sexta-feira, 23 de abril de 2010

Marina foi uma das fundadoras do PT

Marina Silva é uma candidata que parece "ter princípios demais" para disputar uma campanha eleitoral, que "sobreviveu à infância", e que quer o Brasil como exemplo de utilização de energia para outros países em desenvolvimento. É como a revista britânica "The Economist" desenha a pré-candidata à Presidência pelo PV, numa reportagem na edição desta semana sobre a candidatura Marina.

Com o título "Outro Silva" - em alusão ao fato de o sobrenome do presidente Lula também ser Silva -, a reportagem é um perfil da verde. Começa dizendo que "De vez em quando, um político surge parecendo ter princípios demais para disputar uma briga de cachorro grande numa campanha eleitoral. Marina Silva, candidata do pequeno Partido Verde, é assim". Para "The Economist", o que faltaria a Marina em termos de máquina de campanha ela estaria "tentando compensar com força ética". O tema "ética", diz a revista, é a questão que a pré-candidata precisaria colocar em pauta até as eleições chegarem à sua fase decisiva.

Trazendo uma foto de Marina cuja legenda é "Verde nascida e criada", a revista conta um pouco da trajetória da pré-candidata na Região Norte - quando comete a gafe de dizer que o Acre fica "na Amazônia" -, falando do pai nordestino que foi para aquele estado trabalhar como seringueiro; da infância pobre, em que três dos 11 irmãos de Marina morreram; dos problemas de saúde (como uma série de alergias) que teriam ficado para Marina como sequela de doenças que a família enfrentara na época, como hepatite e malária; e do fato de a pré-candidata ter trabalhado como empregada doméstica para sustentar sua ida à universidade.

"The Economist" lembra que Marina Silva, além de ter participado de campanhas com o ambientalista Chico Mendes, "foi uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores, juntamente com Luiz Inácio Lula da Silva, então um líder sindical de semelhante origem humilde. Quando Lula se tornou o presidente da República em 2003, ele fez de Marina Silva (...) sua ministra do Meio Ambiente".

Já para falar sobre a saída do governo Lula da pré-candidata, a reportagem cita episódios como as discussões que Marina teria perdido em questões como "introdução de soja geneticamente modificada; pavimentação da BR-163, rodovia por dentro da Amazônia; e energia nuclear".

Outro motivo de desgaste para Marina na pasta, lembra a revista, foi o fato de que ela "foi acusada de lotear seu ministério com verdes (o que ela admitiu) e com evangélicos (o que ela nega). Em 2008, Marina deixou a pasta depois que a responsabilidade por reformar a legislação sobre titularidade de terras na Amazônia foi dada a outro ministro. Marina se recusou a criticar Lula publicamente".

Para a revista britânica, o principal tema da campanha de Marina Silva é a defesa que a verde faz de que o Brasil tenha a "responsabilidade moral" de se tornar uma economia de alta tecnologia e baixo consumo de carbono, "como um exemplo para outros países em desenvolvimento".

O perfil feito por "The Economist" lembra ainda que o empresário Guilherme Leal, dono da Natura, está estudando a proposta de ser o companheiro de chapa de Marina; e afirma que, numa "crítica ao gosto de Lula por um Estado forte e por Fidel Castro", a pré-candidata seria contra a alta carga tributária brasileira e a "aceitação de tiranos".

Destacando que Marina "ainda tem muito chão pela frente", a reportagem cita ainda pesquisas de intenção de voto nas quais a verde aparece com "apenas 10%", o que demonstraria que "muitos brasileiros, como eleitores em outros lugares, não consideram salvar o planeta como uma de suas prioridades". Para terminar a reportagem, e destacar que o caminho "não será fácil" para a pré-candidata, "The Economist" traz uma frase da própria perfilada: " 'Meu pai me dizia que o animal com as pernas mais curtas tem que correr o mais distante' ".

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Êta "boquinha" cara!

Cinquenta anos de quê? Brasilia embruteceu......

Os franceses gostam de Paris. Os italianos idolatram Roma. Os argentinos se orgulham de Buenos Aires. Os norte-americanos dignificam Washington. Os chineses respeitam Pequim. E nós brasileiros, com quais sentimentos celebramos os cinquenta anos de nossa capital? Após enchentes e deslizamentos, esquecemos devastações e mortes. A frequência de eventos ruins é tão veloz, que já não reagimos com a energia dos atingidos. Cada escândalo é embaçado por outro maior. Raramente se vê analise e crítica aprofundada sobre erros brutais que desviaram o país de alternativas melhores. Tapamos o sol com a peneira. Não damos mão à palmatória.
“Manadamente” seguimos, aplaudimos, perpetuamos e elegemos megalomaníacos, corruptos e mentirosos. Não gostamos de ouvir que temos 30% da população com desajustes mentais. Em sendo assim, não é difícil entender a renúncia do presidente Jânio Quadros e os filhotes políticos da capital que celebram os 50 anos de Brasília com um ex-governador que foi preso e sem ninguém de seus aliados, NINGUÉM, em condições morais para substituí-lo, e com Roberto Gurgel, procurador-geral da República, pedindo intervenção federal geral e irrestrita.

É pouco ou quer mais?!

Cinquenta anos de quê? Essa a grande pesquisa que o IBGE deve à nação. Essa é a novela que a TV precisa mostrar ao povo, principalmente as Organizações Globo, que ajudaram a eleger Jânio Quadros, derrubar João Goulart, apoiaram a ditadura militar no seio da qual nasceu a TV Globo. Por que a capital do país chegou a essa situação trágica e vergonhosa, onde desaparece a linha entre o legal e o ilegal? Precisamos, com críticas sensatas, examinar e diagnosticar Brasília, a Terra Prometida, a nossa Canaã. Precisamos recriar a Esperança.

Cidade esdrúxula, bizarra, sepultura cívica do Brasil (Jânio Quadros) Quando desembarquei, Brasília engatinhava. Fui um de milhares de brasileiros que ouviu o chamado, a convocação. Vivíamos sob constante empolgação, orgulhosos. Por estar em Brasília, a minha vida mudou de rumo, radicalmente. Sempre me orgulhei de ser um dos três delegados de Brasília ao Congresso da Juventude pela Paz e Amizade, em Helsinki, Finlândia. Fui a Moscou, insisti numa bolsa na universidade Patrice Lumumba, e só revi Brasília vinte e cinco anos depois como Secretário de Governo de meu estado natal, Mato Grosso. Orgulho-me de ter promovido e defendido- mesmo quando isso parecia impossível- o Brasil e sua capital, sob a premissa de que a gente sai do Brasil, mas o Brasil não sai da gente, e de que roupa suja se lava em casa.

Passei a crer que erramos no Paralelo e que D. Bosco sonhou foi com Ma Chu Picchu a cidade com irrigação nas alturas andinas, mel, ouro e prata. Vejo o sacrifício, a devoção dos candangos daquele faroeste de cidadania, e a energia sedutora de JK desrespeitados, pisoteados. Há nações e povos que regrediram ou desapareceram por tragédias naturais, outros por colocarem páginas erradas em suas histórias. Brasília foi um equívoco, definitivo, terminal. Nasceu da improvisação, de uma pergunta do Toniquinho, do misticismo, delírios, das ideologias da “guerra fria” e de avaliações de segurança nacional fora de tempo e sabedoria militar. A bomba atômica já tinha feito seu estrago no Japão. A aviação militar era moderna, poderosa. E a justificativa para que o Rio de Janeiro deixasse de ser a capital era a de possíveis ataques pelo mar, dominando a Guanabara. Capitais e cidades famosas “nasceram” à beira-mar, à beira-rio, e ai estão protegidas, bonitas e respeitadas.

Criadora de exterminadores do futuro

Construímos Brasília e desconstruímos o Rio de Janeiro, uma das capitais mais bem estruturadas e bonitas do mundo. Rio-capital nos deu alegria, conforto, orgulho. Brasília nos dá tristeza, amargura, decepção. Do seu centralismo nada democrático, Brasília castra iniciativa, criatividade, dá maus exemplos, contamina o que o brasileiro tem de bom. Ao se vulgarizar nos nivelou pela mediocridade, tirou-nos esperança e sonho.

Brasília não nos pertence mais. É dominada por uma casta de burocratas delinquentes e políticos de periculosidade refinada. Capital da impunidade de mil Pandoras, Brasília gera exterminadores do futuro. Tivesse cruzado o país com ferrovias, o JK corajoso e visionário teria deixado uma herança magnífica a justificar plenamente a construção da capital. Com ferrovias de passageiros e cargas obteríamos altos níveis de produção agrícola, industrial, energética, alimentar, habitacional, educacional, sem brutalizar o povo brasileiro. Tendo a seu dispor avançadas tecnologias ferroviárias, JK não as construiu. Um erro fatal que nos fez dependentes do carro, de estradas mal construídas, mal conservadas e de gasolina/petróleo. Brasília para 600 mil habitantes, tem mais de dois milhões, e mais de um milhão de carros. Destrói a si mesma e a seus satélites.

Em seus oitos anos Lula repetiu JK. Luiz Inácio nos prometeu ferrovias, aeroportos, hidrovias. Ficou deslumbrado com o trem chinês a 300 km /h. Mas o que a sua herança de elite sindical-metalúrgica-montadora do ABC fez, eleitoralmente, foi facilitar mais carros e motos nas ruas congestionadas do país, atrasando e parando o ir e o vir, desorganizando a vida urbana, neurotizando mais o povo.

Forma boa. Conteúdo ruim

Brasília é aula universal de Forma boa com Conteúdo ruim. A Bela e a Fera. Com a sua arquitetura e ideologia, Oscar Niemayer blindou Brasília de criticas e controvérsias. O totalitarismo da forma arquitetônica e o conteúdo político serviram bem à ditadura militar, que isolada das populações politizadas, governou uma grande caserna chamada Brasil. A Bela gerou Fera e corrupção. A culpa de Brasília ter embrutecido o país não é só de Jânio Quadros, que renunciou viver nela, por ela e dela. Irene, a louca culta de Sobradinho que pedia esmolas na rua da Igrejinha, falando sem parar, seguindo-me ao colégio Elefante Branco ensinava gritando: “Vivo em suas entranhas cidade maldita, meretriz, nasceu doente, de incesto. Sodoma e Gomorra do cerrado. Daqui vai começar o apocalipse brasileiro. Brasília vai destruir o Brasil.”

Mais 50 Anos de quê?

Jota Alves criou o Dia do Brasil em Nova York/Estados Unidos com celebrações em Xangai/China e Moscou/ Rússia. www.odiadobrasil.com.

|

quarta-feira, 21 de abril de 2010

http://www.movimentomarinasilva.org.br

MOVIMENTO MARINA SILVA
aliança de cidadãos por um Brasil democrático e sustentável

Um novo jeito de fazer política foi o tema do primeiro encontro do Movimento com Marina Silva neste último sábado em Belo Horizonte. Com a participação de mais de 400 pessoas no auditório da Faculdade de Direito da Escola Superior Dom Helder Camara, Marina respondeu ao conjunto de perguntas feitas pel@s participantes do movimento com a mediação de Eduardo Rombauer. Em tom informal Marina expôs suas idéias sobre política enfatizando os desafios contemporâneos para construirmos um outro modelo de desenvolvimento. Citando Edgard Morin e Leonardo Boff, Marina falou da importância política das amplas alianças que se formam entre pessoas comprometidas em comunidades de pensamento e destino. São estas alianças orientadas com visões estratégicas e generosas com as gerações futuras que irão construir uma outra forma de fazer política de maneira multicêntrica e colaborativa. Ao escutar a
leitura da carta de princípios do movimento feita por Cassio Martinho, Marina se emocinou e disse que as palavras reavivaram na sua memória os momentos históricos de militância junto com Chico Mendes. Com o sucesso do primeiro encontro, outros grupos locais do movimento estão se articulando para realizarem espaços de diálogo criativo e pedagógico com Marina. Clique
"http://www.flickr.com/photos/42298624@N07/">aqui para ver algumas fotos do encontro em Belo Horizonte.

Somos muitos e cada vez somos mais! Depois de Fernando Meirelles, outro renomado cineasta se encontrou com Marina. Desta vez foi o diretor do filme Avatar, James Cameron. Cameron e Marina conversaram sobre a narrativa fílmica de Avatar e a importância da militância socioambiental nos dias de hoje. Marina escreveu um artigo recente
sobre a história contada no filme e as afinidades com sua trajetória de vida nos seringais do Acre. O cineasta James Cameron ficou impressionado e elogiou a militância política de Marina e sua liderança estratégica para o Brasil. Veja no nosso site o vídeo depoimento de Cameron, e aqui o artigo completo de Marina.

Twiteir@s com Marina. A mobilização pró-Marina está crescendo nas redes sociais. O twitter oficial do movimento @acaradobrasil já possui mais de 6000 seguidores e está se tornando uma força importante de apoio para Marina. Ontem com a participação de várias pessoas Marina Silva apareceu no Trending Topics do Brasil. Vamos aumentar ainda mais nossa participação disseminando os hashtags #movmarina e #apoiomarina.

Aplicativos pró-marina. Ainda no twitter foi desenvolvido recentemente por @marcogomes um aplicativo chamado @apoiomarina para facilitar a disseminação automática de mensagens postadas pelo blog oficial da Marina (http://apoio.minhamarina.org.br/). É uma forma criativa e simples para podermos fazer com que um número cada vez maior possa acompanhar o dia-a-dia de Marina e suas idéias/opiniões sobre os mais diferentes assuntos.

“Marineira” da Semana. O destaque desta semana é a designer Gabriela Juns, mais conhecida no movimento como Gabi Juns. Gabi é a criadora da famosa imagem utilizada pelo movimento, e que acabou sendo incorparada no blog oficial de Marina. O exemplo da Gabi demonstra como o esforço de cada um de nós pode trazer uma grande contribuição para nossa atuação em rede. A imagem ganhou vida pelas mãos de Gabi, e hoje está ecoando nossa
mensagem de múltiplas maneiras via banners, camisetas, perfis no twitter, blogs, adesivos de carros.... e agora Gabi está mobilizando a expansão de sua atuação através do grupo de design gráfico, que já conta com 14 colaboradores.


Visite MOVIMENTO MARINA SILVA em: http://www.movimentomarinasilva.org.br/?xg_source=msg_mes_network

Sera real? Indignação justa.

Bom dia, Luiz Inácio !
Não lhe chamo de Dr. porque isso você não o é; muito menos de presidente
porque não tenho obrigação nenhuma de chamar de algum título um boa-vida,
cachaceiro, ignorante, amoral, ladrão e desmemoriado .
Sabe Luiz, tal como você, também sou de origem humilde. Minha mãe lavou
muita roupa e fez muito crochê para me criar. Depois, minhas irmãs
cresceram e foram ser tecelãs numa indústria em Bauru ...

Estudamos em escola pública. Naquele tempo nem calçado tinha. Ganhava
roupas usadas e me sentia uma rainha.
Com muito custo estudamos, Luiz Inácio!
Desde 5 anos eu já ajudava em casa para minhas irmãs trabalharem e minha mãe
também. Com 12 anos comecei a trabalhar fora, como doméstica, depois
metalúrgica, até que terminei meu colégio e ingressei numa Universidade
Pública.

Luiz Inácio, nunca fiz cursinho, nunca fui incentivada, levantava às 4 e ia
dormir uma da manhã; tomava vários ônibus. Caminhava muito, comia pouco,
vivia para os estudos e, engraçado, nunca perdi um ano, nunca perdi uma
aula e ,Graças a Deus, em 1983 me formei em Medicina. Me especializei, me casei
e junto com meu marido luto para dar o melhor para as minhas filhas.

Hoje sou preceptora em uma Universidade , ganho tão pouco que é uma
vergonha ser médico nesse país... depois que você quis brincar de presidente, as
coisas pioraram ainda mais, mas o que se há de fazer.

Agora, vem cá: Você é pobre e não teve condição de estudar??? Não me
engana com esse rosário... mas não mesmo...

Sua mãe era analfabeta? Empatamos; a minha também, eu ensinei a ela
conforme ia me alfabetizando até aparecer o Mobral - desculpinha esfarrapada
essasua heim???
Eu engoli você esses anos, com suas gafes, seus roubos, (e como sei de
coisas...conheç o o Palocci)... e sempre fiquei na minha, quieta porque é
um direito seu....

Mas, hoje, ao ligar a televisão e ver você, hipocritamente, chamar a todos os
brasileiros de burros e incompetentes, lamento. Mas foi a gota d'água! ...
Não julgue os outros por você... não me compare a sua laia ... Sou
apolítica, mas sou brasileira e em momento algum o senhor fez por merecer
todo carinho que essa gente lhe dá.
Luiz Inácio, falar que o POVO BRASILEIRO NÃO TEVE INTELIGÊNCIA SUFICIENTE
PARA DECIDIR A ELEIÇÃO, creia, foi a pior frase que você poderia ter
dito...
Posso até concordar que 48% não teve inteligência porque vive na ignorância, na
mesma que você julga que o povo brasileiro tem.. Eu só espero que essa sua
frase, dita num sorriso de quem já tinha bebido todas... ecoe de Norte ao Sul
do País e acorde esse povo que como eu lutou muito para chegar onde está... que
como eu, não agüenta mais pagar impostos para o senhor e sua corja gastarem com
sabe-se lá o que.
Foi mal Luiz Inácio... muito mal mesmo!
Uma brasileira.
DRA. MARISE VALÉRIA SANTOS-CRM 77.577-SP

" O que me preocupa não é o grito dos sem ética, dos sem caráter, dos
corruptos, dos sem vergonha. O que me preocupa é o silêncio dos bons".
M.L.King

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Marina Silva: 'O Brasil não precisa de um gerentão'

Em sua primeira viagem a Minas Gerais na pré-campanha à Presidência, a senadora Marina Silva (PV-AC) afirmou nesta sexta-feira que dois de seus prováveis adversários, o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) e a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff (PT), têm a mesma visão de desenvolvimento e disse que "o Brasil não precisa de um gerentão".

Em entrevista à rádio Itatiaia, uma das de maior audiência no estado, a senadora disse que a campanha presidencial é o momento ideal para debater o modelo de país e criticou as discussões em torno de trajetórias pessoais dos candidatos.

- (As pessoas) não estão mais interessadas numa briga da disputa do poder pelo poder. Ou de ficar disputando se o currículo da ministra Dilma é mais denso que o currículo do governador Serra. O Brasil é maior que nossos currículos individuais. Se a gente ficar debatendo quem é mais gerente, quem tem o melhor currículo, isso é diminuir inclusive o tamanho da biografia dessas pessoas. É diminuir o tamanho do Brasil - avaliou.

Depois de relatar sua trajetória desde criança em seringais do Acre até o Senado e o Ministério do Meio Ambiente, Marina elogiou tanto os governos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso quanto o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que a maior necessidade do país neste momento é de um governante que saiba priorizar as principais necessidades do país.

- O Brasil não precisa de um gerentão. O Brasil precisa de alguém que tenha visão estratégica. Só foi possível o Plano Real porque o presidente Fernando Henrique teve visão estratégica. Só foi possível quebrar a ideia de que não dava para crescer e distribuir renda porque o presidente Lula teve visão estratégica. Só será possível investir em educação, em desenvolvimento sustentável, numa economia vigorosa para este país, com visão estratégica - declarou.

Ela também afirmou que "foi bom ter o sociólogo, foi muito bom ter o operário e vai ser muito bom" ter uma mulher na Presidência porque, segundo a senadora, as mulheres são "mais acessíveis" e mais propensas ao diálogo no lugar do confronto. Perguntada sobre o que a diferencia de Dilma, a senadora afirmou que é justamente a "a visão do modelo de desenvolvimento".

- A ministra Dilma é muito parecida com o governador Serra. Eu falo isso com muito respeito, porque nós fomos colegas de ministério. Fui colega do governador Serra como senadores. Não sou inimiga dos dois. Pelo contrário, tenho muito respeito pelos dois - disse.

Além disso, Marina ressaltou ainda que, apesar de patinar em cerca de 8% das intenções de voto nas últimas pesquisas eleitorais, tem esperança de crescer e até de chegar a um possível segundo turno em outubro. Mas observa que não pretende crescer "tirando" votos de nenhum candidato.

- Impossível (chegar ao segundo turno) não é. Partindo do princípio de que não é impossível, estou trabalhando para tornar provável. E uma vez tornando provável, se tornará possível. Há uma visão tão patrimonialista que acham que o voto do eleitor já é de alguém. Eu não tiro voto nem da Dilma nem de Serra. Eu recebo o voto do eleitor. É o eleitor que conscientemente vota naquele que ele acredita. É por isso que o presidente Lula foi eleito contra tudo e contra todos os preconceitos que teve que enfrentar - concluiu.