Sempre com mulher bonita ao lado. Antes só negona tinha vez, agora, menos radical, de vez em quando vai de branca. Seu apartamento em Ipanema é um vai e vem, tem sempre uma panela de plantão para os amigos, aos cuidados de Dona Rosa. Seus almoços são titânicos, o próprio Albino se garante num feijão, cujo segredo, dizem, é caldo de laranja. Emérito fazedor de pimenta. Foi o primeiro campeão carioca de chope, torneio realizado no antigo Lamas, no Largo do Machado. Albino entornou 70 calderetas goela abaixo e saiu inteiraço. Em pleno sufoco do AI-5, a Banda de Ipanema — sem corda — saía às ruas de Ipanema e a gente dava festas que ficaram na história da cidade. Marcaram época os bailes da Estudantina, na Banda Portugal e no Silvestre. Zózimo Barroso do Amaral, inimitável cronista (N.A.: hoje virou estátua no mirante da Avenida Niemeyer), que conhece Oropa, França e Bahia, disse que as melhores festas que já viu foram os Réveillons do Albino.
Carlos Leonam inventou a expressão ‘Esquerda Festiva’, que a turma da direita adotou querendo nos desmoralizar. O fascismo só vai ganhar a parada quando o povo desaprender a rir. O fascismo é plúmbeo (epa!) e triste, o contrário da liberdade. Por isso assumo: sou da Esquerda Festiva com muita honra.”
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Albino parou de desfilar em 1994, mas continua vivo enquanto houver a Banda (mãe) de Ipanema.