardiões da Lava Jato sem apresentar provas estará passando adiante uma mentira.

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