Destaque para Il Perugino, de Sormany Justen, que rege as panelas, e de Romário, que bolou um bizarro nome para seu estabelecimento: Camarão em Penca, que é servido sem banana (!). O point do momento é o Bordeaux, onde há música, bons vinhos e queijos. Ao lado, o chope de respeito do Mário, tinindo. Para os comodistas, vou apenas dar uma dica, num único endereço: Shopping Estação. Lá estão vários lugares onde se come e bebe bem: Rincón de Berna, espanhol, com ótimas tapas, jamon ibérico, vinhos e conhaques de lá. Bernardo , o dono, era caminhoneiro, morava numa carreta e viajou pela Europa, Ásia e África.
Conheceu por um site de relacionamento uma moça do Rio, casou com ela, vendeu o caminhão e agora mora e prepara tortillas na Serra. No mesmo andar, no Art Café, a míni Jose, 1,40 m de charme, tem uma vitrola velhusca, onde roda discos de vinil (!): Nelson Gonçalves, Cauby, Ângela Maria e quejandos. Em frente ao espanhol fica a Venda 46, a cachaçaria mais sortida que conheço. As donas já provaram todas as pingas e explicam pra quem quiser as características de cada uma. Do outro lado do corredor, recém-inaugurado, o Nino, herdeiro do saudoso restaurante de Copacabana, onde todo mundo se encontrava nos anos setenta.
O pessoal do Pasquim, quando não estava preso, almoçava lá quase todos os dias. Fernando Águeda, filho do dono, fez questão da manter no Nino de Itaipava o mesmo menu. E, excelente músico, tocava no Garden, em Ipanema — ainda brinda, sem tirar o avental, os clientes com um show de violão e voz. Na entrada do shopping, a delicatessen do Ary, onde tem presunto alemão, queijos e cervejas de todo o mundo. Musiquinha à noite no New Horse, Faustino e Dom Bistrô. O Leblon tem tudo isso? Sei não.