sábado, 29 de fevereiro de 2020

Arte de QUINHO

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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Arte de AMARILDO

Bolsonaro dá nova versão sobre vídeo compartilhado por ele e diz que publicação é de 2015

Jornalista atacada pelo presidente divulgou três vídeos para comprovar o que já havia dito.
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Bolsonaro dá nova versão para vídeo compartilhado
O presidente Jair Bolsonaro deu uma nova versão nesta quinta-feira (27) sobre um vídeo compartilhado com correligionários na terça (25), em sua conta pessoal no WhatsApp. A publicação causou fortes protestos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), de políticos e de entidades da sociedade civil.

Nesta quarta (26), o presidente disse por meio de redes sociais que "tenho no WhatsApp algumas poucas dezenas de amigos onde, de forma reservada, trocamos mensagens de cunho pessoal". 
E não contestou que os vídeos, convocando para manifestações organizadas por grupos de direita que apoiam o governo, se referissem a fatos atuais. Os atos foram convocados para protestar contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal. Bolsonaro não citou os dois poderes em suas mensagens.

Nesta quinta-feira (27), o presidente Bolsonaro mudou a versão. Durante live distribuída pelo Palácio do Planalto, disse que o vídeo postado por ele, e revelado pela jornalista Vera Magalhães, do jornal "O Estado de S. Paulo", é de 2015.

A jornalista, fortemente atacada pelo presidente, foi a primeira a publicar dois videos compartilhados por ele no WhatsApp.

Logo após a live, a jornalista publicou uma sequência de videos enviados pelo presidente, na terça- feira. Para comprovar o que dissera, Vera Magalhães mostrou três vídeos sequenciais: no primeiro, o presidente está passeando de moto no Guarujá, onde passou o feriado do carnaval. No segundo, um vídeo que convoca para manifestações, onde constam fatos ocorridos em 2018, como a facada que feriu Bolsonaro. E o terceiro vídeo, também produzido por grupos manifestantes, que traz imagens do dia da posse de Bolsonaro. Todos os vídeos trazem registros de fatos ocorridos depois de 2015.

O jornal "O Estado de S. Paulo" divulgou a seguinte nota: 
"O Estado de São Paulo lamenta que o Presidente da República ataque a jornalista Vera Magalhães acusando-a de mentir por ter revelado que ele divulgou via Whatsapp 2 vídeos conclamando a participação nas manifestações previstas para o próximo dia 15 de março. Ao agir assim, ignorando os fatos, endossa conteúdos falsos vinculados ao tema que circulam nas redes sociais, algumas com ameaças veladas ou não direcionadas à Vera Magalhães."

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Arte de MARIANO

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Coronavírus: veja perguntas e respostas, nas folhas

Como se prevenir? É verdade que é possível matar o vírus? Posso me contaminar ao apertar a mão de um infectado? Infectologistas respondem as principais dúvidas sobre coronavírus.
Funcionário desinfeta ônibus em Teerã, no Irã, nesta quarta-feira (26): país passa por crise com novos casos do novo coronavírus — Foto: Ebrahim Noroozi/AP Photo

O novo coronavírus surgiu em dezembro de 2019 na cidade de Wuhan, na China. Ele é chamado de "novo" porque é de uma família de coronavírus já conhecida dos cientistas, sendo que os primeiros foram identificados em meados da década de 1960, de acordo com o Ministério da Saúde.

Variações mais antigas de coronavírus são os SARs-CoV, que causa a Síndrome Respiratória Aguda Grave, e o MERS-CoV, responsável pela Síndrome Respiratória do Oriente Médio. A epidemia atual foi batizada pela Organização Mundial da Saúde como Covid-19. Todas elas chegaram aos humanos por contato com animais: gatos, no caso da Sars, dromedários, no vírus Mers. 
Ainda não se sabe como se deu a primeira transmissão para humanos no caso do Covid-19. A suspeita é que tenha sido por algum animal silvestre, como morcegos.

Desde a primeira morte, um chinês de 61 anos que faleceu em Wuhan no dia 9 de janeiro, mais de 2,7 mil pessoas já morreram em decorrência do novo coronavírus e a infecção está presente em pelo menos 42 países, inclusive no Brasil, que confirmou seu primeiro caso nesta quarta-feira (26).
Principais perguntas e respostas sobre o novo transmissão, cuidados e possível cura de coronavírus.

Como é a transmissão?
Por meio de três formas:
Por vias respiratórias, como pelo ar e por gotículas provenientes de espirros e da fala de indivíduos infectados;
Por contato físico, como beijos e abraços;
Por meio do contato de superfícies contaminadas, como segurar em corrimão.

Quais são os sintomas da doença causada por coronavírus?
Tosse seca, febre e cansaço são os principais sintomas, mas alguns pacientes também podem sentir dores no corpo, congestionamento nasal, inflamação na garganta ou diarreia.
Nos casos mais graves, que geralmente ocorre em pessoas que já tenham outras doenças associadas, há síndrome respiratória aguda e insuficiência renal.
Como se prevenir contra coronavírus?
Higienizar as mãos e superfícies, como móveis e corrimão, são as principais formas de se prevenir contra o novo coronavírus. Mas atenção:
A higienização das mãos deve ser feita com água e sabão ou álcool gel, mas nunca apenas com água; preciso lavar as mãos por pelo menos 20 segundos;
Mesmo com as mãos limpas, evite tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
É preciso limpar regularmente o ambiente e mantê-lo ventilado.
Já o uso de máscaras é mais recomendado para quem estiver em contato com alguém com sintoma gripal ou para quem for viajar para áreas de risco de contaminação pelo vírus. Vale lembrar que as máscaras descartáveis devem ser trocadas a cada duas horas.

O Ministério da Saúde alerta também para que não seja feito o compartilhamento de itens pessoais, como talheres e toalhas. Também é recomendável manter a uma distância mínima de um metro de pessoas que estejam espirrando ou tossindo.

Ciclo do novo coronavírus 
É possível se contaminar por meio de aperto de mãos?
Sim. Por isso, segundo os infectologistas, é hora de rever alguns hábitos sociais, como cumprimentar com beijos no rosto ou com um aperto de mãos.

“O costume latino-americano de abraçar, beijar, manter contato mais próximo pode vir a ser um risco maior para essas culturas”, disse Wladimir Queiroz, infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. “É recomendável evitar esse tipo de contato físico.”
É possível matar o coronavírus?
Sim, basta desinfetar superfícies e ambientes com álcool 70.
Também pode ser usado qualquer outro produto desinfetante, de acordo com o infectologista Queiroz. “Até água e sabão. Isso ocorre porque o vírus possui uma cápsula de gordura protetora, e a limpeza com estes produtos retira a cápsula e mata o vírus.”
A boa notícia é que o coronavírus “não é um vírus muito complicado de matar, pois ele não é resistente no ambiente”, afirma Richtmann.

Como é o diagnóstico de coronavírus pelo Ministério da Saúde. 
É possível ser infectado mais de uma vez por coronavírus?
Os cientistas ainda não têm essa resposta. Mas, para Richtmann, é possível que, após a infecção, a pessoa crie imunidade contra o coronavírus. “Grandes epidemias começam a diminuir na hora em que uma população grande já foi infectada e já está imune, e não adoece mais”, explica a infectologista. "Se virmos o número de casos [de infecção] na China, veremos que os números começam a cair, porque eu imagino que tenha muita gente que já esteja imune."
Há vacina contra o coronavírus?
Ainda não, mas vários países, como Rússia, China e Estados Unidos, já pesquisam uma vacina contra coronavírus. A expectativa da comunidade científica é que os primeiros testes comecem nos próximos dois meses.

Vitamina D protege contra coronavírus?
Segundo o Ministério da Saúde, não. Até o momento, não há nenhum medicamento específico para prevenir a infecção pelo novo coronavírus.
Estou com suspeita de infecção por coronavírus. Como devo proceder?
O essencial, segundo a Organização Mundial da Saúde, é evitar sair de casa. Se precisar sair, deve-se evitar circular lugares fechados, com muitas pessoas e com pouco ventilação. Além disso, é preciso entender que ir ao trabalho ou à escola com sintomas de gripe implica expor potencialmente outras pessoas à doença. 
Além disso:
Ao espirrar, deve-se colocar o antebraço ou um lenço na frente do nariz e boca;
Utilize lenço descartável para higiene nasal;
Não compartilhe talheres, copos, toalhas e demais objetos pessoais;
Mantenha uma distância mínima de um metro de qualquer pessoa.
Coronavírus tem cura?
Segundo a OMS, ainda não há cura e não há um tratamento medicamentoso definido. Mas, segundo o infectologista Queiroz, existe a chamada "cura espontânea", que ocorre quando o corpo reage à infecção.

Crianças ou adultos: quem corre mais risco ao ser infectado por coronavírus?
Segundo a Sociedade Brasileira de Infectologia, os grupos de maior risco são crianças menores de 2 anos, gestantes, adultos com 60 anos ou mais.

Richtmann lembra que, entre as vítimas fatais por coronavírus, "de 0 a 9 anos, nenhuma criança morreu.”
Coronavírus pode contaminar encomendas que vêm da China?
A probabilidade de uma pessoa contaminar as mercadorias comerciais é pequena, segundo a OMS. E, mesmo se o item fosse infectado, o vírus não resistiria a movimentações e diferentes condições de temperatura enfrentadas durante a viagem.

Veja as recomendações (acima) para evitar o contágio pelo novo coronavírus

Bovespa fecha em queda de 7% e tem pior desempenho desde maio de 2017, nas folhas

Nesta quarta-feira, o Ibovespa recuou 7%, a 105.718 pontos. Foi a maior queda desde 18 de maio de 2017, quando o mercado repercutiu a divulgação das conversas do ex-presidente Michel Temer com o dono da JBS.

Novo coronavírus volta a abalar mercado financeiro

O mercado financeiro local reagiu mal ao avanço da epidemia de coronavírus na reabertura dos negócios após o carnaval. Nesta quarta-feira (26), o principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, registrou a maior queda desde 18 de maio de 2017, quando os agentes repercutiram a divulgação das conversas do ex-presidente Michel Temer com o dono da JBS. O dólar atingiu o patamar de R$ 4,44 pela primeira vez.

Ao longo desta semana, as principais bolsas sofreram diante da disseminação do vírus, com a Ásia registrando centenas de novos casos, enquanto os Estados Unidos alertaram para a possibilidade de uma pandemia. Nesta quarta-feira, o ministério da Saúde confirmou o primeiro caso no Brasil. A principal preocupação é que o coronavírus impacte o desempenho da atividade global.

O Ibovespa recuou 7%, a 105.718 pontos. Veja mais cotações. Em 18 de maio, no dia seguinte à divulgação das gravações, a bolsa recuou 8,8%, de acordo com dados da Economatica.
No acumulado do mês, a bolsa tem queda acumulada de 7,07%. Em 2020, o recuo é de 8,58%.
Já o dólar subiu, atingindo pela primeira vez o nível de R$ 4,44 e renovando o patamar recorde de fechamento nominal (sem considerar a inflação).
Segundo a Reuters, a Levante Investimentos considerou provável que o mercado demore semanas para retornar aos níveis anteriores ao carnaval.
"No entanto, é preciso diferenciar o efeito prático do coronavírus do pânico que ele pode provocar em alguns segmentos do mercado", afirmaram analistas da Levante.

Maiores quedas
Na sessão desta quarta, nenhuma ação fechou no positivo no Ibovespa, segundo o ValorOnline. Entre as baixas, os destaques foram a Gol PN (-14,31%), a Azul PN (-13,30%) e a Gerdau Metalúrgica PN (-11,89%).

Os papéis da Petrobras também foram destaque de queda, refletindo a aguda queda nos contratos futuros do petróleo nos últimos dias. A ação preferencial recuou 10%, e a ordinária caiu 9,95%.
Como grande peso no Ibovespa, a ação da Vale caiu 9,54%.
Tensão global
Os mercados foram fortemente abalados na segunda (24) e terça (25) - a Bovespa não operou nesses dias - em razão do avanço do coronavírus fora da China, com quedas entre 6% e 7% nas principais bolsas. Os ADRs (recibos de ações de empresas brasileiras negociados em Nova York) de empresas como Petrobras e Vale acumularam queda de mais de 8% nas duas últimas sessões.

Uma parte das perdas chegou a ser mitigada nesta quarta-feira. Os mercados acionários europeus fecharam perto da estabilidade, uma vez que fortes resultados corporativos em serviços públicos e do setor automobilístico ajudaram a amenizar a preocupação dos mercados com o surto de coronavírus.
Nos Estados Unidos, os índices acionários operaram com uma queda mais amena.

Os investidores temem os impactos do avanço do coronavírus no crescimento da economia global e diversas empresas alertaram que o surto afetará suas finanças, incluindo United Airlines, Mastercard, Danone e Diageo.

Os rendimentos de 10 e 30 anos dos títulos do Tesouro dos EUA caíram para níveis mínimos históricos enquanto outro porto-seguro, os títulos alemães também viram os títulos de 10 anos recuarem para mínimos de quatro meses, enquanto investidores buscam proteção contra o impacto do vírus no crescimento econômico.

Entre os analistas, crescem as apostas de mais medidas de estímulos e de cortes nas taxas de juros na Europa e no Estados Unidos para sustentar a economia.

"Historicamente, investidores compram títulos do governo americano em períodos de aumento de elevação de risco, fazendo subir seus preços e diminuir os juros embutidos nesses títulos. A curva de juros americana também já precifica novos cortes de juros pelo FED nas próximas reuniões", destacou a equipe da XP Investimentos.

Tensão dos mercados pelo mundo chega à Bolsa brasileira nesta quarta (26); entenda
Mercado reduz projeção para alta do PIB do Brasil
O mercado brasileiro reduziu para 2,20% a previsão a alta do PIB em 2020, segundo a pesquisa Focus do Banco Central, divulgada nesta quarta, mas diversos bancos e consultorias já estimam um crescimento de, no máximo, 2%.

Já a projeção do mercado para a taxa de câmbio no fim de 2020 subiu de R$ 4,10 para R$ 4,15 por dólar. Para o fechamento de 2021, subiu de R$ 4,11 para R$ 4,15 por dólar.

Por conta de fluxos elevados de capitais para mercados de menor risco, o dólar segue se valorizando frente a outras moedas, em especial moedas de países emergentes como o real.

Variação do Ibovespa em 2020 

ViraDouro é a campeã do carnaval 2020 do Rio, por Matheus Rodrigues, Raoni Alves, Cristina Boeckel, Alba Valéria Mendonça

Ode à cultura popular baiana e poder feminino marcaram o desfile da escola, que contou a história das Ganhadeiras de Itapuã.

Viradouro é a grande campeã do carnaval do Rio

A Viradouro é a grande campeã do carnaval 2020 do Rio de Janeiro, após 23 anos de jejum. União da Ilha e Estácio de Sá foram rebaixadas.
A apuração das notas, que aconteceu na tarde desta quarta-feira (26), diretamente da Sapucaí. 

Viradouro é a campeã do carnaval do Rio

O enredo "Viradouro de alma lavada" falou sobre o grupo das Ganhadeiras de Itaupã, quinta geração de mulheres que lavavam roupa na Lagoa do Abaeté e faziam outros serviços em Salvador em busca da compra de sua alforria.

"[Os carnavalescos] Marcos e Tarcísio corresponderam, conseguiram nos trazer o enredo, dentro de algumas opções. Quando a gente viu esse enredo, a gente se apaixonou, uma história representativa, uma história muito bonita, que nos honrou muito fazer. Tenho certeza que está em festa Itapoã, a Bahia está em festa," disse o presidente da Viradouro, Marcelo Calil, que também chamou atenção para a renovação dentro da escola desde 2016.
O segundo título da Viradouro no Grupo Especial das Escolas de Samba do Rio de Janeiro foi o primeiro dos carnavalescos Marcus Ferreira e Tarcísio Zanon trabalhando juntos. Eles são casados há quatro anos e assumiram a escola substituindo Paulo Barros, que levou o vice-campeonato para a escola em 2019.

"Me lembro de quando era criança e o primeiro desfile que me apaixonei foi o de 97, com a Explosão do Universo. Poder estar na Viradouro junto com o meu companheiro e trazer o título para Niterói é um sonho realizado. Eu ainda nem estou acreditando, mas estou muito feliz e de alma lavada como diz o enredo", disse Tarcísio Zanon ao lado do marido Marcus.

A Viradouro contou com apoio de R$ 2,5 milhões da Prefeitura de Niterói. Em nota, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, comemorou o título e disse que o investimento nas agremiações da cidade gera emprego, renda e movimenta a economia.
Lore Improta na quadra da Viradouro-Foto: Matheus Rodrigues





Viradouro recebe troféu de campeã do carnaval 2020 — Foto: Marcos Serra Lima 

Veja o resultado final do carnaval 2020 do Rio

Quesito a quesito
A Grande Rio liderou a disputa até o 7º quesito, de Mestre-sala e Porta-Bandeira. A partir deste momento, a Viradouro assumiu o primeiro lugar e levou o troféu.

Posição das escolas quesito a quesito: Grande Rio liderou até o 7º quesito, quando Viradouro assumiu o primeiro lugar no carnaval do Rio — Foto: Guilherme Gomes

Trajetória no carnaval
Este é o segundo título da Viradouro. A escola de Niterói foi campeã do Grupo Especial do Rio em 1997. Ela ficou anos na Série A. No ano passado, ela foi vice-campeã com um enredo sobre histórias encantadas.

Já a Mangueira, campeã de 2019, ficou na 6º colocação no carnaval deste ano.
Comparativo entre os resultados de 2019 e 2020 no Rio 

Ranking de títulos no carnaval
Com a vitória neste ano, a Viradouro chegou ao seu 2º título no carnaval do Rio de Janeiro, empatando com Unidos da Capela. A Portela é a maior vencedora, com 22 títulos.

É campeão! Flamengo vence o Independiente del Valle com brilho de Gabigol e Gerson e conquista a Recopa, nas folhas

Recopa Sul-Americana—Final
FLAMENGO-1 Gabriel,Gerson(2)3

INDEPENDIENTE DEL VALLE0

Rubro-Negro tem Willian Arão expulso aos 21 minutos do primeiro tempo, mas supera desvantagem com grande atuação da defesa e ataques cirúrgicos. Gabriel e Gerson marcam os gols do jogo e são os grandes destaques

Melhores momentos de Flamengo 3 x 0 Independiente Del Valle ...
Maraca internacional
A noite foi especial para o torcedor rubro-negro, que já soltou o grito de campeão duas vezes no ano. Porque esse foi o primeiro título internacional que o Flamengo conquistou no Maracanã. Em todos os outros, incluindo as duas Copas Libertadores, o time da Gávea levantou o troféu fora de casa. A conquista inédita foi mais do que festejada: a torcida rubro-negra bateu recorde de público no ano com os mais de 64 mil pagantes.

Artilheiro do Maracanã
Hoje teve gol do Gabigol, e foi o 30º do atacante do Flamengo no novo Maracanã. Desde a reinauguração em 2013, ninguém fez mais gols no estádio. O camisa 9 rubro-negro empatou no topo do ranking de artilheiros com Fred, ex-Fluminense. A marca veio em uma grande noite do jogador, que participou dos três gols rubro-negros.


Gol, expulsão e papéis trocados
O início da partida sugeria mais uma atuação à la Flamengo: jogo para frente e muita pressão. Tanto que teve as melhores chances e abriu o placar aos 19 minutos, quando Gabigol aproveitou uma paçocada da defesa rival. Até o meio do primeiro tempo, quando a expulsão de Willian Arão mudou o jogo. Com vantagem numérica, o time visitante mostrou que tem qualidade com a bola e tentou envolver o Fla. Foi para o intervalo com mais de 70% de posse de bola e exigiu algumas defesas de Diego Alves. Igualou e chegou a dominar o duelo, mas a bola não entrou.

Gerson garante troféu
Quando se esperava um cenário parecido no segundo tempo, o Flamengo retomou o domínio do jogo e passou por cima do Del Valle. Enquanto a defesa continuou garantindo todas, no ataque Gerson aumentou o placar e garantiu a taça com mais dois gols. O volante dividiu os holofotes com Gabigol.

Outro patamar
Jorge Jesus não para de empilhar troféus desde que chegou ao Flamengo. De junho até agora, o português já conquistou quatro títulos: Brasileirão, Libertadores, Supercopa e Recopa. Além da Taça Guanabara.


Rival digno
Apesar do placar elástico, o Independiente del Valle ficou longe de passar vergonha no Maracanã. Liderada pelo técnico Miguel Ángel Ramírez, a equipe chegou a encurralar o Fla em alguns momentos do duelo, seja no Equador ou no Maracanã. No Rio, começou muito bem o jogo e chegou a perder um gol cara a cara que empataria a partida, mas sucumbiu diante da qualidade rubro-negra.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Em rede social, irmão de contraventor Maninho exibia viagens ao exterior para caçar, por Beth Luchese, Leslie Leitão, Marco Antônio Martins e Nicolás Satriano

Comentario gangster--as heranças ricas do Rio estao, pouco à pouco, transformando a cidade em Chicago dos anos '20!! 
Cada ano ha uma St Valentine!!
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Alcebíades Paes Garcia, o Bid, foi morto na manhã desta terça-feira com 40 tiros. Polícia analisa imagens de câmeras de segurança na região do crime.
Bicheiro Bid é morto quando voltava do Sambódromo

Alcebíades Paes Garcia, o Bid, um dos maiores bicheiros do Rio de Janeiro exibia em rede social as viagens que fez por diferentes países do mundo. Algumas das fotos mostravam um dos seus gostos preferidos: a caça.

Bid foi morto na manhã desta terça-feira (25) quando chegava à casa da namorada na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Irmão do contraventor Waldomir Paes Garcia, o Maninho, morto em 2004, Bid levou, segundo policiais, 40 tiros. Provavelmente disparos de fuzil.
Policiais da Delegacia de Homicídios analisam imagens de câmeras de segurança recolhidas na região do crime. Os investigadores já sabem que os atiradores ficaram de campana em um carro preto à espera da vítima e no momento da execução e estavam encapuzados.
Testemunhas contaram que apenas um deles se aproximou da van onde estava Bid e fez as dezenas de disparos com uma arma de grosso calibre.
Bid foi atingido por disparos na cabeça, no peito e em um dos braços.
O contraventor voltava dos desfiles na Sapucaí e foi abordado quando deixava a namorada em um condomínio na Rua Jornalista Henrique Cordeiro, na Barra da Tijuca.
Em rede social, Bid mostrou que gostava de caçar em foto feita na África — Foto: Reprodução
A polícia apura se Bid estava acompanhado por seguranças – que não teriam tido tempo ou não quiseram reagir.
Os investigadores não têm dúvidas de que o responsável pela execução é um atirador profissional. Nenhum outro passageiro da van ficou ferido, apesar da grande quantidade de tiros que foi disparada.
Alguns moradores acordaram assustados com a quantidade de tiros que se escutou das ruas.
"Muito tiro, foi uma rajada de metralhadora. Eu pensei até que eram fogos de artifício. Eu achei estranho. Aí vi o tumulto, a gritaria aqui embaixo, desci e vi que era uma execução. Ele não chegou nem a sair, foi executado dentro da van"
Explicou um morador que pediu para não ser identificado.
Viagens entre Rio e Manaus
O jornal apurou que Bid pouco vinha ao Rio. Volta e meia visitava Manaus.

Bid mostra em rede social que gostava de caçar — Foto: Reprodução
Além de possuir registros em lugares turísticos, Bid gostava de exibir fotos de animais abatidos em caças.
Em depoimento à polícia, Shanna disse que desconfiava do ex-cunhado, Bernardo Bello, já que a família disputa, além de bens, pontos do jogo do bicho.
Bid chegou a ser ouvido pela polícia no inquérito que apura esse atentado. Ele e a sobrinha também disputavam a herança da família.

Até esta terça-feira (25), nenhum dos casos citado nesta reportagem foi solucionado pela polícia.
Bid em foto de sua rede social caçando na África — Foto: Reprodução
Histórico
  1. A família de Bid é ligada à contravenção há mais de 40 anos.
  2. Bid era filho de Waldemir Garcia, o Miro, morto em 2004.
  3. Dias antes, Waldomiro Paes Garcia, o Maninho foi morto
  4. Em 2017, o filho de Maninho, Myro Garcia, de 27 anos, foi sequestrado e também assassinado.
  5. Em outubro de 2019, a filha de Maninho, Shanna Garcia foi baleada em um atentado em frente a um shopping e sobreviveu

Sinais de que você passou dos limites ao ajudar financeiramente os filhos, por Mariza Tavares

Por acaso teve que refazer o orçamento e começar a se privar de coisas para atender às demandas da prole?

Você teve boas oportunidades e foi diligente, conseguindo juntar dinheiro para ter uma reserva financeira razoável para complementar a aposentadoria. No entanto, seus filhos ainda lutam com enorme dificuldade para equilibrar o orçamento. Impossível ignorar suas necessidades, mas como saber quando se passou dos limites e a ajuda não só compromete seu futuro como também está envenenando o relacionamento familiar?

O site “SixtyandMe” publicou artigo afirmando que, mesmo nos Estados Unidos, onde a economia vem crescendo ininterruptamente há anos, 23% dos millenials (a geração que nasceu entre 1980 e 2000) ainda moram com os pais. Um estudo da Merrill Lynch mostrou que 58% dos jovens entre 18 e 34 anos não teriam como bancar seu estilo de vida sem a ajuda dos pais. Aqui a situação é ainda mais desafiadora e pode ganhar contornos dramáticos se o patrimônio for dilapidado.
Relações familiares ficam sob estresse quando todas as conversas com seus filhos adultos giram sobre o tema dinheiro — Foto: Alec Proimos
Há alguns indicadores que dão o alerta sobre a gravidade da situação. O primeiro deles é, claro, seu próprio bolso: você teve que refazer seu orçamento e começar a se privar de coisas para atender às demandas dos filhos? Como pais, nossa tendência é encontrar justificativas: “ele não consegue encontrar um emprego”; “ela precisa de um carro para trabalhar”. O problema é que o passo seguinte é provavelmente lançar mão das reservas, se descapitalizando. Lá na frente, quem cuidará de você?

Mais um sinal de que as relações familiares estão sob estresse: todas as conversas com seus filhos adultos giram sobre o tema dinheiro. Os telefonemas são basicamente para pedir grana, os encontros são pontuados por lamúrias – ou povoados por planos mirabolantes – que descambam em pedidos de ajuda. 
A sensação que se tem é de que eles estão cada mais dependentes, o que nos leva a outro "sintoma" que chama a atenção: sua ajuda não somente é esperada, como praticamente exigida! A tensão já pode estar provocando em você pensamentos sombrios sobre o que será desses jovens adultos, o que não é nada bom para a saúde.
Não se culpe achando que errou feio na educação dos filhos. Com certeza você se esforçou para ser o melhor pai, a melhor mãe durante esses anos. E errou, claro, como todo ser humano, mas merece o amor e o respeito deles. Não existe uma receita mágica, nem se trata de suspender toda e qualquer ajuda, mas é preciso encontrar uma solução negociada que não ponha em risco toda a família. Se houver possibilidade, um terapeuta pode servir como mediador sobre expectativas e limites a serem acordados.

Arte de NANDO MOTTA

Arte de JOTA CAMELO

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Alguns pontos para reflexão. O desafio será combiná-los e extrair consequências. por Luiz Eduardo Soares 20 février, 18:35

(1) O general Braga Neto assume a Casa Civil. Fora interventor no Rio. Presume-se que conheça como ninguém os bastidores da segurança pública fluminense e a atuação das milícias. É razoável supor que saiba o que aconteceu em 2018 e qual a natureza dos vínculos dos Bolsonaro com milicianos. Se a especulação faz sentido, posso deduzir que ele fosse tido pelos que têm o que temer como uma espécie de mina explosiva, capaz de detonar a República. Entretanto, tenderia a calar-se, fosse este o caso, em nome do que os oficiais militares prezam acima de tudo: a responsabilidade. Se o que sabe fosse tão perigoso, ele provavelmente guardaria o conhecimento sob sete chaves. Contudo, riscos sempre existem, em função de mudanças conjunturais, sobretudo havendo um vice confiável, do ponto de vista dos militares. Por isso, trazer a mina para a sala contígua no Palácio talvez seja o mais prudente a fazer. Lealdades personalizadas se sobrepõem ao puro princípio abstrato da responsabilidade pública.
(2) Um senador da República é alvejado em confronto com policiais militares amotinados, armados e encapuzados, que tomaram batalhões, apropriaram-se de viaturas e determinaram o fechamento do comércio, em Sobral, no Ceará, cidade natal dos Ferreira Gomes. O estado é reduto eleitoral de Lula e Ciro, e a cidade, governada por seu irmão. Os policiais estão mobilizados em torno de pauta salarial, mas as reivindicações corporativas imediatas não esgotam o significado dos acontecimentos.
(3) O governador Camilo Santana reconheceu a perda de controle e pediu ajuda ao governo federal, que determinou o deslocamento de integrantes da Força Nacional, informando à mídia, num primeiro momento, que dados sobre o contingente são sigilosos, por razões estratégicas. Não se trata disso. O problema é muito mais complicado: a Força Nacional não existe como instituição permanente, é um ajuntamento de policiais militares cedidos, temporariamente, por vários estados da federação. O quantitativo é irrisório ante as exigências de situações realmente graves. Os profissionais recrutados não conhecem as realidades nas quais são chamados a atuar, precisam da orientação dos colegas locais e recebem diárias que causam indignação nas corporações locais.
(4) Se a Força Nacional está longe de ser capaz de garantir a ordem e a segurança, dependendo das circunstâncias, que alternativa se apresentará para o governo estadual e a que preço? Não é preciso ser expert na matéria para deduzir que a instalação de uma GLO seria o passo seguinte. [Escrevi antes de ouvir a notícia de que a GLO já está sendo providenciada] Ou seja, há risco real de convocação das forças armadas. Eventualmente, de uma intervenção militar no estado. Caso a hipótese se generalize, nos rastros da eventual expansão do movimento grevista de PMs para outros estados, haveria risco de conflitos federativos, sobretudo em se tratando de ano eleitoral. Abrir-se-ia uma janela para uma presença ainda mais forte dos militares no poder, substituindo instituições civis na segurança pública, sob a justificativa de fragilidade de governos estaduais.
(5) Ainda na hipótese de generalização do movimento grevista em PMs, quais seriam as relações entre oficiais superiores do Exército e lideranças policiais indisciplinadas? Como o presidente, de conhecida extração miliciana, cuja biografia traz a mancha da indisciplina militar, se situaria nessa lacuna entre polícias, milícias e militares das forças armadas?
Outros pontos a observar, contemplando a conjuntura:
(6) Moro recorre à Lei da ditadura e mobiliza a PF contra Lula, sob alegação de que seu discurso ao sair da cadeia teria ameaçado a segurança nacional.
(7) Bolsonaro difama uma das mais respeitadas jornalistas do país, dando curso à escalada contra a imprensa.
(8) General Heleno profere calúnia contra o Congresso e sugere ao governo que estimule manifestações contra o Parlamento (o mesmo personagem esteve no palanque em manifestações de hostilização ao Supremo).
(9) Ministro do Supremo Luiz Fuks decide, monocrática e liminarmente, contra decisão do presidente da mesma corte e suspende vigência da decisão do Congresso sobre juiz de garantias.
(10) Moro não solicita federalização da investigação sobre o caso do miliciano Adriano, ligado à família Bolsonaro, nem o inclui na lista dos principais foragidos procurados pelas polícias brasileiras.
(11) O miliciano foragido é morto na ação policial oficialmente destinada a prendê-lo. Estava isolado, em zona rural, no interior da Bahia, cercado por dezenas de policiais armados, em condições que tornam esse desfecho inexplicável, salvo por duas hipóteses: despreparo absurdo no planejamento e precipitação injustificável na execução do cerco, ou ação deliberada com vistas à queima de arquivo.
(12) Ante a execução do miliciano foragido e a difusão da hipótese de queima de arquivo, levantando suspeitas sobre a primeira família, o presidente acusa o governo da Bahia e o PT de terem promovido queima de arquivo, sem explicar por que o governo bahiano e o partido dos trabalhadores teriam interesse nesse desfecho.
(13) Greve de trabalhadores da Petrobrás é condenada pela justiça do trabalho, mas resiste à pressão, e a mídia não lhe dá a atenção que sua relevância exigiria. Caminhoneiros dão sinais de inquietação e ameaçam movimento paradista.
(14) Números da economia contrariam expectativas positivas turbinadas pela mídia e porta-vozes do mercado, aliados do governo, na implantação da agenda neoliberal, anti-popular e anti-soberania. A crise social, recalcada, mascarada e mantida em fogo brando pelo ufanismo rasteiro do bolsonarismo e pelos efeitos especiais promovidos por mercadores de ilusões, começa a despertar da hibernação letárgica.
(15) No front externo, o coronavírus desaquece a economia chinesa e infecciona a guerra comercial com os EUA, antecipando os efeitos contracionistas que as economias europeias já antecipavam, ante o Brexit e o fracasso das políticas de austeridade, no contexto marcado pela recusa do capital financeiro global a aceitar a regulação, como se a selvageria desregulada não tivesse produzido o colapso de 2008.
(16) Dentro dos EUA, a reeleição da ultra-direita, aliada de Bolsonaro, que lhe serve de instrumento operacional ao sul do equador, não está garantida. Uma hipótese progressista, embora remota, não pode ser descartada, na medida em que a candidatura Bernie Sanders cresce entre os jovens e a massa trabalhadora.
(17) Prenúncios da crise agudizam os sintomas do agravamento inquestionável da crise climática, cujo aprofundamento contrasta com o imobilismo cúmplices dos principais tomadores de decisão, que lideram o capitalismo transnacionalizado.
(18) Se os acordos internacionais em torno da redução do aquecimento global têm sido insuficientes, sobretudo depois que passaram a enfrentar a oposição do negacionismo norteamericano, capitaneado pelo governo Trump, sua versão nacional, ainda mais rude e primitiva, tende a isolar o obscurantismo autoritário bolsonarista -terraplanista e negacionista- fora do Brasil e, até mesmo pelos efeitos econômicos internos, também em âmbito doméstico.
(19) O isolamento internacional do Brasil pode cobrar preços ainda mais elevados, na medida em que o alinhamento automático com os Estados Unidos, inclusive no conflito árabe-israelense, comece a produzir efeitos em cascata, o que não pode ser descartado, considerando-se a intensificação das tensões entre EUA e Irã.
(20) A devastação da Amazônia e o ataque a sociedades e culturas ameríndias, como processos estimulados pelo governo federal, vêm alcançando escalas inauditas -e seus efeitos são irreparáveis e irreversíveis.
(21) No país, avança a brutalidade policial letal contra pobres e negros, assim como a violência machista e homofóbica contra mulheres e minorias, na esteira do discurso, de sinalizações e de ações do presidente, do ministro da Justiça e de alguns governadores, propondo a excludente de ilicitude e a flexibilização do acesso às armas.
(22) A permanente negligência ao descumprimento da LEP (Lei de execuções penais) no sistema penitenciário, cada vez mais pressionado pela manutenção e intensificação das políticas de encarceramento em massa (sobretudo de jovens não-violentos, por transacionarem substâncias ilícitas no varejo), continua fortalecendo as fações criminosas, contratando violência futura e destruindo centenas de milhares de vidas de jovens inocentes.
(23) Manifesto de integrantes do MP (que formam o movimento “MP pela sociedade”) evidencia a politização de segmentos numerosos da instituição, em torno de bandeiras explicitamente ultra-direitistas, assumidamente bolsonaristas.
(24) Depoimentos de juízes dão conta de que o bolsonarismo é patologia contagiosa, nosso coronavírus ideológico, perigoso fator de corrosão institucional.
(25) Em setembro deste ano, 2020, o ministro Fuks assumirá a presidência da Suprema Corte e, pouco depois, o ministro Celso de Mello se aposentará, abrindo vaga que o presidente preencherá por alguém “terrivelmente evangélico”. Marcelo Bretas já se situou na disputa, sem qualquer pudor. O Moro carioca terá de enfrentar o parceiro paranaense, forte candidato se Bolsonaro quiser livrar-se de sua sombra no governo.
Por outro lado, talvez interesse manter o Torquemada tupiniquim a seu lado, sob suas asas, uma vez que um ministro do Supremo pode renunciar com antecipação à corte e lançar-se à presidência, tendo se preservado do desgaste inevitável a qualquer governo. A corte suprema oferece visibilidade e shows constantes, transmitidos a todo o país, revestidos com a dramaturgia, a cenografia e os figurinos tão arcaicos e aristocráticos quanto certa idealização religiosa do poder. Portanto, indicar Moro para o Supremo pode significar alçá-lo ao altar dos intocáveis e lançá-lo, impoluto, a voos mais altos. O fato é que, de 2021 em diante, a maioria do STJ se inclinará para a direita, nem tanto por força de convicções, mas do encontro de cálculos (o que alguns ministros denominam “responsabilidade”).
(26) O ano eleitoral nos municípios começa sem que o partido do presidente tenha sido criado. A vantagem é que ele não será derrotado. O prejuízo é que sua vitória terá menos organicidade (isto é, permanência, consistência e sustentabilidade, ou extensão temporal). Por outro lado, seus caminhos político-partidários oblíquos e sempre tortuosos, inconstantes, sugerem que Bolsonaro é homem de movimento, não de partido. Mais do que líder cesarista ou caudilho, uma vez que lhe falta um projeto para o país, o presidente atua como chefe de cliques, claques, turbas e bandos com seus robôs e braços armados. Alguém disse “milícias”?

Disso tudo, o que resulta? Ousaria dizer o seguinte:
(A) Do ponto de vista conservador responsável, que compreende o que significam responsabilidades nacionais e quais os papéis das instituições, ou da perspectiva da conservadora capaz de entender que, nessa toada, não haverá país nenhum para a fruição de sua riqueza, seu poder ou sua glória, nem seus netos herdarão um planeta habitável, a conclusão seria óbvia. Ele, ela, eles diriam: disponha-mo-nos a uma concertação nacional, isolando o fascismo, voltemos a celebrar um pacto que inclua a redução das desigualdades e o atendimento de demandas populares, sacrifiquemos os apetites vorazes e predatórios em nome do mínimo equilíbrio climático e social. Um acordo assim amplo teria de ser tecido com Lula, o que, por sua vez, envolveria o cancelamento do lawfare que o persegue e exclui. Uma chapa poderosa e ampla, em 2022, incluiria o PT e a centro direita, expressando união nacional democrática e popular, do tipo Flavio Dino-Luciano Huck ou Luciano-Dino, ou Ciro-Maia, ou Haddad-Fátima Bernardes (não importa para efeito de raciocínio).
(B) Do ponto de vista das esquerdas, ou de certas esquerdas, o mais razoável talvez fosse afirmar o seguinte: não nos deixemos iludir pelo canto da sereia do capitalismo financeiro transnacional, que pôs o bode na sala para, em o retirando, nos fazer aceitar o que, em si mesmo, é apenas o inaceitável repaginado, a continuidade de um modelo de sociedade e de economia fundado na exploração do trabalho e na violência, cuja expressão mais dramática é o racismo estrutural.
(C) O mais provável, creio, é que os conservadores, mesmo os que gostam de se apresentar como liberais de boa cepa, tributários do racionalismo iluminista, defendam o que está aí, com ressalvas aos maus modos presidenciais. A agenda neoliberal é o que lhes interessa e o futuro que aceitam considerar é a próxima semana ou são os resultados líquidos no final do ano. Para essa turma da elite, a destruição das sociedades originárias é equivalente aos maus modos e a derrocada do que resta de soberania faz parte de sua pauta.
(D) A grande questão é saber o que fará a massa da população para a qual a pergunta prioritária não é “existir, a que será que se destina?”, mas “como se constrói um destino para subsistir?”

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Be a Lady They Said--LA FEMME C'EST L'AVENIR DE L'HOMME (ARAGON)


GRANA POR CLIQUES, por Rodrigo Ghedin, Tatiana Dias, Paulo Victor Ribeiro

Ilustração: Lufe/The Intercept Brasil 19/11/2019, 6h02h

Um grupo de seis blogueiros políticos se reuniu na sede do Google Brasil no Itaim Bibi, bairro nobre de São Paulo, em julho de 2016. Convidados pela empresa, a maioria saiu de Minas Gerais para receber orientações sobre como aumentar seus ganhos com o AdSense, o programa do Google de ‘aluguel’ de publicidade em sites. No encontro, um funcionário da empresa teria aberto uma planilha com um case de sucesso para inspirá-los: o site de direita O Antagonista, que receberia milhares de dólares por dia com anúncios.

Em seguida, os blogueiros receberam dicas de otimização e sugestões de temas que renderiam mais dinheiro no AdSense. Embora o Google não tenha sido explícito a esse respeito, o grupo saiu de lá certo de que uma agenda contra o PT e a presidente da República, Dilma Rousseff, era o caminho para ganhar muito dinheiro. Funcionou. Em agosto de 2016, mês seguinte ao encontro, derradeiro para o impeachment, o faturamento de um dos blogs passou de R$ 25 mil.
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Olivier Cousi : « Qu’ont fait les avocats pour mériter un tel mépris ? » Bâtonnier du barreau de Paris

Au-delà de la seule question des retraites, les avocats sont confrontés à une avalanche de réformes qui, en les empêchant d’exercer pleinement leurs fonctions, portent atteinte à la liberté de la défense et à l’accès au droit, déplore Olivier Cousi, bâtonnier de Paris, dans une tribune au « Monde ».

Tribune. Après six longues semaines d’une grève sans précédent dans l’histoire des barreaux, il serait temps que le gouvernement et le chef de l’Etat, gardien des institutions, délivrent en paroles et en actes les mesures de raison permettant de retisser les liens entre la justice et les soixante-dix mille avocats de France.

Qu’ont bien pu faire ces artisans de l’Etat de droit pour subir pareil traitement ? Pourquoi doivent-ils endurer pareille avalanche de réformes qui relèvent d’une troublante ignorance du fait que les avocats sont des travailleurs indépendants, professionnels libéraux soumis à leur seule déontologie et aux aléas de la conance de leurs clients et de leur condition matérielle ?

Nous sommes empêchés dans notre rôle d’acteurs de l’accès au droit par les laborieux décrets de décembre, relatifs à la réforme de la procédure civile, qui bouleversent à la hâte notre exercice quotidien [il s’agit du décret du 11 décembre 2019 réformant la procédure civile et du décret du 17 décembre 2019 relatif à la procédure applicable aux divorces].

Empêchés par un culte du numérique doublé paradoxalement d’obstacles techniques rédhibitoires, puisque l’interface ne permet pas la transmission des pièces demandées. Jamais le gouvernement ne s’est tenu aussi éloigné de l’impératif de concertation préalable avec les avocats en matière de justice.

A cet empêchement « d’en haut » s’ajoute un empêchement « d’en bas », qui passe par l’isolement des prévenus derrière un arsenal sécuritaire de cages de verre ou de barrières informatiques laissant à peine la place à de laborieuses vidéoconférences. S’y ajoutent les sujets qui empêchent depuis trop longtemps le bon exercice de notre profession.

Une aide juridictionnelle si faible au regard d’une société avancée comme la nôtre : dotée de 500 millions d’euros, contre 800 en Allemagne et le triple en GrandeBretagne. Ce lot de soupçons sur le secret professionnel, présenté comme une complicité potentielle lorsqu’il déclenche perquisitions et écoutes et fait obligation à l’avocat de dénoncer les montages fiscaux « agressifs » de nos clients.

Frappés de plein fouet par le doublement des cotisations
Sans oublier, bien sûr, la réforme des retraites qui, fruit obsessionnel d’une doxa technocratique, absorbe notre caisse autonome, obère l’économie des cabinets et condamnerait nombre d’entre eux, parmi les plus fragiles et les plus proches du justiciable.

Arte de AROEIRA

Você não pode convencer um terraplanista e isso deveria te preocupar, por JAVIER SALAS

Negar o formato esférico da Terra é o caso mais extremo de um fenômeno que define esta época: desconfiar dos dados, enaltecer a subjetividade, rejeitar o que nos contradiz e acreditar em falsidades
Imagem da Terra feita da Estação Espacial Internacional.

Tem gente que acredita que a Terra não é uma esfera achatada nos polos, e sim um disco. Que a Terra é plana. 
Não é analfabetismo: são pessoas que estudaram o Sistema Solar e seus planetas no colégio, mas que nos últimos anos decidiram que todo esse negócio da “bola” é uma gigantesca manipulação. Apenas 66% dos jovens de 18 a 24 anos nos Estados Unidos têm plena certeza de que vivemos em um planeta esférico (76% na faixa de 25 a 34 anos). Trata-se de um fenômeno global, também presente no Brasil, que costuma ser motivo de piada. No entanto, quando observamos os mecanismos psicológicos, sociais e culturais que levam as pessoas a se convencerem dessa gigantesca conspiração, descobrimos uma metáfora perfeita que resume os problemas mais representativos de nossa época. Embora pareça medieval, é muito atual.
Rejeição da ciência e dos especialistas, narrações maniqueístas que explicam o complexo em tempos de incerteza, entronização da opinião própria acima de tudo, desprezo pelos argumentos que a contradigam, difusão de falsidades graças aos algoritmos das redes sociais... está tudo aí. 
“É o caso mais extremo, o mais puro”, resume Josep Lobera, especialista em sociologia dos fenômenos pseudocientíficos. 
Cada debilidade ou atitude desse coletivo está presente, de algum modo, em muitos dos movimentos políticos, sociais e anticiência que irrompem em nossos dias.

“[O fenômeno] nasce da desconfiança em relação ao conhecimento especializado e de uma maneira errada de entender o ceticismo”, afirma Susana Martínez-Conde, diretora do laboratório de Neurociência Integrada da Universidade Estadual de Nova York. Os estudos sobre os terraplanistas e outras teorias da conspiração indicam que eles acreditam ser os que agem com lógica e raciocínio científico. 
Em muitos casos, acabam presos na conspiração após tentar desmontá-la. “É absurdo. Vou desmentir que a Terra é plana”, diz Mark Sargent, um dos mais reconhecidos terraplanistas, no documentário que retrata o coletivo à perfeição, A Terra é Plana (Netflix). E acabou “afundando, como em um poço de piche”. A maioria dos terraplanistas não foi convencida; eles se convenceram ao se verem incapazes de demonstrar que, sob os seus pés, há uma bola de 510 milhões de quilômetros quadrados.

“Pesquise isso você mesmo”, dizem uns aos outros, como relata a psicóloga Asheley Landrum, da Universidade Texas Tech, que há duas semanas apresentou o resultado de seus estudos sobre os terraplanistas na Associação Americana para o Avanço da Ciência. O primeiro slide da conferência é uma imagem de Copérnico, pai da ideia de que a Terra orbita ao redor do Sol, reconhecendo que estava errado após passar cinco horas vendo vídeos terraplanistas no YouTube. Porque, segundo Landrum e sua equipe, que analisa esses fenômenos no projeto Crenças Alternativas, o YouTube é a chave. Todos os terraplanistas se fazem terraplanistas vendo outros terraplanistas no YouTube. 
E, uma vez que fazem parte dessa comunidade, é quase impossível convencê-los do seu erro, pois são ativados mecanismos psicológicos muito poderosos, como o pensamento motivado. Ou seja: eu só aceito como válidos os dados que me reafirmam; todos os demais são manipulações dos conspiradores. Como em outros movimentos, se a ciência me contradiz, então a ciência se vendeu.

“O YouTube parece ser a amálgama da comunidade da Terra Plana”, conclui equipe em seu trabalho mais recente, apontando essa plataforma de vídeos como a origem das vocações “conspiranoicas”. O grupo liderado por Landrum entrevistou a cerca de 30 participantes da Conferência Internacional da Terra Plana, e todos descreveram o YouTube como “uma fonte confiável de evidências” e um dos provedores mais populares para “notícias imparciais”, frente aos veículos manipulados. Haviam se tornado terraplanistas vendo vídeos na plataforma nos três anos anteriores. Muitos deles contaram que estavam assistindo a vídeos sobre outras conspirações (o 11 de Setembro, por exemplo) e foram atraídos pela história da Terra plana graças às recomendações do YouTube.
Muitos especialistas denunciaram como o algoritmo de recomendações do YouTube acaba se transformando numa espiral descendente rumo a conteúdos cada vez mais extremistas, manipuladores e tóxicos.
E esse caso não é uma exceção. Como defendem os terraplanistas, o YouTube se tornou o terreno mais fértil para versões “alternativas” da realidade, onde se desenvolvem mensagens disparatadas e provocadoras à margem da “ciência e dos cientistas convencionais”. Sobre qualquer tema, da cura do câncer ao feminismo, passando pela astronomia, o habitual é encontrar as mensagens mais controvertidas entre os primeiros resultados da busca.
Logicamente, todos têm o direito de postar essas mensagens na rede, mas os algoritmos os promovem mais do que os conteúdos relevantes. “Um usuário individual do YouTube, por exemplo, sem respeito pela verdade, o rigor e a coerência, em alguns casos pode chegar a uma audiência comparável à dos grandes meios de comunicação”, critica Alex Olshansky, da equipe de Landrum.

Uma reportagem publicada há pouco em The Verge sobre os moderadores dos conteúdos do Facebook mostrou que muitos desses trabalhadores precários estavam sucumbindo às conspirações que deviam controlar. “Eles me disseram que é um lugar onde os vídeos das conspirações e os memes que veem todo dia os levam, gradualmente, a abraçar ideias estranhas”, descreve o jornalista Casey Newton. Um dos moderadores do centro que ele visitou promove entre os membros a ideia de que a Terra é plana. Outro questiona o Holocausto. E outro não acredita que o 11 de Setembro tenha sido um ataque terrorista.
IRREDUTÍVEIS
“Só confio no que meus olhos veem”, repetem os terraplanistas. Embora –como diz Landrum – nossos sentidos sejam muitas vezes os primeiros a nos enganar, como acontece com as ilusões de ótica. “Eles lançam mão da matemática e nós dizemos: ‘Olhe’”, diz o terraplanista Sargent no documentário, ao explicar seu sucesso. “Você não precisa de fórmulas para entender onde vive”, resume esse homem, que passou por todas as conspirações antes de chegar a esta vendo vídeos na Internet.

“Como as pessoas que negam a mudança climática, você não as convencerá com dados. É preciso buscar a forma de despertar nelas as emoções”, explica a neurocientista Martínez-Conde. E completa: “Nossos circuitos neurais respondem às emoções mais do que aos dados. Esse problema contribuiu para dar margem aos populismos, sobretudo com o fenômeno das redes sociais, que favorece a expansão da desinformação de maneira perigosa.”

Isso não deve causar surpresa: diversos estudos demonstram como a simples exposição a mensagens sobre conspirações provoca nas pessoas uma paulatina perda de confiança nas instituições, na política e na ciência. 
Com consequências tangíveis. Por exemplo, a crença nas conspirações está associada a atitudes racistas e ao menor uso de preservativos frente à aids. Todos os terraplanistas acreditam em outras conspirações e chegaram a essa cosmovisão através de outras teorias similares. É característica a predisposição para acreditar em diversas teorias conspiratórias ao mesmo tempo, inclusive contraditórias entre si: as mesmas pessoas poderiam acreditar, simultaneamente, que Bin Laden não está morto e que já estava morto quando os militares norte-americanos chegaram à sua casa.

Outro exemplo: boa parte dos terraplanistas é também contra as vacinas. Lobera, que estuda esse coletivo na Espanha, admite que essa cosmovisão conspirativa “é um dos fatores decisivos”, embora não o mais importante. “Existem portas de entrada ao mundo das pseudociências e uma conexão entre essas crenças”, explica o sociólogo.

“Na medida em que o pensamento conspiratório se generaliza, representa um problema para a manutenção de uma esfera pública racional, onde as discussões e os debates se baseiem em evidências, em lugar de lançar suspeitas de que um grupo manipula os fatos nas sombras para promover uma agenda oculta”, afirma Olshansky em seu trabalho. Nesse sentido, os terraplanistas, por suas crenças extremas, são como o reflexo da sociedade naquelas deformadoras salas dos espelhos dos parques de diversões. Como muita gente já aceita sua mensagem com naturalidade, isso indica que há uma piora real nas condições em que o debate público acontece.
Mas essas crenças não surgem do nada; existem fatores sociais que influem de maneira determinante. 
Por exemplo, sabe-se que as pessoas que se sentem impotentes ou desfavorecidas têm mais probabilidade de apoiá-las (como as minorias étnicas marginalizadas), e que tais noções se correlacionam com o pessimismo ante o futuro, a baixa satisfação com a vida e a pouca confiança interpessoal. “Devemos entender esses movimentos dentro do nosso contexto socioeconômico. Crescem as disparidades sociais entre os que têm mais privilégios e mais carências. E isso aumenta a desconfiança em relação aos governos e especialistas”, diz Martínez-Conde.
“Vivemos em tempos de incerteza e, no âmbito neuronal, a incerteza nos provoca um incômodo”, afirma a neurocientista. 
Essas dissonâncias cognitivas obrigam a pessoa a criar um relato próprio de bons contra maus que explica, de forma simplista, os fenômenos complexos da atualidade. E que as coloca no papel heroico de lutadores pela verdade ocultada: as crenças conspiratórias sempre foram associadas a um certo narcisismo coletivo (“os outros são os ignorantes, os maria-vai-com-as-outras”). Além disso, as pessoas que tendem a ver padrões e significados ocultos na verdade são mais propensos a acreditar em conspirações e fenômenos paranormais. 
“São mais dadas a esse tipo de ilusões causais. Como ver caras nas nuvens, mas de um modo extremo: ver caras em uma torrada e dar a elas um significado real”, explica a pesquisadora Helena Matute, da Universidade de Deuto (Espanha), sobre seu trabalho com o fenômeno paranormal.
A partir disso, encontramos mecanismos psicológicos como o viés de proporcionalidade (se algo extraordinário ocorreu, algo extraordinário deve ter causado) e o de intencionalidade (há uma mão por trás de tudo). “Esse desejo de histórias ordenadas, que ofereçam certeza e visões simplificadas do mundo, pode trazer comodidade e a sensação de que a vida é mais controlável”, resume Landrum em seu trabalho. 
Assim, as pessoas conseguiriam evitar os altos e baixos da existência, apostando em uma realidade pura, simples... e plana. Como a Terra, segundo querem acreditar.