sábado, 26 de março de 2016

Braço direito de Temer reúne-se com braço direito de Lula para discutir Niterói, por JORGE BASTOS MORENO


Moreira Franco

Senhores, senhoras e senhoritas,
Vejam se tenho idade para suportar isto. Político tem mania de subestimar a inteligência alheia. Mas o sr. Moreira Franco acaba de ultrapassar todos os limites da afronta à inteligência humana. A "Veja" desta semana fala de um suposto plano de fuga de Lula, no qual estariam envolvidos, entre outros, Sigmaringa Seixas, da tropa de choque do ex-presidente, e o referido senhor.
Sem entrar no mérito da matéria, me atenho apenas ao que acaba de dizer para mim o Moreira Franco:
--- Imagine, se somos pessoas capazes de participar disso! Já não se pode mais nem conversar neste país. A única verdade nisso tudo é que, de fato, o Sigmaringa e eu, velhos amigos que somos, almoçamos juntos na quarta-feira.
E este discreto e cordial repórter, diante do momento mais grave da História recente do país, se entusiasma e tenta saber o que discutiram esses dois influentes líderes político.
E foi aí que o Moreira Franco tentou agredir a minha inteligência:
--- Niterói!
E eu, boquiaberto:
--- O quê???!!! Niterói???!!!
--- Sim, Niterói! Você sabia que os pais do "Sig" são de Niterói? Nasceram lá. E ficamos falando da cidade, matando saudades, fazendo reminiscências!"
Senhores, senhoras e senhoritas,
Como eu, todos vocês devem saber que o piauiense Moreira Franco nunca foi a Niterói, nem quando era prefeito da cidade!
Comentario meu--alias "herdou" a Prefeitura por ser, a época, "casado" com a Celina filha do velho cacique getulista F. Peixoto.Este oficial de marinha que nunca comandou um navio. So ia as comemoracoes....

Lula e Neguinho da Beija-Flor: Amigos para sempre? Nem tanto---por VERÔNICA RANER

Elaine Reis, Lula, Neguinho da Beija-Flor e dona Marisa Letícia

Quem viu Neguinho da Beija-Flor fazendo piada sobre o ex-presidente Lula na internet pode ter esquecido, mas o blog ajuda a lembrar:
No Carnaval de 2009, quando Lula ainda era presidente, Neguinho oficializou sua união com Elaine Reis na concentração do Sambódromo, pouco antes da escola de Nilópolis entrar na Avenida. Como padrinhos, convidou o primeiro casal da República, que, apesar de ter aceitado o convite, não compareceu à cerimônia, mas cumprimentou os recém-casados após o desfile.
À época, Neguinho da Beija-Flor foi chamado de "amigo" e "companheiro de coração" pela então primeira-dama.
Lula beija a cabeça de Neguinho da Beija-Flor em um camarote, no Sambódromo, em 2009
ENTENDA
Em um vídeo publicado na internet, o puxador de uma das escolas de samba mais tradicionais do Rio acompanha um amigo no que já está sendo chamado de "Samba do Triplex".
A letra da música diz:
E o triplex da praia, me diga de quem é? – É de um amigo meu.
E sítio de Atibaia, de quem que é, neguinho? – É de um amigo meu.
E aquela fundação, que carrega o seu nome? – É de um amigo meu.
E aquela ilha que o senhor descansa? - É de um amigo meu.
Quem paga as suas contas e a suas mordomias? – É um amigo meu.
E aquele jatinho que o senhor usa? - É de um amigo meu.
E aquele filho milionário? - Excelência, esse não é meu.
Assista:
Já dizia - mais do que nunca - o dito popular: o mundo dá voltas.

HUMOR--- Arte de Amarildo

Charge (Foto: Amarildo)

Meios e fins, por Chico Alencar

Meios e fins (Foto: Arquivo Google)Aprendi com Hélio Pellegrino (1924-1988), psicanalista e escritor, católico, apostólico, mineiro (“não sou romano!”, explicava), que “os meios já são os fins, em processo de realização”.

Pois estamos vivendo um tempo em que esse princípio ético está sendo esquecido. O principal dos males que aflige o PT vem daí: para realizar seus generosos objetivos de justiça social, aliou-se ao que há de pior na política e, em nome de uma discutível governabilidade, praticou o que sempre combatera. Luiz Fernando Veríssimo, um dos intelectuais que está no ‘index’ de boicote da ultradireita fanática (assanhada como nunca), foi definitivo: “nosso capitalismo de compadres foi sempre feito de conluios e cartéis, licitações arranjadas, favores comprados e outros vícios do compadrio (...). Azar do PT, que foi se meter na farra dos compadres justamente quando chegou a polícia” (O Globo, 13/3/2016).
Mas de um outro lado – na nossa aguda crise atual, não há dois lados apenas, apesar da tentação pela simplificação maniqueísta – o juiz Moro, perigosamente erigido em ‘justiceiro’ e ‘salvador da pátria’ (“infeliz do país que precisa de heróis”, lembrou Bertolt Brecht), também age com desprezo aos meios, em nome de nobres fins. Ele, que já tinha determinado condução coercitiva de quem não se negara a depor, agrediu os direitos mais elementares ao autorizar divulgação de gravação envolvendo presidente da República sem ouvir a instância superior, o STF.  Pior, a gravação da conversa entre Dilma e Lula foi feita, como é reconhecido por todos, quando o ‘grampo’ sobre o ex-presidente já tinha sido encerrado.  Portanto, ilegal a divulgação – que teve alto impacto político, como se pretendia – e ilegal a própria gravação.
Alguns alegarão que o que importa é o conteúdo. Claro que ele conta, embora, nesse caso, sequer sirva como prova. O desbordamento contamina a Lava-Jato a ponto de poder, a persistirem esses procedimentos arbitrários, colocá-la em risco. É o que dizem renomados juristas.
Isso de fins justificarem os meios está na base de nossa degradação política e moral.  E produz contradições: arautos da mudança tornando-se mantenedores do status quo; notórios corruptos declarando-se, cinicamente, contra a corrupção; defensores da lei ofendendo, em nome de ‘objetivos maiores’, a própria lei. 
É ainda Veríssimo, aqui já citado, que pontifica sobre essa realidade paradoxal: “as leis brasileiras foram simplificadas a uma só diretriz: o Moro pode tudo” (O Globo, 20/3/2016).
Cada vez mais o fantasma do romance de Lampedusa nos assombra: “é preciso mudar um pouco para manter tudo como está”. O ‘establishment’ se articula para mais uma transição intransitiva. Não é isso que a população aspira.
Chico Alencar--é professor de História (UFRJ) e deputado federal (PSOL/RJ).

O ocaso de um mito chamado Lula, por Ruy Fabiano

Comentario meu--...... parece-me cedo, para "enterrar" o defunto.....o pais é dirigido por ladroes que nao hesitam em liquidar os asseclas, na hora da divisao do botin......E hoje é dia de JUDAS......

Nao hajam duvidas de que o empresariado patrimonialista e rentista (na sua maioria especuladores sem dinheiro), além de pseudo-intelectuais (com parcas e vencidas ideias) dependentes de cargos e benesses, cambiarao de lado, se isso lhe fôr util de imediato. 
E o druso "narigudo" Temer danca nesse "salao"....entao....cautela e caldo de galinha.....recomenda-se.

Depois da xêpa, ainda ha feira! 

Lula (Foto: André Coelho / Agência O Globo)Lula (Foto: André Coelho / Agência O Globo)
Neste momento em que a Operação Lava Jato desconstrói a imagem de Lula, depurando-a de todos os artifícios, instala-se uma espécie de assombro geral nos meios intelectuais e artísticos do país, onde ainda reina forte resistência aos fatos.
Tal depuração baseia-se em alentados registros – e o mais eloquente vem da própria voz de Lula, captada nos recentes grampos telefônicos, autorizados pela Justiça, em que exibe solene desprezo pelas instituições, em especial o Judiciário.
Não se deve apenas aos truques do marketing político-eleitoral a construção da imagem do falso herói. Bem antes do advento dos Duda Mendonça e João Santana, hoje às voltas com a Justiça, Lula já desfrutava de altíssimo conceito redentor, esculpido no âmbito universitário, onde o projeto do PT foi engendrado.
E aqui cabe repetir o bordão lulista: nunca antes neste país, um presidente da República foi brindado com tantos títulos honoris causa por parte de universidades, mesmo sem ter dado – ou talvez por isso mesmo - qualquer contribuição à atividade intelectual.
Ao contrário: Lula e seus artífices difundiram o culto à ignorância e ao improviso, submetendo a atividade intelectual à condição subalterna de mera assessora de um projeto populista.
A epopeia de alguém que veio de baixo e galgou o mais alto cargo da República fascinou e comoveu a intelligentsia brasileira, que o transfigurou em gênio da raça. Pouco interessava o como e o quê fez no poder – questões que agora se colocam de maneira implacável -, mas o simples fato de que a ele chegou.
O símbolo falsificava o ser humano por trás dele. E o país embarcou numa ilusão de que agora, dolorosamente – e ainda com espantosas resistências, – começa a desembarcar.
Fernando Henrique Cardoso, símbolo da nata acadêmica nacional, deixou suas digitais nesse processo. A eleição de Lula, em 2002, contou com sua colaboração. Como se recorda, FHC desengajou-se da campanha presidencial de José Serra, dizendo a quem quisesse ouvi-lo: “Agora, é a vez de Lula”.
Conta-se que, naquela ocasião, ao recebê-lo em Palácio, chegou a oferecer-lhe antecipadamente a cadeira presidencial. Era o sociólogo sucedido pelo operário, ofício que Lula já não exercia há mais de duas décadas. As cenas da transmissão da faixa presidencial, encontráveis no Youtube, mostram um Fernando Henrique ainda mais deslumbrado que seu sucessor.
Lula, na ocasião, disse-lhe: “Fernando, aqui você terá sempre um amigo”. No dia seguinte, cessou o entusiasmo: o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, em sua primeira entrevista, mencionava a “herança maldita” do governo anterior, frase repetida como mantra até os dias de hoje.
E o “amigo” não mais pouparia seu antecessor, por quem cultiva freudiana hostilidade. A erudição, ao que parece, o incomoda, embora a vida lhe tenha proporcionado meios bem mais abundantes de obtê-la que a outros grandes personagens da cultura brasileira, de origem tão modesta quanto a sua, como Machado de Assis, Gonçalves Dias e Cruz e Souza, mestiços que, em plena escravidão, ascenderam ao topo da vida intelectual do país.
O mito Lula começou ainda na década dos 70, em pleno governo militar – e contou com a cumplicidade do próprio regime, que, por ironia, o viu como peça útil na desconstrução da esquerda, abrigada no velho MDB e em vias de defenestrar eleitoralmente o partido governista, a Arena. O regime extinguiu casuisticamente o bipartidarismo, de modo a esvaziar a frente oposicionista.
A frente, em que a esquerda tinha protagonismo, entendia que não era oportuno o surgimento de um partido de base sindical, que a esvaziaria, diluindo os votos contrários ao regime. Lula foi peça-chave nesse processo, concebido pelo general Golbery do Couto e Silva, estrategista político do governo militar.
Há detalhes reveladores em pelo menos dois livros recentes: “O que sei de Lula”, de José Nêumanne Pinto, que cobriu as greves do ABC pelo Jornal do Brasil naquele período, e com ele conviveu; e “Assassinato de Reputações”, de Romeu Tuma Jr., cujo pai, o falecido delegado Romeu Tuma, então chefe do Dops, foi carcereiro de Lula, no curto período em que esteve preso.
Tuma e Nêumanne convergem num ponto: Lula foi informante do Dops, o que lhe facilitou a construção do PT, a cujo projeto se agregariam duas vertentes fundamentais - a esquerda universitária paulista e o clero católico da Teologia da Libertação.
Essa gênese explica a trajetória vitoriosa do partido: o clero proporcionou-lhe a capilaridade das comunidades eclesiais de base e os acadêmicos prestígio e acesso à grande mídia.
A ambos, o PT retribuiu com Lula, o símbolo proletário de que careciam para forjar o primeiro líder de massas que a esquerda brasileira produziu e que a levaria, enfim, a vencer eleições presidenciais. Deu certo – e deu errado.
Lula chegou lá, mas corre o risco de concluir sua trajetória na cadeia. Os acertos de seu primeiro governo derivam da rara conjunção de uma bonança econômica internacional com os ajustes decorrentes do Plano Real. Finda a bonança e desfeitos os ajustes, restou a evidência de que não havia (nunca houve) um projeto de governo – e tão somente um projeto de poder.
A Lava Jato, ao tempo em que reduz Lula a seu exato tamanho, político e moral – e, ao que se sabe, há ainda muito a vir à tona -, mostra o que fez, à frente do PT e do país, para que esse projeto se consolidasse e o eternizasse como pai dos pobres – uma caricatura de Vargas, com mais dinheiro e menos ideias.
De gênio político, beneficiário de uma conjuntura que desperdiçou, lega à posteridade sua grande obra: Dilma Roussef, personagem patética que tirou do anonimato para compor um dos momentos mais trágicos da história da República.
O historiador do futuro terá o desafio de decifrar o que levou a inteligência do país – cujo dever de ofício é antever e evitar tais desvios - a embarcar num projeto suicida, a serviço da estupidez, não hesitando em satanizar os que a ele se opõem. 

Ficarão, cometido por Vinícius Cruz

Mãos (Foto: Arquivo Google)

Quem lavou tuas mãos
nessa bacia de óleo quente
não sabia, de repente
que apesar de tortuosas
as estradas dessa vida
a chegada tem um gosto
diferente da partida
o rigor da despedida
tem valor no crescimento,
no momento em que a saída
é voar sem companhia
a sangria ali se estanca
diluindo o sofrimento
Não brinque com sentimento,
ou coisa que lá o valha,
pois na briga da navalha
entre a consciência e a explosão
sempre quem sai perdendo
é o pobre do coração,
mas,
num rompante de memória
o guerreiro se agiganta
e tomado por uma força
semelhante a um furacão
ele diz,
no leito da morte inglória,
com o corpo coberto de flores,
que ainda que vossas dores
tinjam de ódio o meu chão,
no céu, o olor dos amores...
... Estes sim
... Ficarão.
Vinícius Cruz tem 38 anos, é carioca, flamenguista e professor de artes marciais.

Jaguar: Da cachaça ao Armagnac

Rio - Fui apresentado a Lula pelo Henfil na redação do ‘Pasquim’ em 1970. Foi, junto com Lula, um dos fundadores do PT. À época, ele estava empolgado pelo carisma do então jovem (há 36 anos) líder metalúrgico. Sabendo que eu gostava de cachaça, Lula me presenteou com uma garrafa de 51. “Pode ficar com ela”, esnobei, diante do que poderia ser considerado uma propina. “Não gosto de pinga paulista. Se ao menos fosse lá da tua terra, Pernambuco...” A entrevista dele saiu no ‘Pasquim’ 456, de 24 de março de 1978, quando já era uma figura nacional. Henfil não participou, estava morando em NY. Destaco alguns trechos pitorescos:

“Conheci Marisa quando eu trabalhava no sindicato. Não, ela não era metalúrgica. O irmão dela tinha ficado louco (sic), e ela ia na diretoria do sindicato buscar atestado de dependência econômica. Um tal de Luizinho trabalhava comigo e falei pra ele: ‘Olha, toda viúva de 18 a 25 anos que aparecer me chama logo’ (risos). Já tava viúvo, né? Casei em 69 e fiquei viúvo em 71. Essa minha mulher de hoje (Dona Marisa) também era viúva, o marido morreu três meses depois do casamento. Como eu tava numa reunião de diretoria, o Luizinho mandou ela voltar de tarde só preu atender (mais risos). Namorei com ela cinco meses e casei.”
Mais adiante fala sobre seu começo: “Meu pai era camponês, trabalhava na roça lá em Pernambuco. Depois largou minha mãe e veio para Santos carregar saco de café. Éramos oito irmãos. Meu pai veio na frente, no ano em que nasci. Mandava dinheiro pra minha mãe. A gente não sabia que ele tinha outra mulher. Que, aliás, era prima da minha mãe. Um dia foi lá e trouxe meu irmão mais velho. Ele não contou nada, mas escreveu pra minha mãe como se fosse meu pai convidando pra vir pra São Paulo. Pegamos um pau de arara, 13 dias de viagem, pô. Botei uma camiseta lá e só vim tirar aqui. O fedamãe do pau de arara estourou, tava podre. Vocês nunca viajaram num desses. É um caminhão com uns banquinhos, nego sentado ali, criança faz as necessidades ali, a gente dormia ali, na rua, às vezes acordava com uma fedapê duma chuva , ia comendo farinha com rapadura e queijo... Aí chegamos a São Paulo, minha mãe, eu e mais sete irmãos, encontramos meu pai com outra mulher e mais cinco filhos. Um cumpadre dele ofereceu a casa pra minha mãe ficar, depois meu pai botou a mulher numa casa e minha mãe noutra. Meus irmãos arrumaram emprego, eu vendi laranja, tapioca...” Hoje, Lula trocou a pinga por Armagnac (R$ 800 a garrafa). Quem pode pode.
Lula ex-Presidente do Brasil

sexta-feira, 25 de março de 2016

Brasil, capital Curitiba, por Mino Carta em Carta Capital

Comentario meu--o nosso amigo comum diz que sou teu sosia. Agradeco a comparacao lisonjeira, para mim.
Concordo contigo e sei que a primeira parte do jogo, sem estar ainda perdida, periclita.
Para isso ha que somar todos os erros cometidos, neles incluindo aliancas espurias e vaidades explicitas.Além de explicacoes mal alinhavadas...
Os que ha anos o fundaram, foram do Partido excluidos ou nêle marginalizados--alguns por vontade propria, outros pela realpolitik do nosso amigo. 
Ele teve trinta anos para formar-se como piloto de um Boeing repleto de brasileiros inteligentes e operosos....mas preferiu o comando de um teco-teco, cercado de puxas-saco esfomeados e imcompetentes. 
E, parafraseando o nosso querido e ex-deputado Djalma de Sousa BOM-- Lula foi um pai pros pobres...e uma MAE pros ricos. Mas a gente nao o renega, nunca. Apesar dos atos falhos repetidos......
So nos resta cantar (como fazia a Pimentinha em nossos comicios) O bebado e o Equilibrista, aguardando a nossa vez de jogar, outra vez.
Quanto a Direita engessada e repetente, repito algo que li, da lavra cantora de meu filho---O cumulo do golpe de direita é RENTISTAS apelarem a Greve Geral!!--
Quanto ao Juiz provincial oriundi de nome digo--êle é um soldado competente mas sem experiencia, num campo de batalha segue o Manual de Instruçoes que lhe ensinaram, com denodo e afinco. Como os espanhois da Divisao Azul na Frente Russa, descobrira tarde demais, que enganou-se de combate--cheio de boas intencoes e propositos....Et la nave va....
Grande e fraternal abraco Mino!
Meu caro e velho amigo Luiz Inácio Lula da Silva, com quem falo amiúde pelo telefone e pessoalmente, entende que da negação da política, objetivo do complô urdido contra Dilma, o PT e ele mesmo, surgirão os arrivistas à Berlusconi, como se deu na Itália depois da Operação Mani Pulite.
Na minha visão, a comparação está errada, bem como está quem vê semelhanças com o advento do fascismo e do nazismo. O Brasil é único na moldura do mundo contemporâneo. Trafegamos entre a Idade da Pedra e a Idade Média.
Fascismo e nazismo foram deflagrados contra a democracia. Contra o Estado de Direito e as instituições que lhe são próprias. Nós vivemos de aparências. De fato, as instituições não funcionam e o Estado de Direito inexiste.
leia mais aqui----Brasil, capital Curitiba
Lula e DIlma (Foto: André Coelho / Agência O Globo)
Lula e DIlma (Foto: André Coelho / Agência O Globo)

Julio Iglesias - Un canto a Galicia

                   

Lula não é mais unanimidade entre antigos companheiros de fábrica,por Mariana Sanches

Comentario meu--sangram hoje os coracoes daqueles quem tudo arriscaram (tinham pouco mais que suas Vidas e consciencias!), citarei os meus amigos Olivio, Djalma por serem, pessoas publicas, para elevar um operario ao mais alto carga da Nacao. Fraudados foram, mas, quem nao o foi um dia? A luta continua, na busca do bem para todos, segundo os meritos e o esforco de cada um.Sem paternalismos ou maternalismos, na "lata". Sem os lideres naturais de base, acintosamente desprezados pelos burocratas governativos, desde 2003, o PT perdeu e nunca mais tera, a forca mobilizadora anterior. Depois dos corruptos havera Vida nova, com certeza.

Januário foi o fotógrafo das greves para o sindicato de metalúrgicos do ABC

A matéria completa está disponível aqui.

Guerra Civil en España

Guerra Civil en España

GERNIKA-Picasso--La guerra civil española (1936-1939) fue un conflicto bélico entre el bando republicano y el bando nacional dirigido por el general Francisco Franco.
La guerra civil española (1936-1939) comenzó cuando una parte del ejército español asentado en Marruecos, con algunos de los generales más influyentes del Ejército español, dirigido por el general Francisco Franco, se levantó contra el gobierno republicanodemocráticamente elegido, presidido por Manuel Azaña. Las lealtades no siempre estuvieron claras durante este conflicto. Esencialmente, las filas de la izquierda (también conocida como el bando Leal y el bando Republicano) estaban compuestas no solo porobreros, campesinos y sindicatos, sino también por el gobierno español y grupos armados de socialistas, comunistas y anarquistas. La derecha (también conocida como el bando Nacionalista), tenía el apoyo de las facciones rebeldes del ejército, la oligarquía industrial, losterratenientes, la burguesía y la Iglesia Católica. Por diversas y un tanto contradictorias razones, los republicanos recibieron el apoyo de la Unión Soviética y las democracias europeas, mientras que los nacionalistas estaban armados y equipados por los gobiernos fascistas de Alemania e Italia.
La Guerra Civil española resultaría ser tan feroz como sangrienta. Aunque los recursos de las dos partes no eran tan desiguales, los nacionalistas estaban mejor organizados y recibieron una importante ayuda material de Alemania. Los republicanos recibieron muy poca ayuda de la Unión Soviética y, por otra parte, estaban divididos por conflictos internos entre lasfacciones comunistas, socialistas y anarquistas.
Aunque algunos grupos de voluntarios de Europa y Norteamérica lucharon por la República en el marco de las Brigadas Internacionales, y también una serie de artistas e intelectuales extranjeros apoyaron la causa republicana, incluyendo a Ernest Hemingway (que trabajó como reportero y fotógrafo) y a George Orwell (que luchó en el lado republicano, fue perseguido y posteriormente procesado ​​y quedó así profundamente desilusionado de la rivalidad entre las filas de la izquierda), finalmente los nacionalistas fueron el bando triunfante.
La victoria del general Franco marcó el comienzo de una dictadura de cuarenta años en España (de 1939 a 1975). En las postrimerías de la Guerra Civil Española, Hitler había buscado el apoyo de Franco para su propia campaña militar, pero España no estaba en condiciones de proporcionar niguna asistencia, ni financiera ni tampoco humana. Aunque la Guerra Civil española había sido un campo de entrenamiento para las batallas que se librarían más tarde en la Segunda Guerra Mundial, la España de Franco no jugaría ningún papel en esta última, aunque accedió a enviar a un pequeño cuerpo de voluntarios (+/- unos 50.000, incluyendo alguns centenares de portugueses) conocido como La División Azul, que participó en la guerra en Rusia con los alemanes.
Bajo el régimen de Franco España sufrió el aislamiento internacional aunque en diferentes grados. En 1955, el país fue aceptado como miembro de las Naciones Unidas, y en 1970 el general Franco nombró al príncipe Juan Carlos como su sucesor y futuro rey de España, con lo que el restablecimiento de la monarquía se hizo efectivo. Tras la muerte del dictador en 1975 el Rey Juan Carlos I fue coronado, y se volvió a instaurar la democracia en España.

¡AY CARMELA!. Rosa León

               

Proteção para delinquir ameaça o futuro da Lava-Jato, por Ricardo Noblat

Fora corruptos (Foto: Divulgação)

Dizem os petistas que a Lava-Jato só tem ido fundo no combate à corrupção porque os que governaram o país nos últimos 13 anos, justamente eles, criaram todas as condições para que a corrupção fosse enfrentada. É fato.
Ao mesmo tempo, os petistas acusam a Lava-Jato, pela boca do seu mentor, Lula, de ser em parte responsável pela crise econômica que desemprega milhões de brasileiros e reduz seu poder de compra. Não é fato. Quanto à corrupção propriamente dita...
Não, eles nada têm a ver com ela. Não sabiam de sua existência. Nunca souberam. E, portanto, não podem ser acusados de a terem promovido ou alimentado. A corrupção vem de governos passados, todos os governos que antecederam os do PT. E se ela não foi extinta...
Bem, é porque a corrupção, aqui e em toda parte, não pode ser extinta. É da natureza humana. Disso poderá dar testemunho o próprio juiz Sérgio Moro, um estudioso da Operação Mãos Limpas que varreu da Itália políticos desonestos. Varreu, é verdade. Nem por isso...
Uma nova safra de políticos desonestos sucedeu à anterior. E a Itália continua sendo um país, se não tão corrupto quanto era, mas bastante corrupto. Por que isso não poderá se repetir aqui quando a Lava-Jato, finalmente, chegar ao seu desfecho. Hein?
Trata-se de um discurso, esse dos petistas, com começo, meio e fim. Só que ele não consegue esconder o principal objetivo dos que o repetem: pôr um freio na Lava-Jato. Ela não seria desmontada. Nem impedida de ir adiante. Mas desde que respeitados os superiores interesses do país.
Neste momento, a intenção de domesticar a Lava-Jato é a única coisa que aproxima petistas de não petistas, defensores da permanência de Dilma no poder até que se esgote seu mandato e interessados em sua queda o mais rapidamente possível.
O sistema eleitoral e partidário brasileiro foi posto em xeque pela Lava-Jato e os que dele se beneficiaram ao longo das últimas décadas estão simplesmente chocados com isso. E sem chão.  O sistema parecia sólido. Mas não resistiu a dois anos de uma investigação independente.
Dá sinais de que desmorona sem que haja outro modelo de sistema eleitoral e partidário sequer esboçado para substitui-lo. Tanto os petistas como aqueles que pretendem sucedê-los no governo nada têm a propor – a não ser a interrupção daquilo que os ameaça.
Uma fatia expressiva de políticos quer o impeachment porque o governo Dilma, dado ao seu esfarelamento, perdeu as condições de protegê-la. Imagina que um novo governo poderá fazê-lo. De sua parte, o PT e seus aliados imaginam que poderão igualmente se beneficiar com isso.
Proteção para seguir delinquindo – é o que pede a maioria dos políticos de todos os matizes.

Alguns Presentes, por Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa


Presentes (Foto: Arquivo Google)
1) O presente que mais chamou minha atenção nos últimos dias foi o que Lula recebeu do ministro Teori Zavacki.

Lula, com a ajuda de Dilma, lutou acirradamente pelo cargo de ministro do Governo Federal para escapar da “República de Curitiba”, como ele chama a 13ª Vara da Justiça Federal. Pois não é que não precisava tanto esforço?
Bastava ter reclamado junto ao STF que o ministro Teori Zavacki atenderia ao ex-presidente: retirar seu processo das mãos do juiz Sergio Moro e levá-lo para o STF.
A mim me parece que esse é um presente de grego, mas isso só saberemos depois que o plenário do STF se reunir, o que pode levar alguns dias.

2) Naquele dia em que Lula foi tomar café da manhã em casa do presidente do Senado, Renan Calheiros, o que mais me intrigou foi o presente que o anfitrião deu ao seu convidado: um exemplar da Constituição Federal de 1988.
Achei indelicado, para dizer o mínimo. A não ser que fosse um exemplar ricamente encadernado da nossa Constituição, francamente, não vi sentido, já que é impossível imaginar que um ex-presidente da República não tenha mais de um exemplar, um em cada uma das casas que possui, fora um no Instituto Lula. E exemplares lidos e relidos.
A não ser que aquilo tenha sido uma mensagem subliminar, o que é possível, vindo de quem vem...
3) Eu já disse aqui e repito hoje: Deus lembrou-se que é brasileiro e nos enviou um grande presente, o juiz Sergio Moro. Trabalhando sem trégua, dedicado ao Brasil, o juiz que está desvendando a teia infernal da corrupção que devora o país, em vez de só receber apoio e aplausos, vem sendo criticado por almas menos perceptivas do Bem que ele está nos fazendo.
Há quem tenha a coragem de dizer, diante da admiração e gratidão que Sergio Moro desperta na grande maioria dos brasileiros, que não precisamos de mitos e que o juiz de Curitiba deve fugir dos holofotes. De mitos não precisamos, é verdade. Deus nos livre dos mitos. Mas de pessoas que mereçam nossa admiração, disso estamos mais do que necessitados. São poucas, muito poucas, as pessoas públicas dignas da admiração dos brasileiros. Nunca estivemos tão pobres nessa área... Mais do que pobres, indigentes. O Juiz Sergio Moro é uma brava exceção!
4) Mas, falando em presentes, eu não poderia deixar de mencionar o presente que dona Dilma deu ontem à Imprensa Internacional.
Ela reuniu os correspondentes estrangeiros em seu Palácio para queixar-se amargamente dos que pregam seu impeachment. Falou um bocado e disse, como sempre, que a Oposição quer sua renúncia porque sabe que seu afastamento não tem base legal. É o que ela diz...
Sabem que fiquei com pena dela? Será que ela pensa que os jornalistas estrangeiros que aqui representam os maiores jornais e revistas do mundo estão tão por fora de tudo que o Governo Federal tem aprontado que vão rezar pela ladainha dela?
Tenho a impressão que esse presente vai se transformar num osso duro de roer...

Ponto final.por ANCELMO GOIS

'Judas' é malhado em quadro de Debret

Desde que os brasileiros importaram de Portugal, já nos primeiros séculos de colonização, o hábito de malhar Judas no Sábado de Aleluia, nunca antes na História deste país, como hoje, tanta gente mereceu ocupar o lugar do boneco. Aliás, Jean-Baptiste Debret (1768-1848) retratou uma “Queimação do Judas” no Rio, veja acima.

A verdade do Lula falso, por Demétrio Magnoli

Lula (Foto: Arte: Antônio Lucena)
Arte: Antônio Lucena

Há dois Lulas — um é verdadeiro, o outro é falso. Na Avenida Paulista, perante 95 mil manifestantes, um dos Lulas pronunciou uma sentença de estadista, que deveria ser emoldurada e afixada nos espaços públicos de todo o país. Não vou para o ministério, disse, “achando que os que não gostam de nós são menos brasileiros que nós”. Ao reconhecer a legitimidade dos seus adversários, que clamam pela interrupção do mandato de Dilma Rousseff, Lula estava negando que o impeachment é um golpe. Mais ainda: na base de sua afirmação, está o reconhecimento de que o Brasil não pode ser identificado com um partido político. Contudo, lastimavelmente, aquele não é o Lula verdadeiro.

O Lula da Paulista, que traduziu admiravelmente, em linguagem corrente, a defesa do princípio da pluralidade, é o falso. Na avenida, discursava um personagem acuado pela divulgação de seus diálogos telefônicos comprometedores, que pretendia restabelecer uma ponte com o Supremo Tribunal Federal (STF). O Lula verdadeiro emerge nas interceptações obtidas legalmente, a pedido do Ministério Público e com ordem judicial. Esse Lula sem censura, despido de fantasia pública conveniente, que utiliza a linguagem de um leão de chácara, revela-se como o chefe de uma facção consagrada à intimidação do Poder Judiciário e do Ministério Público.

“Eu acho que eles têm que ter em conta o seguinte, bicho, eles têm que ter medo”. A frase, referente a juízes e procuradores, proferida num diálogo interceptado com o deputado petista Wadih Damous, sintetiza o Lula verdadeiro. Ela se soma ao planejamento de uma ação contra o procurador Douglas Kirchner, que investiga a aparente triangulação entre Lula, a Odebrecht e o BNDES. Falando com o ex-ministro Paulo Vannucchi, o chefão anuncia uma operação na qual deputadas do PT bombardeariam o procurador com acusações de machismo e violência contra mulheres: “Nós vamos pegar esse de Rondônia agora e vamos botar a Fátima Bezerra e a Maria do Rosário em cima dele”. O sistema de justiça “tem que ter medo” — eis o programa delineado longe dos holofotes pela figura que Dilma tenta empossar como presidente de facto.

O Lula de verdade forjou um PT arrogante, autoritário, que restaura práticas abomináveis dos antigos partidos comunistas e de movimentos de inspiração fascista. Nos atos “contra o golpe”, militantes empunhavam cartazes nos quais o rosto do juiz Sérgio Moro fundia-se à imagem de Hitler. É esse PT, das ofensivas de difamação e das campanhas orquestradas de intimidação que experimenta uma avassaladora rejeição popular.

O governo de Dilma e Lula não cairá devido às pedaladas fiscais, mas como consequência de uma ruptura mais profunda. Depois de brigar com a opinião pública, o partido de Lula brigou com a imensa maioria do eleitorado e, na curva do desespero, com o alto funcionalismo responsável pelos órgãos de controle do Estado. Os juízes federais fizeram manifestações de desagravo a Moro. A associação de delegados da Polícia Federal alertou que não se submeterá ao cabresto prometido pelo novo ministro da Justiça. A OAB nacional tomou posição favorável ao impeachment, seguindo a mesma trilha de entidades representativas da indústria, do comércio e de categorias profissionais.

Entretanto, a verdade não perde seu valor intrínseco quando é veiculada por um farsante. O princípio da pluralidade, enunciado pelo Lula falso da Paulista, tem plena validade, tanto na ordem em que foi exposto quanto na ordem inversa. Os que “não gostam” do impeachment são “tão brasileiros” quanto os que o defendem. Os militantes petistas e sua base de apoio pertencem à sociedade nacional, isto é, não são estrangeiros ideológicos, “impatriotas” ou “traidores”. Não fazem parte de uma “organização criminosa”, a ser debelada a golpes judiciais ou policiais.

Certamente, como atestam as provas colhidas pela Lava-Jato, coagulou-se na cúpula do lulopetismo uma organização criminosa com extensas ramificações políticas e empresariais. Contudo, a organização criminosa não deve ser identificada ao próprio PT, como propõe uma narrativa emanada de correntes de opinião que semeiam o extremismo no solo fértil da indignação popular contra a corrupção. O PT é um partido que nasceu na transição da redemocratização, propiciando a confluência entre o sindicalismo do ABC e inúmeras correntes de esquerda. Na sua evolução até o poder, ele passou a refletir a persistência de projetos políticos enraizadas na trajetória do Brasil moderno: o capitalismo de Estado, o populismo, o corporativismo. Isso não é um “caso de polícia”, mas um caso de política.

Os “atos contra o golpe”, um cortejo fúnebre do ciclo de poder lulopetista, evidenciaram a cisão entre o PT e a maioria do país. Mas, na sua relativa imponência numérica, enviaram uma mensagem que deve ser escutada. Havia, ali, muito mais que sindicalistas, militantes de “movimentos sociais”, funcionários em cargos comissionados e pobres coitados seduzidos por trinta dinheiros. No outono de sua influência política, o PT mobilizou quase 300 mil manifestantes, cerca de um décimo dos que protestaram pelo impeachment, realizando os maiores atos públicos de sua história. O Lula falso, que se dirigiu à multidão na Paulista, não está só. Atrás dele, há uma corrente legítima de opinião.

Não se deve confundir uma vírgula com um ponto final. A Odebrecht, sem alternativas, resolveu confessar. A nossa Operação Mãos Limpas chega a seu ápice e, se não for detida, exporá também as organizações criminosas periféricas, que operam em quase todo o espectro partidário. O Lula de verdade, que trama nas sombras contra o sistema de justiça, será levado nessa avalanche necessária. Depois de tudo, emergirá um Brasil um pouco melhor, no qual a política terá um lugar fora das páginas policiais. Por isso, é essencial preservar a verdade pluralista enunciada pelo Lula falso.