sábado, 30 de maio de 2015

Jaguar: É tempo de facas

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Rio - No frenesi autocomemorativo dos seus 50 anos no ar, a Globo não esconde que a cereja do bolo é um programa que ela acha fantástico. 

No domingo passado nos deu uma aula demonstrando as vantagens da faca sobre as armas ditas de fogo. Admito que foi um trabalho altamente profissional, com consultoria qualificada em todos os aspectos: econômico, prático e penal. 
Por exemplo, faca sai muito mais em conta que revólver. Não precisa de porte de arma nem de farta documentação para ser comprada em vários lugares: lojas de conveniência, de ferragens, de utensílios domésticos, mercados, cutelarias, feiras, etc.
Aliás, sugere o locutor, nem precisa ser comprada: pode ser discretamente surrupiada em qualquer boteco ou restaurante sem maiores consequências. E acentua que, se a pessoa é apanhada, digamos, numa blitz, com uma faca no bolso, basta dar uma desculpa qualquer (tipo “estou levando para comer uma quentinha no escritório”). 
A coisa toda muda se carrega, sem licença, um trabuco na cintura. Vai, no mínimo, parar no distrito policial mais próximo. Se tiver sorte, será autuado por porte ilegal de arma, pagará uma multa, levará um esporro do delegado e terá, suponho, a arma apreendida. 
Outra vantagem da maior importância, lembra com pertinência o cara da tevê, é a portabilidade: é difícil passar despercebido com uma arma de fogo, mesmo uma de pequeno calibre. Amarrada na perna ou num coldre debaixo do braço, nunca deixa de chamar a atenção pelo volume. Não é preciso ser camelô profissional para enumerar a praticidade de facas, navalhas, canivetes, estiletes e punhais na área criminal: após o crime, são facilmente descartáveis. ‘Esquecidas’ na mesa de um bar, jogadas discretamente na lixeira ou largadas num bueiro.
É muito mais fácil eliminar impressões digitais, basta um lenço ou uma flanela. Não faz barulho e, também no crime, o silêncio é de ouro. 
E, fator mais importante: faca não descarrega, está sempre pronta para usar. Não precisa de munição, cara e difícil de encontrar. Às vezes só pode ser comprada no ‘mercado informal’ (ou seja, de algum bandido). 
Herdei do meu pai uma pistola Mauser com uma caixa de balas, nem sabia que ele tinha essa arma escondida. Dei para um amigo depois que Hugo Bidet — que dormia com uma pistola debaixo do travesseiro (nunca soube o motivo) — meteu uma bala na cabeça numa crise de depressão pós-alcoólica. 
Termino voltando aos 50 anos da Globo: eu não sabia que o canal foi um herói da resistência contra a censura da ditadura.

Comentario meu---alias, Jaguar, so ÊLES e ELA sabiam!!! Mas nao contavam que vc sobreviveria para desmascara-los......
Ha certas atitudes que nem o TEMPO melhora, né cumpadi. 

terça-feira, 26 de maio de 2015

domingo, 24 de maio de 2015

Boatos triunfam no Facebook, por DANIEL MEDIAVILLA -- Él Pais


A Internet colocou a nossa disposição uma grande quantidade de informação e nos deu a possibilidade de comprovar em poucos segundos a maior parte das afirmações que lemos. Isso não beneficiou, entretanto, a difusão de informações verdadeiras. Uma análise recente mostrou que alguns boatos, como a relação entre as vacinas e o autismo, a possibilidade de que estarmos sendo envenenados com produtos químicos com intenções escusas ou a existência de um Governo alienígena escondido, têm tanta repercussão em redes como o Facebook quanto a mais legítima informação publicada nos veículos de comunicação.

Os autores do estudo mencionado, liderado por Walter Quattrociocchi, da Universidade do Nordeste de Boston (EUA), tentaram analisar também as diferenças entre os grupos que consomem a informação convencional e os que preferem as fontes alternativas. Em um novo trabalho, mostram que existe uma importante polarização entre os dois grupos. Isso se traduz também no fato de que as pessoas com tendências diferentes são praticamente impermeáveis aos pontos de vista opostos, porque "dois indivíduos só conseguem afetar seu modo de pensar se suas opiniões estiverem sob determinada distância".

A análise incluiu 271.296 postagens de 73 páginas do Facebook classificadas segundo o tipo de informação que oferecem como "explicações alternativas à realidade" ou "notícias científicas" ou verificáveis. Além disso, os usuários foram classificados de acordo com sua preferência por determinado tipo de notícia.

Deste ponto de partida, observaram que os consumidores de notícias científicas costumam comentar as notícias de seu âmbito, com 90,29% para esses usuários, mas também se preocupavam em comentar nas fontes de informação alternativa, as quais dedicavam 9,71% de seus comentários. Os usuários de notícias alternativas, por sua vez, comentam nos sites de notícias alternativas com frequência bem menor: somente 0,92% de seus comentários foram feitos em sites de notícias científicas. Além disso, foi observado que os leitores de informações pouco convencionais estavam mais inclinados a difundir a informação compartilhando-a com seus contatos do que os de notícias convencionais.
Imagem da missão 'Apolo 15', uma das seis vezes que os humanos desceram na Lua, algo que muitas teorias da conspiração negam. / NASA

Os pesquisadores também observaram que as pessoas dispostas a acreditar em teorias da conspiração são mais propensas a interagir e difundir informações completamente falsas. Isso foi comprovado depois da publicação de 4.709 afirmações falsas produzidas por uma página de conteúdo paródico. Os aficionados por teorias conspiratórias foram muito mais ativos comentando e difundindo os boatos. Por sua vez, os consumidores de teorias científicas também não distinguiram as notícias conspiratórias falsas das genuínas e continuaram comentando para refutá-las.

Entre as notícias falas utilizadas para o estudo, os pesquisadores, todos italianos, introduziram o caso do senador Cirenga. Segundo essa história, o senador havia proposto uma lei para dar aos políticos 134 bilhões de euros (454 bilhões de reais) para encontrar trabalho se perdessem as eleições. 257 senadores teriam votado a favor e 165, contra. A cifra, 10% do PIB italiano, era completamente inverossímil, o número de senadores que supostamente haviam votado superava a cifra total de políticos do Senado e o tal Cirenga nem sequer existia, mas isso não impediu a história de se transformar em viral e que muitos ativistas políticos a divulgassem.

As teorias conspiratórias, que não deixam pontos sem explicação, ajudam frente às incertezas
A hipótese da equipe de Quattrociocchi que explica o fato dos consumidores habituais de "notícias alternativas" darem credibilidade a esse tipo de afirmação é que a exposição a histórias impossíveis de se comprovar "poderia afetar os critérios de seleção dos usuários incrementando sua inclinação a interagir com informação falsa".

A inclinação a acreditar em teorias conspiratórias relaciona-se com a necessidade de ter explicações completas. Diante de um desastre natural ou um ataque terrorista ocorre uma sensação de desamparo que não ajuda a aliviar a análise da realidade, que por sua própria natureza deixará partes da história sem a explicação completa. As teorias da conspiração, livres do peso de apresentar provas do que afirmam, proporcionam uma narração mais redonda e, para muitos, mais satisfatória. Essa tendência tão frequente deixa, entretanto, como mostraram os pesquisadores italianos, as pessoas desprotegidas contra todo tipo de mentiras.

Réquiem para Veneza: nos últimos 30 anos, cidade perdeu metade dos residentes permanentes, por Karina Hermesindo, O Globo

Nas ruas estreitas ou numa de suas 409 pontes, milhares de turistas recém-desembarcados de um cruzeiro se aglomeram para a melhor selfie da cidade única, construída sobre as águas, e que está predestinada a desaparecer com o avanço do mar. Veneza é sem dúvida um dos lugares mais belos do mundo e desperta curiosidade e fascínio.

Mas a cidade hoje em nada lembra a época efervescente quando tinha mais riqueza do que Paris ou Roma, e era um centro mercantil e naval.
Uma melancólica decadência tomou conta do lugar, expressa no número de habitantes, que não param de abandonar a cidade que um dia já foi uma das mais poderosas da Europa, centro de um império que se estendia pelo Mediterrâneo. Em 30 anos, Veneza perdeu metade de seus residentes fixos, que hoje não passam de 56 mil.
Turistas passeiam em gôndolas em Veneza (Foto: Bloomberg News / 8-10-2009)
Turistas passeiam em gôndolas em Veneza (Foto: Bloomberg News / 8-10-2009)
Aluguéis caros e pouca opção de trabalhoOs sinais se multiplicam. O comércio de rua — como mercearias e bancas de jornais — foi desaparecendo. O número de cinemas na cidade caiu de 20 para apenas dois. O preço exorbitante dos aluguéis (já que muito proprietários preferem os contratos por temporadas) e as poucas alternativas de trabalho, com exceção da indústria turística, fazem os jovens migrarem para os grandes centros. Cerca de 70% das pessoas que deixam a cidade têm no máximo 45 anos. Para cada dez venezianos com mais de 65 anos, há apenas uma criança de até 5 anos, de acordo com dados da Unesco.Veneza caminha cada vez mais para se transformar numa cidade-museu, como ressaltou a “Newsweek” semanas atrás. Demógrafos preveem que se o fluxo migratório continuar neste ritmo, em 2030 não haverá mais residentes fixos.A fuga de moradores também estaria ligada ao crescimento do turismo, que estaria trazendo mais desconforto que dinheiro. Metade dos turistas da cidade chega em cruzeiros. De acordo com a revista americana, o que poderia ser um bom negócio, acabou tendo um efeito inverso, já que este tipo de turista não gasta muito dinheiro em restaurantes e lojas, e também não dorme nos hotéis. Apesar do aumento de turistas, as estadias caíram dois terços nos últimos 25 anos, informa a publicação.Mas, enquanto os venezianos fogem, os estrangeiros chegam. Florence Boaretto Husson trocou a França por Veneza há sete anos e não se arrepende. Pelo contrário.— Aqui é mais barato. Quando chegamos (ela vive com o marido e duas filhas) em 2008, o preço do metro quadrado era o mesmo que em Paris, €6 mil. Hoje em Paris já está em €9 mil, e em Veneza continua o mesmo valor.A mesma opinião tem o brasileiro Pedro Fonseca, de 28 anos, há oito anos na cidade.— Pago mil euros de aluguel por 70 metros quadrados. Isso é mais em conta do que em outras cidades da Itália — conta Fonseca. — As pessoas saem daqui, mas muitas vão para a periferia. Porque é mais barato, mas também pela comodidade. É difícil morar em Veneza, não dá para ter carro.Para viver, Florence e o marido se dedicam ao negócio que mais cresceu na cidade nos últimos anos: aluguel de apartamentos por temporada. Eles criaram o site Venise je T’aime, especializado em residências para turistas. Segundo ela, tirando a baixa estação, que vai de novembro a março, os 15 apartamentos que administram, com preços mensais que vão de R$ 18 mil a R$ 22 mil (para um imóvel de dois quartos), estão sempre ocupados.Quanto à reclamação dos venezianos de que o preço dos imóveis disparou desde que os proprietários passaram a preferir alugar para os turistas, Florence tem outra explicação.— O problema é que há dois anos explodiu a inadimplência na cidade. Cerca de 25% dos inquilinos em contratos de longa duração não pagam os aluguéis — afirma a francesa.Turistas também reclamam dos preçosMas, se a cidade virou o paraíso dos turistas, estes também se mostram descontentes. A Comissão Europeia abriu este mês uma investigação, após um casal belga prestar queixa da diferença de preços cobrados para os turistas e residentes. Eles alegam que a medida viola os acordos da União Europeia. A entrada no Palácio dos Doges, por exemplo, custa €18, mas para os habitantes é gratuita. Nos vaporettos (os barcos-ônibus), os turistas pagam €7, enquanto residentes, apenas €1,30. Até o acesso gratuito ao wifi da cidade é cobrado aos turistas: €5 por 24 horas.— É verdade que os turistas pagam bem mais nos transportes. Mas a vantagem do morador também é só essa — disse Fonseca, acrescentando — Bom, eu pago mais barato no bar perto de casa. Mas é como no Rio de Janeiro: a empadinha para o turista é sempre mais cara.

Semana de negócios da China, desemprego e cortes no Orçamento, por Míriam Leitão

Negócios da China — o primeiro-ministro chinês Li Keqiang veio ao Brasil esta semana para assinar 35 acordos no valor de US$ 53 bi. A maior parte é relacionada a projetos de infraestrutura e energia. A Petrobras receberá US$ 7 bi em empréstimos, mas não foram informadas as condições.

Cortes no Orçamento — O governo pretende cortar R$ 69,9 bi. Principal articulador do ajuste fiscal, o ministro da Fazenda Joaquim Levy não foi à apresentação do contingenciamento. Ele esperava cortar mais. A apresentação ficou a cargo de Nelson Barbosa, do Planejamento. 
Gasolina volta ­­— a empresa voltou a ter prejuízo com a venda de gasolina importada no segundo trimestre. O balanço da empresa, divulgado na sexta, está em discussão porque pode ter tido o registro de fatos que aconteceram no segundo trimestre. Uma delas é a reversão da provisão de uma dívida da Eletrobrás, de R$ 1,3 bi. O acordo teria sido fechado em maio, mas entrou no balanço do primeiro trimestre. A CVM analisa se a empresa agiu certo. As ações preferenciais terminaram a semana passada em R$ 14,06 e hoje valiam R$ 13,29.
Desemprego aumenta — o desemprego chegou a 6,4% nas seis maiores regiões metropolitanas, em abril. Um ano antes, estava em 4,9%. A renda média também recuou no período: queda de 2,9%. Entre os jovens, a desocupação chegou a 16,2%.
Retração no 1º trimestre — A economia encolheu no primeiro trimestre, na medição feita pelo IBC-Br. O governo, nos cortes de hoje do orçamento, revisou sua previsão de recessão para o ano, de 0,9% para 1,2%.
Arrecadação cai, impostos sobem — está difícil fechar a conta. A arrecadação de abril caiu 4,6%, o menor nível para o mês desde 2010. Nesta sexta-feira, o Planalto publicou o aumento da CSLL dos bancos, de 15% para 20%. A reversão de parte da desoneração da folha de pagamentos foi adiada pelo Congresso para junho, uma derrota para o governo.
Ajuste que desajusta — o ajuste fiscal vai perdendo substância a cada passo no Congresso. Agora o governo desistiu do abono salarial. Seria ótimo que desistisse da MP 664 porque ela hoje já virou uma bomba de gastos com a mudança da fórmula de aposentadoria. Andou também um pouco mais no Congresso o aumento de salários dos funciomários do Judiciário com percentual muito alto e a autorização para despesas da Câmara com um novo prédio.
IPCA-15 acelera — a inflação em 12 meses voltou a acelerar no começo de maio. Foi a 8,24%, após a alta de 0,6% no período. No índice fechado de abril, estava em 8,17%. 
Fachin aprovado — o Senado aprovou o nome de Luiz Edson Fachin para o STF, por 52 votos a 27.
BNDES secreto — a presidente Dilma vetou o fim do sigilo do BNDES. Ou seja, continuará sendo emprestado dinheiro seu, meu, nosso sem a devida prestação de contas nem aos órgãos fiscalizadores.

Via Ancelmo...

NÃO HAVERÁ REFORMA, por CARLOS CHAGAS

Como previsto há meses, dará em nada essa nova tentativa de realização da reforma política. Tanto faz se o presidente da Câmara transferiu da Comissão Especial para o plenário a votação a respeito das propostas. Nenhuma delas de importância fundamental obterá, nesta semana, a maioria necessária para tornar-se lei. Os interesses são tão conflitantes, nas bancadas e isoladamente, que sempre se registrarão mais recusas do que aceitações. 

Discordâncias em número superior a consensos. O impasse demonstra a multiplicidade de opiniões e torna impossível qualquer aprimoramento institucional adotado pelos métodos ortodoxos, em condições normais de temperatura e pressão. 

Chegamos a uma situação oposta à que aconteceu na França antes do retorno do general De Gaulle. Como não temos nenhuma colônia do tipo da Argélia para impulsionar a roda do tempo, não há sinal de inusitados e explosões capazes de gerar drásticas soluções.
Trabalhadora esperando pagamento

CORTES NEBULOSOS
Mais do que nebulosos, os cortes ao orçamento sugeridos ontem pelo governo, constituem a evidência de estar a presidente Dilma na situação daquele cego perigosamente colocado no meio do tiroteio. Educação, saúde e segurança foram atingidos, valendo muito pouco a informação de que o lucro dos bancos será taxado em 20%, mais do que os 15% atuais. Porque a diferença será logo transferida para os correntistas e depositantes.

Enquanto os juros não baixarem de forma drástica, de nada adiantarão as manipulações de números e o corte de despesas em políticas públicas. A presidente tentou reduzir o impacto de mudanças na legislação trabalhista, mas não enganou ninguém. Perdeu o que poderia ter sido uma oportunidade para continuar a governar, coisa que deixou de fazer logo depois de reeleita. Ninguém governa para restringir.

Do seu próprio partido, o PT, assim como das centrais sindicais e de associações da sociedade civil partem protestos diante do dito ajuste fiscal. Para compensar, o governo anuncia taxar mais o lucro dos bancos, mas impede qualquer restrição à evasão de recursos para o exterior. 
Em suma, não é por aí que a economia irá recuperar-se. No reverso da medalha, a redução de direitos trabalhistas, o aumento de impostos e tarifas, bem como dos combustíveis, da energia elétrica, da água e dos gêneros de primeira necessidade significam estar o tiroteio cada vez mais acirrado, com Madame postada bem no meio.

sábado, 23 de maio de 2015

Les Nouveaux Loups de Wall Street FILM DOCUMENTAIRE 2015

Jaguar: Malucos do Rio (2)

Rio - Malucos-beleza, espécie em extinção. Davam um ar meio surrealista à cidade. Os malucos de hoje são outros, alguns são até eleitos. Esqueci, por exemplo, do Zulu, que andava com um fraque desbotado. Vira e mexe subia  num banco e proferia discursos sem pé nem cabeça. 

Quando queria elogiar alguma coisa, dizia que era “sinistra”. Vivia às custas do ‘padrinho’ Albino Pinheiro, que andava rodeado por uma corte de malucos, como o francês Renné e o belga ‘conde’ Douglas, que chamava os garçons dos botecos de “maître d’Hotel”.

Conta a lenda que os dois se conheceram na Legião Estrangeira. Tinha o Chita: andava de sunga no Arpoador imitando os trejeitos da macaca do Tarzan. Se houvesse um concurso de imitadores da simiesca vedete de Hollywood, a original ficaria em segundo lugar. Tinha o Raul Vovô, boa-pinta — parecia um viking — que despertou paixões entre o mulherio ipanemense. Quando o conheci estava um caco. Sempre no Veloso (atual Garota de Ipanema), com um copo na mão e um sorriso de beatitude. Não falava nada e ficava até o bar fechar. Ninguém sabia onde dormia. Fausto Wolff deu-lhe guarida. Desistiu depois que Raul Vovô bebeu todo seu estoque de bebidas, inclusive a loção de barbear.
                     

Tinha a Silvinha Maconha, que não se perca pelo nome, como diz Hélio Fernandes. Plantava bananeira na praia, de biquíni. Outros, não digo malucos, mas gringos excêntricos, encontráveis no velho Jangadeiros, nos anos 50: o italiano Manfredo Colassanti, que se declarava fascista de carteirinha e fã de Mussolini. A esquerda festiva o adorava. Só mesmo naquela Ipanema. Outro: Emeric Marcier, também encontrável em Ouro Preto. Quando ficava de porre insistia em trocar uma tela dele por um cartum meu. Me arrependo de não ter topado. Seus quadros hoje valem uma boa grana.

Fiquei surpreso com a indignação de alguns leitores porque disse na tal crônica que o Gentileza, de maluco-beleza, não tinha nada, era um cara truculento. Quem sabe da vida dele é Eliana Caruso: em 1968, quando estudava na Faculdade de Letras da UF, na Avenida Chile, foi assediada agressivamente, com suas colegas, pelo tal sujeito. Ele vociferava, brandindo seu cajado para as meninas com batom e saía pelos joelhos: “Vocês vão para o Inferno, mulheres pecadoras!!!” Pense nisso, prefeito, antes de assinar o decreto transformando o Gentileza em patrimônio do Rio. Eu mesmo, se bobear, vou acabar virando maluco-beleza: “Aquele velhinho de boné que fica zanzando pelo Leblon.”

MEDO, por MARLI GONÇALVES

A voz de pato, a cara borrada, cada vez mais medo, até para falar de assuntos banais agora há medo, presente, todo dia, toda hora. Qualquer lugar, raça, credo, condição social. Repare. Vivemos aterrorizados e não estou falando exatamente de fobias, dos medões, daqueles que só tratamento psicológico resolve. Trato do nosso dia a dia vivendo num país esquisito, de onde brotam vingadores, odiadores, e onde cruzamos no presente com gente sem passado e sem futuro

Devo mesmo ter morrido em alguma vida passada por golpe de arma branca. Veja só. Sou até capaz de brincar com uma arma de fogo, achá-las bonitas, revólveres, pistolas, fuzis. Manuseá-las sem problemas; com elas convivi desde criança. Mas só de ouvir falar em faca, minha espinha dorsal fica diferente - não sei bem como descrever, mas você já deve ter sentido isso - como se um líquido corresse em direção anormal por alguns segundos. Mais do que o frio na espinha. Sempre foi assim. Cheguei a pensar em fazer esgrima pra ver se ajudava, me livrava desse temor, para você ter uma ideia. Desisti.
O  GRITO--EDVARD  MUNCH
Com isso posso declarar que estou absolutamente aterrorizada com o que está acontecendo no Rio de Janeiro e que peço a Deus seja estancada essa "tendência", que não se espalhe como costumeiramente modas cariocas acontecem. Só esse ano, li em algum lugar, 167 pessoas foram esfaqueadas por lá, em assaltos e desinteligências, palavra de que gosto porque é objetiva no descrever da violência descontrolada.

Mas se fosse "só" isso! Alguém está se dando conta que o medo invadiu de tal forma nossas vidas que está modificando a nossa própria história? O medo, gente, paralisa. O medo atrasa. O medo tira nossa criatividade e espontaneidade. O medo nos torna piores. Muito piores. Arredios. O medo mata. O medo cria, nos hábitos, uma série de círculos viciosos infinitos, infinitos até que chegue o finito, e quando ela chegue, a morte. Espero que "do outro lado" não existam medos.

A crise está nas nossas portas, o medo do desemprego, de precisar de recursos que não há. Não sair porque não pode gastar, mas também por medo de perder o pouco que tem. Viver tenso, de medo de ficar doente e sem condições de tratamento. O medo da violência geral grassando onde não há educação, saúde, estrutura nem infra, nem social, nem ética. Medo da própria família, do abuso da criança, da briga, do ciúme, da traição, da vingança. Do dizer e ser perseguido. Do não dizer e morrer calado, aos poucos.

Medo da facada pelas costas. Mesmo que sem faca, e sem sangue. Muitos de nós já a experimentaram e é terrível, porque nos mostra vulneráveis, porque nos derruba.

Ora, se a criança na escola é estuprada por outras crianças, se o asilo pobre, quase desgraçado, faz um bazar para pedir piedade pelo amor de Deus, e logo depois é assaltado, se quem devia proteger bate e arrebenta, como não ter medo? Do que não ter medo?

Só se for da chuva, do amor, de amar, da borboleta, do compromisso. Dos espíritos das pessoas boas que partiram e que sabemos que deles só podem vir coisas boas e proteção. Até as baratas, aranhas e outros bichos a gente pode dominar.

Mas não podemos dominar os homens, os governos, o poder. Ultimamente, não dá para perder o medo do escuro, de avião, de falar em público, da ameaça de dar uma entrevista para a tevê. Não dá pra deixar de temer o hospital, as agulhas, as facas dos cirurgiões, os ferrões dos pernilongos. Nem a solidão ou seu contrário, as multidões.

Uma simples faca pode zunir e furar, ameaçar, matar. Acabar de vez com o medo de alguém.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Não basta beber água todos os dias. Deve saber fazê-lo--(NMinuto)

É frequente ouvirmos (por vezes sermões) de que devemos beber diariamente entre um litro e dois litros de água. O corpo agradece, mas será que está a fazê-lo da forma correta?

Não é preciso grande ciência para beber água. Nem sede. E é mais do que uma questão de hidratação.
Não basta beber água todos os dias. Deve saber fazê-lo

Mas é preciso saber quando e como fazê-lo para que não se torne prejudicial à saúde ou de não fornecer os benefícios máximos.

O site Health Food revela, agora, apenas alguns exemplos das quantidades e dos momentos do dia mais indicados para ingerir este ‘elixir’ natural.

- Dois copos de água logo ao acordar ajudam na ativação de órgãos internos.

- Um copo de água meia hora antes das refeições ajuda a melhorar o funcionamento do sistema digestivo.

- Um copo de água antes do banho ajuda a baixar a pressão arterial.

- Um copo de água antes de ir para a cama diminui o risco de acidente vascular cerebral ou ataque cardíaco e reduz a possibilidade de sofrer cãibras durante a noite.

Nova Iorque Fraude de cerca de 900 mil euros em Consulado do Brasil (Lusa)

Um esquema de fraude no Consulado do Brasil em Nova Iorque, envolvendo vistos para cidadãos norte-americanos, permitiu desviar perto de um milhão de dólares (cerca de 900 mil euros), segundo uma investigação da revista brasileira ISTOÉ.
Na edição desta semana, a revista garante que o Ministério das Relações Exteriores brasileiro investiga o Consulado há cerca de três meses e que a investigação já resultou no despedimento de três funcionários contratados.

Para obter o visto de entrada no Brasil, os norte-americanos precisam pagar duas taxas: uma pelo visto e outra de reciprocidade, cobrada para equiparar os valores pagos pelos brasileiros que queiram obter o visto americano.

Todo mundo faz.........
Em 2009, foi posto em prática um sistema para controlar a emissão de vistos e essas taxas passaram a ser lançadas de forma separada.

No cadastro de cada turista, passou a surgir apenas o valor desembolsado para a obtenção do visto e não a taxa de reciprocidade.

Quando descobriram essa falha, alguns funcionários viram uma oportunidade para desviar essas taxas.

"No começo do golpe eles devem ter arrecadado cerca de 5 mil dólares por mês, mas com o tempo esses desvios devem ter chegado a cerca de 1,8 mil dólares por dia", revelou um funcionário do Ministério brasileiro à revista.

O golpe começou a ser praticado em 2009 e só foi descoberto em fevereiro, quando novos funcionários chegaram ao Consulado.

O caso chegou até ao Ministério das Relações Exteriores, que destacou duas equipas para a investigação tendo os funcionários Fernando Villa Paiva, Andréa Lanna e Rogério Anildo Jost, que participavam no esquema, já sido demitidos, tendo agora de responder judicialmente à polícia de Nova Iorque.

Durante as investigações, foi ainda descoberto que os funcionários criaram empresas que ofereciam aos turistas americanos um processo mais rápido para a emissão de vistos em troca de uma terceira taxa.

O Consulado do Brasil em Nova Iorque é o que tem o maior volume de trabalho de todas as representações diplomáticas do país no estrangeiro.

Guerras sem trégua, por Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa

No dia em que foram oficialmente inaugurados os Anéis Olímpicos aqui no Rio, morreu um médico assaltado a facadas nas margens da Lagoa Rodrigues de Freitas.

Revoltado com o crime na Lagoa, nosso secretário de Segurança Pública, José Maria Beltrame, declarou que  “é inadmissível o que aconteceu ontem, na Lagoa, lugar querido pelos cariocas, frequentado pela população do Rio e pelos turistas. Cenas como essas não podem se repetir. A Lagoa é um cartão-postal” (sic).
A Lagoa, é verdade, tem sido grande vítima dessas cenas de horror: em outubro de 2014  um estudante teve o pulmão perfurado ao tentar fugir de um assalto. Em abril deste ano um menino de 14 anos foi ferido a faca por quatro jovens que queriam levar sua bicicleta. No mesmo dia, um homem também foi esfaqueado quando corria nas margens da Lagoa.
 Alexandre Maurel de Azevedo Rodrigues coloca um cartaz de protesto em frente ao local do assalto (Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo)

Outros pontos turísticos do Rio também são verdadeiras armadilhas para o turista desavisado ou para o carioca que insiste em andar de bicicleta, namorar, ir ao cinema, tirar dinheiro no banco, visitar museus ou simplesmente ir e vir pelas ruas de sua cidade.

Em São Conrado, uma mulher de 31 anos é ferida a faca por bandidos armados ao atravessar a passagem subterrânea que leva de um lado a outro da Estrada da Gávea.
Pertinho da Praça Quinze, local do desembarque da Família Imperial, onde ficam o Paço Imperial, a Antiga Sé onde nossos Imperadores foram coroados e a maravilhosa Igreja da Ordem Terceira do Carmo, uma turista vietnamita foi esfaqueada no braço esquerdo e nas costas. Ela estava em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) e teve sorte: está hospitalizada, mas não morreu.

Fora dos cartões-postais, na Avenida Brasil, o cadeirante Eduardo Câmara, agredido a facadas, teve, além do automóvel e de uma bicicleta, a cadeira de rodas roubada. Em quatro meses, o Rio teve 167 feridos a faca. Os dados são da Secretaria de Saúde do município. 
A cidade, acuada pelo medo, sofre de norte a sul, de leste a oeste.
Foi lendo esse noticiário tenebroso que soube de um detalhe maquiavélico: portar arma branca não é crime, é apenas uma contravenção! Quem foi o legislador que bolou tal pérola e quais seus pares que a legitimaram? O que será que eles tinham na cabeça? É, pois é. Só pode ser...

Zuenir Ventura cunhou uma expressão que nos define muito bem: a cidade partida. Agora, em guerra. E numa guerra sem trégua.                                                                         - - - 
Outros mundos, outras guerras
Na Síria, o Estado Islâmico toma a cidade de Palmira. Temo por essa herança de mais de dois mil anos, pois esses amantes do horror que odeiam a Paz e o Belo, esses inomináveis terroristas, já destruíram outras cidades milenares, joias da Humanidade.

Hoje, recordo aqui : Arquitetura: Arco de Palmira (meados do século III).
                       Foto (Foto: Arquivo)
Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa--É professora e tradutora

Humor do Chico Caruso

Charge (Foto: Chico Caruso)

Aumento para o Judiciário e gastança de R$ 1 bilhão pela Câmara, por MARIA LIMA

BRASÍLIA - Sem força para impedir a votação, o governo acabou sendo obrigado ontem a apoiar a aprovação do reajuste para os servidores do Judiciário na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, e agora o projeto de lei complementar vai a plenário em regime de urgência. Os cerca de 120 mil servidores terão seus salários reajustados de 53% a 78,56%, em função da classe e do padrão do servidor. O impacto na folha do Judiciário será de 30% até 2018. O projeto prevê um escalonamento, com pagamento da primeira parcela em julho, e novas parcelas a cada seis meses até 2018.


Segundo nota do Ministério do Planejamento, o impacto total do reajuste nos próximos quatro anos será de R$ 25,7 bilhões. Haveria despesa, já em 2015, da ordem de R$ 1,5 bilhão, somada aos valores de R$ 5,3 bilhões, em 2016, R$ 8,4 bilhões, em 2017, e R$ 10,5 bilhões, em 2018.


Já o coordenador do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sindijus), Jailton Assis, disse que o impacto no orçamento será menor, de R$10,9 bilhões nos próximos quatro anos.

O líder do governo, Delcídio Amaral (PT-MS), que havia pedido vista na última sessão para ganhar tempo, disse que os números do governo não batem com os do sindicato:

— Os números apresentados pelos servidores não batem com os do Planejamento, porque não incluem os aposentados e pensionistas. A ida da matéria para o plenário vai ser boa para debatermos melhor esses números e resolver esse assunto de uma vez por todas.

Jailton Assis defendeu a necessidade da medida:

— Desde 2006, estamos sem nenhuma recomposição. Nesse período os juízes já tiveram uns dois ou três aumentos. Esse reajuste vai reequilibrar essa defasagem.

Em 2012, no entanto, os servidores do Judiciário receberam, como os demais servidores, 15,8% de reajuste dividido em parcelas cumulativas de 5% em 2013, 2014 e agora em 2015. O governo tentará um acordo para jogar a vigência do reajuste para 2016, sob a alegação de que não há previsão orçamentária para 2015.

Pelo projeto, o aumento depende de dotação orçamentária e autorização específica na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

O líder do governo ainda tentou jogar a discussão do projeto para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para ganhar tempo e tentar um novo acordo. Mas o líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO) apresentou um requerimento para ir direto ao plenário. Sem número para barrar o requerimento, os governistas tiveram que aceitar a proposta de aprovar na CCJ — defendida esta semana pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.

— O governo está tentando atrasar a votação. Mas hoje as negociações avançaram bastante, e temos de continuar mobilizados para aprovar logo no plenário — disse João Evangelista, coordenador da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe).

Os líderes governistas pedem maior articulação do Ministério do Planejamento e do Planalto para tentar barrar a vigência do reajuste em 2015.

— Buscamos um entendimento para mandar a matéria direto para o plenário. Também para botar o governo na roda, porque estamos aqui nos lascando e eles continuam acomodados — reclamou um dos negociadores do PT.

Imagem Bessinha
Enquanto isso...EM CAUSA PRÓPRIA: Câmara mantém 'jabuti'  de R$ 1 bilhão para construir shopping
Apesar da resistência de deputados de diversos partidos, a Câmara manteve permissão para que sejam realizadas Parcerias Público Privadas (PPPs) na Casa e no Senado, o que possibilitará a construção do que está sendo chamado de "shopping" pelos parlamentares contrários à ideia. O artigo que trata o tema foi incluído na Medida Provisória (MP) 668, cujo texto principal foi aprovado ontem, e que eleva as alíquotas de PIS/Cofins para importação. O "jabuti" — expressão para itens que têm pouca ou nenhuma relação com o teor da matéria — permitirá a execução de um empreendimento orçado em R$ 1 bilhão, com a construção de um complexo de edifícios, restaurantes, lojas e garagem subterrânea com 4,4 mil vagas na Câmara, aprovado pela mesa diretora em março.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Amália Rodrigues Fado Português

              

Preço dos serviços bancários chega a subir 10 vezes acima da inflação, por YOLANDA FORDELONE-ESTADAO

Os preços estão mais altos a começar pelas tarifas bancárias. Em 12 meses, os bancos reajustaram os preços das tarifas bancárias bem acima da inflação. Segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), o aumento chega a 136% entre serviços avulsos e 75,2% entre os pacotes. Os serviços incluem extratos, saques, transferências, folhas de cheques, entre outros.
A pesquisa foi feita entre março de 2014 e fevereiro de 2015, período no qual a inflação foi de 7,7%. Foram avaliados 75 pacotes de serviços de seis bancos: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú e Santander.

                                              Foto: Milton Michida/Estadão

Alguns casos foram destacados, como o do Bradesco, que elevou o preço de um dos pacotes em 75,2% – quase dez vezes acima da inflação. Segundo o Instituto, os reajustes foram mais comuns entre os pacotes de custo intermediário, os mais utilizados pela população. Entre as tarifas avulsas, os aumentos foram pontuais, mas significativos. O HSBC, por exemplo, elevou a anuidade de um cartão de crédito em 136%.
Reajustar as tarifas muito acima da inflação foi considerada pelo Idec uma prática abusiva. Os preços dos serviços bancários deveriam ser controlados pelo Banco Central. A instituição, porém, afirma que cada banco estabelece o reajuste de acordo com a estratégia operacional e de mercado e que os casos de abusos de preço são competência de órgãos de defesa do consumidor, como os Procons.
Reajuste maior para quem já é cliente
A pesquisa também mostra que os pacotes que não são mais ofertados pelos bancos para novos clientes, mas que continuam valendo para os correntistas antigos, estão entre os que sofreram os maiores aumentos. Os reajustes mais consideráveis nesse grupo foram os do Banco do Brasil, chegando a 56,8% para o pacote Modalidade 50, que saltou de R$ 31,35 para R$ 49,15. A avaliação do Banco do Brasil levou em consideração os pacotes que eram comercializados até 2013, ano em que a instituição deixou de ofertar 26 pacotes.

O Itaú alterou o seu portfólio para novos clientes e aplicou altos reajustes aos pacotes contratados pelos antigos correntistas: a MaxiConta Itaú Eletrônica subiu 25,2%, passando de R$ 11,10 para R$ 13,90.

  
Banco
Pacote
Antes*
Depois*
Variação
Bradesco
Cesta Exclusive Fácil
R$ 27,40
R$ 48,00
75,2%
Banco do Brasil
Modalidade 50
R$ 31,50
R$ 49,15
56,8%
Itaú
MaxiConta Itaú Eletrônica
R$ 11,10
R$ 13,90
25,2%
Santander
Simples Mais Minutos
R$ 22,00
R$ 25,90
17,7%
Caixa
Fácil Caixa
R$ 12,80
R$ 14,11
10,2%
HSBC
Super Econômico
R$ 26,80
R$ 29,00
8,2%

Pesquisa de preços
Segundo o Idec, o pagamento de contas na função crédito, uma tarifa avulsa, custa R$ 4 no Banco do Brasil e R$ 19,90 no Santander variação de 397,5%. A diferença de preço reforça a ideia de pesquisar antes de aderir qualquer pacote. Uma ferramenta útil neste sentido é o Star, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que permite comparar o valor das tarifas avulsas cobradas pelas principais instituições financeiras. Para consultá-la, acesse.