sábado, 12 de dezembro de 2009

Alzheimer, o guru dos partidos

Muito embora o PT queira tirar proveito das fragilidades morais de seus adversários, ostentando indignação com o strip-tease do governador José Roberto Arruda, a verdade é que os escândalos recentes e remotos igualam os partidos perante os eleitores.

Há os mensalões do PT, do PSDB e do DEM, os três maiores partidos do país. Os partidos periféricos gravitam em torno de cada um deles, colhendo as sobras. No final, sobram poucos, bem poucos. Não há inocentes a bordo, nessa aeronave chamada poder.

O mensalão do PSDB foi o primeiro, em Minas; o do PT, o maior e de âmbito nacional; e o do DEM o mais bem documentado, em cenas pornôs, amplamente divulgadas. Os dois primeiros estão no Supremo Tribunal Federal; o terceiro acaba de vir à tona. Todos, enfim, compartilham o mesmo chiqueiro.

Outro denominador comum a uni-los, e que explica a proliferação dessa prática, é que ninguém até aqui foi judicialmente punido. A punição maior, aplicada por enquanto apenas ao mensalão do PT, foi a da perda do mandato: do denunciante, Roberto Jefferson, e do denunciado, José Dirceu. Punição política.

Nem ela, no entanto, foi suficiente para bani-los da vida pública. Roberto Jefferson - que, além de denunciá-lo, descreveu o mensalão petista em detalhes em seu livro “Nervos de Aço”, estranhamente ausente das livrarias - continua presidindo o PTB, que, por sua vez, continua apoiando o governo.

José Dirceu continua a exercer enorme influência sobre o governo Lula. Acaba de ver eleitos para a direção do PT os nomes que apoiou, entre os quais o colega de mensalão, José Genoíno. E é o estrategista da campanha de Dilma Roussef. Ou seja, sua cassação indicou apenas mudança de CEP: já não despacha na Casa Civil, mas em seu próprio escritório de consultor de empresas, embora jamais tenha sido empresário.

O DEM ao menos pode alegar que expulsou o governador Arruda, enquanto PT e governo prestigiam Dirceu e lhe atribuem missões políticas. E ele as tem cumprido informalmente, inclusive no âmbito da política externa. Mais de uma vez, foi à Venezuela tratar com Chavez assuntos que seriam mais próprios a um chanceler.

Em tal contexto, não convém a ninguém levar o tema da ética aos palanques. A oposição, antes de o STF acatar denúncia contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB), pretendia fazê-lo, explorando o mensalão do PT, previsto para ser julgado no ano que vem.

Mas já se anuncia que talvez fique para 2011. Afinal, são muitas as testemunhas a serem ouvidas – cada um dos 40 réus arrolou dezenas delas - e não dará tempo para fazê-lo até o ano que vem.

Com o mensalão de Minas no STF e a nova versão do Festival de Cinema de Brasília, protagonizada pelo governador Arruda, a oposição constatou que o tema não lhe convém.

O pouco entusiasmo com que Lula recebeu a filmografia de Arruda evidencia que também ali a opção é por outro assunto.

Quem tiver dúvidas basta acompanhar o raciocínio do presidente do PT, Ricardo Berzoini: “Ética é importante, mas isso passa pela reforma política. O que precisamos discutir são os rumos do país”, disse ele.

Lula já havia dito que as imagens do mensalão de Brasília “não falam por si”. É preciso instaurar processo e investigar. E isso leva tempo, o suficiente para que o tema saia da mídia e caia no esquecimento.

E é com o Alzheimer político, doença institucional brasileira, que os partidos contam para encobrir suas chagas, atribuindo as responsabilidades pelos deslizes ao “sistema” que ninguém quer mudar.

Dom Pedro II, em 1870, abria uma reunião ministerial dizendo que “todos os males do país derivam do modo como são feitas as eleições”.

Cento e trinta e nove anos depois, e contemplando as cenas do propinoduto candango, vale citar o Eclesiastes bíblico: “Não há nada de novo sob o sol”.

Ruy Fabiano é jornalista

domingo, 6 de dezembro de 2009

Ninguém é culpado de nada no Brasil; por Ruth de Aquino, diretora da ÉPOCA no Rio de Janeiro

“Aproxima-se o tempo do mais desprezível dos homens, daquele que já não pode se desprezar a si mesmo.”

Essa é uma passagem sobre “o último homem” de Assim falava Zaratustra, do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, no fim do século XIX.

Os homens públicos de hoje espalham propina pelos bolsos e pelo corpo, no suor das nádegas ou dos pés. Mais vergonhosa ainda é a certeza que eles têm da impunidade.

Já não existem bolsos nem sacolas suficientes para carregar dinheiro no alto escalão do governo em Brasília. Evaporaram os espaços para qualquer receio ou pudor.

De tanto viver num país em que o presidente da República não sabe de nada e passa a mão na cabeça de ministros demitidos por corrupção.

De tanto aprender que aqui ninguém é culpado pelo que pensa ou faz. De tanto ver personagens caídos em desgraça que, meses ou anos depois, retornam com pompas, paetês e panetones.

De tanto testemunhar que corregedores, oligarcas, congressistas do alto e baixo cleros, presidentes de Conselho de Ética, ativistas de ONGs, comandantes do MST, prefeitos, governadores, chefes do aparato sindicalista são acusados de atos secretos, malversação, desvio, abuso, nepotismo, criação de cargos e, no fim, inocentados...

De tanto ver tudo isso, não surpreende que o governador de Brasília, José Roberto Arruda, sorria em público.

Quem já foi flagrado dedilhando errado o piano de votação eletrônica não tem medo de caixa de Pandora.

Pode abrir a caixa que quiser. Se o cofre estiver na casa de uma governadora, filha de um todo-poderoso, pode até ser aberto, mas será esquecido. São todos superiores, não podem ser tratados como pessoas comuns. Assim falava Zaralula.

As CPIs são fachadas para alimentar o circo, render manchetes, provocar a ilusão de providências.

O ex-corregedor da Câmara Edmar Moreira continua politicando. Foi seu partido, o DEM – o mesmo do governador Arruda –, que ameaçou expulsá-lo. Edmar dissera uma verdade: “Vamos parar de nos julgar uns aos outros, somos suspeitos pelo vício insanável da amizade”.

Pegou mal, mas só.

O imortal José Sarney, cuja renúncia do comando do Senado foi prevista tantas vezes neste ano de escândalos, permanece o mais incensado parceiro do presidente da República.

Mas foi chamado de “grileiro e ladrão” por Lula, o filho do Brasil, em tempos combativos fora do Palácio do Planalto.

E agora Arruda dá risada... Mais vergonhoso que a propina é a certeza que ele tem da impunidade.

É essa a sensação hoje no país. Ninguém é culpado. Todos se sentem protegidos pela teoria do rabo preso conjunto. Nem os vídeos falam mais por si.

Um dia depois de fazer pouco das imagens, Lula resolveu endurecer. Considerou “deplorável” a corrupção exibida. O PT exigiu impeachment do governador.

Com que moral um partido que abafou um mensalão pode exigir impedimento? Todo mundo faz. Esse é o mantra de Brasília que torna qualquer investigação uma pantomima.

Lembram-se dos 432 apartamentos funcionais que sofreriam reformas de até R$ 150 milhões? Lembram-se do auxílio-moradia embolsado indevidamente até por Sarney “sem saber”?

Lembram-se da verba indenizatória mensal de R$ 15 mil – uma grana extra dos deputados, que haviam prometido prestar contas à população?

Lembram-se dos R$ 8,6 milhões em contas de celulares do Senado pagas com nosso dinheiro no ano passado? O que aconteceu com as promessas de moralização de gastos do Senado e da Câmara?

Estes últimos vídeos são particularmente abjetos. Foram fornecidos à Polícia Federal por um elemento beneficiado com a delação premiada para se safar de mais de 30 processos.

Os maços de dinheiro são atochados dentro da cueca apertada pela barriga, dentro da meia no sapato social, distribuídos por bolsos externos e internos sem a menor cerimônia. As imagens têm o efeito de uma campanha de “deseducação em massa”.

Se, no governo, todo mundo faz e se sente inocente, não importa o partido político, o povão olha e pensa: por que não eu?

Houve quem temesse, após os vídeos, por uma campanha eleitoral enlameada no próximo ano. Que nada.

Se depender dos partidos, será limpa como nunca. Sob todos os telhados de vidro, só quem corre risco de se ferir é o eleitor.



Ruth de Aquino é diretora da sucursal de ÉPOCA no Rio de Janeiro

sábado, 31 de outubro de 2009

Um minuto pode durar uma eternidade, presidente; por Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa .

Quanto tempo o senhor acha que dura o minuto em que a notícia da morte de um filho assassinado chega aos ouvidos da mãe ou do pai da vítima?

Quanto tempo o senhor acha que dura o minuto em que o filho vê seu pai baleado e morto, caído na rua, ou sua mãe assassinada a sangue frio diante de seus olhos?

Quanto tempo o senhor acha que durou o minuto em que um homem recebeu a notícia de que sua mulher morreu por não ter tido tempo de abrir o vidro do carro para o assaltante, ou que seu filho morreu porque uma bala o achou?

Foi por pensar, sinceramente, que o senhor mais do que ninguém sabia o quanto durava esse minuto, presidente Lula, que eu votei no senhor em 2002. São minutos com muito mais do que 60 segundos, não são não? São minutos com 30, 40, 50 anos de duração... Duram enquanto quem sofreu esse minuto durar, não é mesmo?

O senhor falou, aqui no Rio, “que se fosse fácil acabar com aquilo em um minuto, essa violência não estava perdurando há 30 ou 40 anos”. Mas o senhor sabe, não é, presidente, um ano começa com um segundo, depois 60 segundos, depois um minuto, depois 60 minutos, depois uma hora, e assim por diante e se nada foi feito na quantidade de minutos que cabe em 80 meses de governo, vai ser muito difícil fazer nos minutos que perfazem os 420 dias que o senhor ainda tem no comando, não é mesmo? A não ser que haja um projeto muito racional e focado em três coisas: Segurança Pública, Saúde Pública e Educação.

Até ontem, os bandidos eram encarados pelo seu governo como vítimas do destino. Foi criado até um Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), lembra, que ia resolver isso tudo de forma totalmente inovadora. Isso é fato: inovadora, sim. Como disse aqui neste blog ontem o senador Demóstenes Torres “As tais articulações sociais foram tão profundas que as obras do PAC da Segurança nas favelas do Rio de Janeiro estão sendo executadas em sintonia programática com os líderes do tráfico de drogas”.

O senhor falou também que agora o cidadão forma sua própria opinião, anda com suas pernas, fala com sua boca. Que não precisamos da Imprensa para nos informar. Então leia a opinião de um carioca formada por ele mesmo, com algo que lhe aconteceu e que ele não leu em jornal algum:

“Se não tivesse acontecido comigo eu não teria acreditado! Ontem à noite, em Botafogo, tive o vidro do carro quebrado e o som levado. Até aí, nada de estranho na Cidade Maravilhosa! Ao chegar à delegacia para fazer o B.O. o policial manda a seguinte pérola: “Aquelas ali no carro são sua esposa e filha?”referindo-se à minha amiga e sua sobrinha. “Porque eu acho melhor você não deixá-las ali no carro não, pois já recebemos duas ligações de invasão esta noite. Traz elas aqui pra dentro enquanto a gente faz o B.O rapidinho”, completou. Resultado: saí correndo da delegacia e não fiz o B.O. Sem condições de esta cidade sediar Copa e olimpíadas!” (Cartas dos Leitores, O Globo de 29 de outubro de 2009, página 6).

Quantos minutos seu governo levará para concluir que o bandido drogado que mata sem perdão aqui no Rio não é o Chefão do tráfico? Que ele é um funcionário de quinto escalão de uma organização poderosa que entra e sai de nossos portos e fronteiras como nós saímos e entramos na sala das nossas casas?

Quantos minutos o senhor levará para aceitar que a Segurança de Nossas Fronteiras é Problema do Governo Federal? E só do Governo Federal? Não começou no seu governo esse estado de coisas aqui no Rio. Não seria correto dizer que foi em 2003 que o narcotráfico penetrou em nossas cidades. Mas creio poder dizer, presidente Lula, que vem piorando ano a ano, mês a mês, dia a dia.

E consta que não é só aqui no Rio, não. Em São Paulo, estado onde a polícia foi mais controlada e bem aparelhada, existe uma região que foi batizada por um nome terrível: cracolândia. Lá fica um colégio, um monumento que deveria constar de todos os nossos guias de turismo, o Liceu Coração de Jesus, fundado em 1885. Lá estudou Monteiro Lobato, presidente Lula. Só isso já deveria servir para tombar o liceu não como monumento morto, mas como monumento vivo e merecedor de todas as honras... Mas ele está minguando porque o crack tomou conta da vizinhança.

Portanto, não adianta sanear 50 comunidades cariocas para as Olimpíadas, unidades essas que o ministro da Justiça declarou, generoso que só, que deixaria como legado para o Rio. Não adianta tentar tapar o sol com a peneira. Nem acenar com trens-bala, por favor. Para que, para ir de uma cracolândia a outra?

Por favor, esqueça as obras monumentais: cuide de deixar para o amanhã uma geração com vida, saudável e instruída. O resto, o resto é vaidade mal gerida. E muitos minutos insuportavelmente doloridos...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Para concluir

E fica combinado então que a maior crise financeira desde a Segunda Guerra Mundial foi fruto da "empáfia da imprensa".
Sorte do Brasil, que tem governantes sem empáfia, arrogância, insolência ou presunção...

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Ministro Jobim explica compra de caças

A negociação para a compra de aviões caças e helicópteros para reforçar a estrutura da Força Aérea Brasileira deu o que falar nesta quarta-feira no Congresso. Antes da conclusão da negociação, o presidente Lula declarou publicamente a preferência pela França para a compra dos 36 caças. Hoje o ministro Nelson Jobim (Defesa) foi ao Senado tentar “amenizar” a situação. Pressionado pela oposição, Jobim evitou comentar os motivos que levaram a declaração de Lula, mas disse que “a escolha política não teve maiores desdobramentos porque a compra ainda não foi fechada”. O ministro também negou que o governo brasileiro tenha propósito armamentista ao negociar os aviões. De acordo com Jobim, o objetivo é “reforçar o controle das fronteiras, especialmente na Amazônia”. Apesar da vitória da França estar garantida, o negócio “só será fechado no fim do mês”.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Vado via !!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Entrevista de Marina Silva à "él Pais"

"La Amazonia no es un santuario inviolable"
JUAN ARIAS / SOLEDAD GALLEGO-DÍAZ - Brasilia - 13/09/2009

La antigua ministra de Medio Ambiente de Brasil (2003-2008) ha abandonado el Partido de los Trabajadores (PT) porque el presidente Lula da Silva no respaldaba sus "medidas drásticas" contra la deforestación de la Amazonia.
Marina Silva tiene una imagen frágil, que desmiente su biografía. Nacida hace 51 años en una familia pobrísima de seringueros (recolectores de caucho) trabajó desde niña en el campo como criada y fue analfabeta hasta los 15 años. Aprendió a leer en un convento, antes de dedicarse al sindicalismo y de convertirse en estrecha colaboradora del legendario ecologista Chico Mendes. Terminó doctorándose en Historia. Casada, tiene cuatro hijos (de 21 a 10 años). Silva ha pasado por una larga trayectoria política en el Partido de los Trabajadores (PT) sin perder fuerza en la defensa de sus ideas y sin que nadie la haya acusado jamás de corrupción. Su desembarco hace un mes en el Partido Verde, desde donde probablemente aspirará a la presidencia del país, ha causado un terremoto político.

En su austero despacho en el Senado, Marina Silva se esfuerza en no lanzar ni el menor ataque contra Lula. Incluso responde con bromas a la acusación del presidente de que la campaña de Silva será "samba de una sola nota". "Está siendo generoso porque me brinda uno de los lemas de su propia campaña, que era, ese sí, de una sola nota: "Lula-la", se ríe.
Sin embargo, la senadora tiene buen cuidado de referirse siempre al progreso de Brasil como "un proceso de los últimos 16 años", es decir, que se inicia con Fernando Henrique Cardoso y no con Lula.
Pregunta. ¿Qué ha cambiado en Brasil desde que llegó Lula?
Respuesta. Ha habido algunas conquistas importantes. Por ejemplo, relación con el equilibrio fiscal y a la estabilización de la moneda, lo que ha permitido atravesar la actual crisis con alguna tranquilidad. Con la llegada de Lula se produjo un cierto sobresalto, pero yo diría, como dato muy positivo, que la democracia esta ya consolidada y que hemos tenido avances notables en la agenda social. Brasil tenía índices de pobreza inaceptables y en los últimos años se han reducido en un 19%.
P. ¿Por qué se marchó usted del Gobierno Lula?
R. No sentía que tuviera el apoyo necesario para mantener las políticas medioambientales tal como fueron concebidas. Pasó a finales de 2007. En tres años, nuestro plan había conseguido disminuir la deforestación en un 57%, pero al no cumplirse otras directrices, en la Amazonia volvió el riesgo de que se volviera a reanudar la destrucción de la selva. Tomamos medidas drásticas, como prohibir el crédito a empresas ilegales, llevar a la cárcel no sólo al que destruía la selva, sino también al que plantaba, producía y exportaba. Se creó una gran tensión y tanto yo, como mi equipo, vimos que el Gobierno estaba dispuesto a derogar esas medidas.
P. Hay un gran debate sobre hasta dónde puede desarrollarse la Amazonia.
R. El término socio-ambientalismo, que significa integrar la protección de la selva con el desafío de promover la inclusión social, fue acuñado en la Amazonia a partir de la lucha de Chico Mendes. Para nosotros, los de la Amazonia, esa visión de la defensa del medio ambiente nunca fue interpretada en términos de conservar esa tierra como un santuario inviolable. Desde los inicios, todo el esfuerzo versó sobre cómo integrar medio ambiente y desarrollo económico en una misma ecuación, sabiendo que no es posible repetir con la Amazonia los errores que ya se hicieron con la Mata Atlántica (de la que queda sólo un 5%) o del Cerrado, (la meseta brasileña, cuya destrucción ha llegado ya al 50%). La Amazonia ha sido destruida en un 17%.
P. ¿Culpa a Lula del fallo de la política ambiental?
R. No se trata de personalizar. El problema de asumir la economía sostenible como estrategia es algo complicado que no existe todavía en ningún lugar del mundo y que ningún partido asume completamente. Lo que el Partido Verde y yo estamos haciendo es innovador y no podemos satanizar a los demás por no haberlo hecho aún. Lo que hay que criticar es que se siga perdiendo tiempo cuando ya es posible hacer que Brasil dé ese paso, porque reúne las mejores condiciones para ello.
P. ¿Mantendría usted la política económica del Gobierno Lula?
R. Los procesos son acumulativos. No existe espacio para procesos nihilistas en relación con lo ya conquistado. Existe un reconocimiento de que en los últimos 16 años Brasil consiguió el equilibrio fiscal y la estabilización de la moneda, junto con la gran innovación que introdujo Lula y que fue la cuestión de la distribución de renta. Todo ello debe ser preservado. Creo que tenemos espacios para mejorar, y que ya no existe el peligro de que se destruya todo lo que se fue construyendo en los últimos 16 años.
P. Tras el descubrimiento de nuevos yacimientos de petróleo y de gas en Brasil, se empieza a hablar de un cierto nacionalismo.
R. Brasil tiene una economía de mercado, abierta. Es legítimo que los países quieran usar sus recursos naturales en beneficio de su pueblo, lo que no significa que nos vayamos a cerrar como una isla. Hoy es imposible pensar en cerrar puertas al capital extranjero. Lo que pasa es que, a veces, algunas empresas extranjeras querrían actuar aquí con una flexibilización de la legislación ambiental que no tienen ni en sus propios países. Eso no puede ser.
P. Uno de los grandes retos de Brasil es la corrupción, que se ha incrustado en todas las instituciones, de forma alarmante.
R. Aún reconociendo que Brasil tiene problemas graves de corrupción no osaría decir que Lula no ha hecho nada a ese respecto. Él puso en marcha sistemas de control y amplió significativamente la capacidad de investigación de la Policía Federal. Cuando fui ministra de Medio Ambiente llevamos a la cárcel a 725 personas. Muchas de ellas eran servidores públicos. Sin la libertad de investigación dada a la policía por el Gobierno eso hubiese sido impensable. Si hoy la corrupción se ve más es porque se investiga más.
P. En una hipotética segunda vuelta en 2011, ¿daría usted sus votos a la candidata de Lula o al candidato socialdemócrata de la oposición?
R. No puedo hablar aun como candidata, pero creo que el debate debe ser sobre ideas y que la ética debe prevalecer. Yo nunca mentiría respecto a la honorabilidad de alguien para ganar unas elecciones. Y desde un punto de vista político, lo que creo es que si me presento será con la aspiración de llegar a esa segunda vuelta. Yo querría hacer algo parecido a lo que hizo el PT hace 20 años, cuando rompió con los partidos tradicionales. Ha llegado otra vez el momento de unir a todas las fuerzas, sociales, políticas, intelectuales del país, para crear una nueva estrategia para Brasil.
FE DE ERRORES
La ex ministra brasileña de Medio Ambiente Marina Silva no se doctoró en Historia del Arte sino en Historia.

sábado, 12 de setembro de 2009

Constatação

Se vestir branco contra a violência desse resultado, pomba não levava pedrada."

Eu, por Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa

Depois do espetáculo apresentado pela nova parceria Lula&Nicholas, aquela liberté, fraternité, égalité para francês e brasileiro nenhum botar defeito, muito pelo contrário, e de ficarem em Paris bouche bées e em Brasília boquiabertos, e depois do champanhe espocado, veio o balde de água fria do ministro da Defesa. Como os dois presidentes são pequeninos e o ministro da Defesa é muito grande, a imagem que me ocorreu foi a seguinte: as crianças estavam se divertindo e chegou o adulto, baixou o som e declarou A Festa Acabou!

Que mico, foi o que todos pensamos. Depois vieram algumas notícias informando que os americanos estariam indignados e pensando em reclamar. Mas qual o que, nessas histórias de compra e venda, ninguém fica indignado, não. O que veio foi uma oferta, segundo os jornais, dos americanos baixando preço, oferecendo brindes os mais variados, tudo conforme o figurino do Como Vencer na Vida A Qualquer Preço.

Lógico que o presidente aproveitou a deixa e saiu-se com a pérola da semana: “daqui a pouco eu vou receber de graça”. E ele tem inteira razão. Business is business, ninguém demonstra o que pensa de verdade, o que todos querem é o dinheirinho no bolso. Ao contrário da ofensa, Sua Excelência ainda é capaz de ser condecorado no próximo mês de julho, dia 4 ou dia 14, isso pouco importa. O que importa é a medalhinha no peito, o Brasil força militar pujante e aquela cadeirinha na ONU!

Sinceramente, se eu achasse que aquilo tudo foi um grande golpe, acharia perfeito. Sempre venderam sucata ao Brasil, agora que vendam o que tiverem de melhor, e mais barato.

O que saiu do tom aí foi o EU. Há muito que o presidente Lula age como se ele e o Brasil fossem uma coisa só. Quando não diz “estepaís quer”, diz “eu quero”. Ontem, por exemplo, lá do Ceará, veio mais uma: “É tudo tão simples, Não vê quem não quer. O petróleo é da União. Portanto, o petróleo é do povo brasileiro. Consequentemente, a riqueza do petróleo será distribuída para todos os brasileiros”.

Quer dizer, ele decidiu, está decidido. Leiam de novo: “Consequentemente, a riqueza do petróleo será distribuída para todos os brasileiros”. Será! Está decidido pelo Eu Majestático de Lula, I e único. RJ, SP e ES vão ter que gostar.

Isto no país do Lula. E no país do Nicholas? Ontem li um comentário interessante num blog francês. Assinado por Simon Frajdenrajch, analista, em 8 de setembro, para o Le Post, que resumo aqui:

“Todo esse barulho pela venda de 6 Rafales construídos por operários da Dassault, em Bordeaux. Os outros 30 serão construídos no Brasil, graças à transferência de tecnologia que permitirá ao Brasil entrar para o clube dos grandes da aeronáutica com salários 4 a 5 vezes inferiores aos pagos aqui na França. E querem fazer crer que esse negócio vai alavancar a Dassault! E tem mais, o acordo autoriza o Brasil a vender uma quantidade não especificada de Rafales para seu grande e solitário benefício

Dito de outra forma: toda a massa cinzenta do gênio militar aeronáutico francês será liquidada pelo preço de 6 Rafales e o Eliseu quer nos vender essa notícia como um triunfo de nosso primeiro representante comercial: o presidente Sarkozy!

Um dos últimos modelos de excelência será posto em hasta pública da mesma forma que fizeram com nossa indústria automobilística. Essa transferência de tecnologia não é outra coisa senão o preço que os engenheiros e técnicos da Dassault pagarão dentro de poucos anos com seus empregos. Devemos nos alegrar?

Estamos diante da perspectiva do declínio de um país que foi grande e que arrisca se tornar “o mais belo museu do planeta”, sempre visitado por milhões de turistas, pois suas riquezas naturais e arquitetônicas não puderam ser distribuídas. Mas vazio de empreendedores e devorado por uma casta que o conduziu ao abismo.

Se você quer oferecer um futuro na França aos seus filhos, inscreva-os em escolas de hotelaria! “

Por aí se vê que lá como cá, tristezas há. Da próxima vez, como bis ao fim do show de Lula&Nicholas, vou pedir a eles que cantem “Tristeza não tem fim, felicidade sim...”.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Tout va pour le mieux, dans....

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Faturas sempre chegam..no pior momento!

Da colunista Dora Kramer, no ESTADÃO:

A candidatura do deputado Ciro Gomes à Presidência da República não é vista apenas como prejudicial aos planos do presidente Lula para 2010. É tida como potencialmente devastadora.

Porque, em tese, Ciro avançaria sobre o eleitorado do Nordeste, a base de Lula para equilibrar a vantagem da oposição em São Paulo e Minas Gerais.

Em contrapartida, o tucanato recebe dados de pesquisas indicando que a candidatura da senadora Marina Silva pode ter um efeito muito mais danoso para a candidatura do PSDB do que para o PT.

A ex-ministra do Meio Ambiente roubaria votos do eleitorado mais informado, que votou e não vota mais no PT, mas tem uma memória de aversão ao governo Fernando Henrique Cardoso.

Esse pessoal em princípio ficaria com José Serra, mas boa parte dele por falta de opção, o que a entrada de Marina na disputa poderia vir a resolver.

sábado, 29 de agosto de 2009

Mas, quem pergunta quer ouvir......

“Qual PV vocês preferem: o PV do DEM e do Sirkys, no Rio, ou o PV do PSDB e do Penna em São Paulo?
Quem faz essa pergunta é o jornalista Ricardo Kotscho, em seu blog, ao comentar carta da jornalista Marilda Varejão, na qual a militante comunica sua desfiliação do Partido dos Trabalhadores.
Tudo bem, o Kotscho tem o legítimo direito de indagar aos seus leitores, onde me incluo, sobre as escolhas de Marina Silva.
Mas, quem pergunta quer ouvir.

5X4 -placar de ontem SupremoTribunalFederal

O placar de ontem no STF reflete muito mais do que o gigante contra o fraco. Reflete a derrota do Brasil real, a derrota do Brasil dos brasileiros, a derrota dos que em torno dos palanques vibram e aplaudem os Donos do Poder, dando-lhes o cofre, o segredo e a chave do Brasil S/A.

O advogado do deputado Antonio Palocci, entremeando algumas palavras de português com muito alemão, algum italiano e pouco e péssimo francês, lá pelas tantas disse o seguinte:

"O nosso único argumento é o argumento da verdade. Em mais de 3.000 páginas dos autos, não há nenhuma prova de que o ex-ministro teve a ver com a quebra de sigilo. É importante lembrar que nada menos do que seis órgãos do Estado começaram a investigar o caseiro, mas é muito mais fácil dizer que era interesse exclusivo do ministro Palocci a quebra do sigilo. Nós estamos em uma situação maniqueísta, de um lado um trabalhador humilde contra um ministro de Estado, uma espécie de Davi contra Golias. Mas acontece que tecnicamente não existe. Não há provas contra o ministro", afirmou Batochio antes do julgamento.

Não sei se o distinto Dr. Batochio se deu conta de que enquanto fazia sua peroração, a televisão mostrava, posto que sentado bem atrás dele, as pernas de Francenildo Costa, o objeto da investigação de seis órgãos do Estado! Sabem lá o que é isso? Seis órgãos do Estado brasileiro a investigar um rapaz que para acompanhar o que diriam dele os doutores Batochios e os Meritíssimos, teve que se valer de um terno emprestado. Ele não tinha um par de meias apropriadas para os sapatos de couro que lhe foram emprestados ou doados, usava dessas meias brancas sem cano algum, os tornozelos à mostra faziam um brutal contraste com as togas e o protocolo da egrégia corte.

Mas, afinal, o que fez Francenildo Costa para levantar a suspeita de seis órgãos de Estado? Recebeu R$25.000,00 de seu pai, pequeno empresário no Nordeste que, para evitar que Francenildo entrasse com ação de paternidade, lhe acenou com essa quantia igual ao salário mensal de um punhado de poderosos, mas que para a grande maioria dos brasileiros é uma pequena e inusitada fortuna. E Francenildo Costa aceitou.

Mas Francenildo Costa fez mais; fez aquilo que alguns anúncios institucionais andam pedindo que o brasileiro faça: “denuncie, exerça sua cidadania!” (ouvi isto esta semana, na TV). Ele exerceu sua cidadania e ao exercê-la, ficamos sabendo ontem, deslanchou a sanha de seis órgãos de Estado contra ele.

E conseguiu o que eu consideraria impossível se lesse num conto ou num romance: que o Presidente da Caixa Econômica Federal, indignado com seu gesto, acionasse subordinados, à noite, mais de 20:30 da noite, para que imprimissem o extrato de sua caderneta de poupança. Obedecida a ordem, levou a prova do crime do caseiro – i.e. ter R$25.000,00 na poupança - ao Ministro da Fazenda Antonio Palocci, que nada fez, a não ser talvez, e isso imagino eu, dar um Oh! surpreso, um boa noite e ir se deitar. Muito natural: já passava das 23:30 da mesma noite, mais do que hora de ir para a cama.

Afinal, aquilo não era do interesse do então Ministro da Fazenda, não é, Ministro Gilmar Mendes? Era do interesse apenas do Presidente da Caixa, é isso, ou eu compreendi mal? Porque houve crime de quebra de sigilo bancário, não é? Houve um prejudicado, Francenildo Costa. Houve divulgação de seu nome e de seu extrato na Imprensa, foi invadida de modo brutal a sua privacidade, o seu direito ao sigilo bancário foi quebrado e mais, para esclarecer a situação, teve que entrar em detalhes provavelmente dolorosos para ele, e sua mãe.

No entanto, só um dos acusados mereceu de sua parte e de quatro de seus colegas a aceitação da denúncia feita pelo Ministério Público: o senhor Jorge Mattoso.

É esse o roteiro, Ministro Gilmar Mendes, é essa a decisão mais justa?

É esse o fel que temos que engolir?

Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa,Jornalista

Faturas (bem frias) chegando......

A prefeita de Natal (RN), Micarla de Souza, que derrotou o presidente Lula em sua campanha, comanda a comitiva de verdes no ato de filiação da senadora Marina Silva, neste domingo, em São Paulo.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Lula evita Marina

O presidente Lula cancelou a viagem à Dinamarca, em novembro, para a Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP-15. A senadora verde Marina Silva (AC) é uma das estrelas do encontro.

Dom Evaristo Arns parabeniza Flávio, Simon e Marina

Telegrama do cardeal aposentado de São Paulo Dom Paulo Evaristo Arns para o sobrinho Flávio Arns, senador do Paraná, de saída do PT:

“Parabéns atitude coerente diante corrupção inacreditável Senado. Queira transmitir votos de apoio benemérito à Senadora Marina, Senador amigo Simon, como também aos demais colegas que defendem ética e decoro dos chamados Pais da Pátria.
Abraço de seu tio, Cardeal Paulo Evaristo Arns.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Oração cuiabana

PAC NOSSO (Por Kamarada Mederovsk)

Pac Nosso que estais na obra,
santificado seja o vosso custo,
vem a nós o vosso bererê,
seja feita a nossa vontade
assim na terra como em Cuiabá.

A propina nossa de cada dia nos daí hoje,
abençoai as nossas pequenas ofertas,
assim como nós abençoamos
o óbulo oferecido
não nos deixei cair nas mãos da Policia Federal
e livrai-nos do Juiz.

Amém.

"Está na hora do Brasil se sustentar de outro jeito. Socialmente, economicamente, politicamente, ambientalmente, humanamente.
O Brasil está chamando: Vem, Marina!"

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Suplicy da cartão vermelho e pede a renúncia de Sarney, no Senado


BRASÍLIA E RIO - Um dia depois do embate com José Sarney (PMDB-AP) no Senado , o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) subiu à tribuna nesta terça-feira para pedir a renúncia do presidente da Casa. Num discurso cheio de referências futebolísticas, Suplicy puxou um cartão vermelho para mostrar para Sarney, que, no entanto, não estava mais presente no plenário. A sessão era presidida pelo senador Mão Santa (PMDB-PI).

- O melhor caminho é que sua excelência renuncie ao cargo do Senado - afirmou Suplicy, que, em seguida, mostrou o cartão vermelho.

Foi a primeira vez que um petista pediu a renúncia de Sarney. Até então, a posição era pelo afastamento.

.- Se há uma forma de o povo brasileiro compreender bem o que isso significa é nós falarmos a linguagem do esporte mais popular do Brasil. Ali (no Conselho de Ética) eu estava na função de juiz. Era o terceiro suplente e não chegou a minha vez de dizer o meu voto. Então, o que faz um juiz no campo de futebol para que todos entendam? Apresenta um cartão vermelho. Nessa altura, o melhor passo para a saúde do Senado e do próprio presidente Sarney é simbolizado neste cartão vermelho. Que ele deixe a presidência e possa permitir que o Senado volte aos seus trabalhos normais.

Em seguida, Suplicy bateu-boca com o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) que saiu em defesa de Sarney. Heráclito também recebeu cartão vermelho de Suplicy. O senador do DEM discutiu com Suplicy, acusando-o de "não ser sincero" em relação à crise no Senado. Para Heráclito, Suplicy deveria mostrar o cartão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

- Vossa Excelência não tem coragem de dar cartão vermelho a Lula. É o que a nação brasileira espera é que Vossa Excelência faça - afirmou Heráclito, que acusou Lula de interferência nos assuntos do Senado.

Antes do bate-boca com Heráclito, Suplicy criticou em seu discurso o arquivamento das ações contra o presidente da Casa , lamentou que o Senado não tenha votado nenhuma proposição importante no segundo semestre e que, por causa da crise, a Casa não esteja discutindo as grandes questões nacionais.

- Não se vislumbra como isso só será possível enquanto não for resolvida a questão relativa ao presidente José Sarney.

No discurso, Suplicy fez referência à decisão do Conselho de Ética de não abrir nenhuma investigação contra Sarney. A oposição precisava de dois votos, mas os senadores Ideli Salvati (PT-SC) e Delcídio Amaral (PT-MS) mantiveram a decisão do partido pelo arquivamento.

A postura gerou uma crise no partido. Líder da bancada, o senador Aloízio Mercadante (PT-SP) chegou a anunciar sua renúncia "em caráter irrevogável" no Twitter . Mas após conversar com o presidente Lula, ele anunciou que permaneceria na função . Na mesma semana, os senadores Flávio Arns (PR) e Marina Silva (AC) anunciaram que estavam deixando o partido.

Em aparte, Almeida Lima (PMDB-SE) criticou o discurso de Suplicy. Para o senador, ao voltar a cobrar que Sarney se afaste do cargo, Suplicy desrespeita a decisão do Conselho de Ética. Almeida Lima classificou o discurso como "abuso das prerrogativas enquanto senador".

O senador peemedebista também criticou os senadores do DEM e do PSDB que decidiram deixar o Conselho de Ética . Para ele, a medida tomada é um desrespeito aos parlamentares que compõem o colegiado.

- Os senhores pegam esses fatos, dão uma dimensão que eles não possuem, e a imprensa multiplica essa dimensão, divulga para todo o Brasil, e então "Senado está em crise" - declarou.

O presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), criticou nesta terça a postura de Suplicy por ter cobrado explicações de Sarney, sobre denúncias que envolvem o peemedebista.

- Isso dá popularidade a ele, mas tem que lembrar que existe partido e a posição dele não é bem recebida pelo partido - repreendeu o presidente do PT, um dos mais veementes defensores de Sarney.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Tantas vêzes vai o cântaro à fonte......


Obrigado AROEIRA!

Arranca-toco X Já vai tarde F.C.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Apoio de petistas a Sarney é insustentável, diz Marina

Senadora Marina Silva (AC) em entrevista à Folha de S.Paulo:

O PV já prepara festa para a sua filiação no dia 30. A sra. já disse que todos os partidos têm problemas. Qual é o maior do PV?

O primeiro deles é que o partido teve de se abrir para evitar perder o registro. Algumas pessoas se filiaram e até se elegeram sem identidade programática.

O presidente do PV disse ter feito o convite à sra. para ser candidata ponderando que haveria muitas limitações de dinheiro e de espaço na televisão. Com quanto dinheiro se faz uma campanha?

Não sou candidata ainda, isso é em 2010. E tenho consciência dessas limitações. Inclusive, quando alguns companheiros me perguntavam como eu me sentiria se, porventura, a minha saída inviabilizasse o projeto histórico do PT, sobretudo na questão da inclusão social, eu dizia: acho que vocês estão superestimando.

Se comparar o tempo de TV da candidatura do PT -o que significa o Bolsa Família, o PAC, o Luz para Todos, o que significa (o programa) Minha Casa, Minha Vida, ter um presidente com 80% de credibilidade, ter palanques de A a Z em 5.000 municípios, com uma militância de 1,6 milhão de filiados- com a de um partido pequeno, com menos de dois minutos na TV, sem palanques, é como se fosse uma luta de Golias contra Davi.

Como não imagino que a candidatura do PT é Golias e nem tenho a pretensão de ser o Davi, só posso imaginar que a minha funda vai se lançar contra o Golias da desesperança, do pragmatismo. Tenho experiência nisso. Se fosse fazer cálculo em termos pragmáticos, nunca teria feito nada. O esforço é por aquilo que significa em termos de semeadura.

É sustentável o apoio do PT a José Sarney?

Isso já se mostrou insustentável por tudo o que está acontecendo com o Congresso, com o governo, com o PT, e com o próprio presidente Sarney. No meu entendimento, o melhor para a crise era o seu afastamento temporário, inclusive como forma de preservar a figura histórica de Sarney.

Morena Marina, você se pintou. por Ruth de Aquino




Ruth de Aquino chefia a sucursal de 'Época' no Rio


Marina, você faça tudo, mas faça o favor. Não mude o discurso da ética, que é só seu. Marina, você já é respeitada com o que Deus lhe deu. O povo se aborreceu, se zangou, e cansou de falar. Lula e Dilma estão de mal com você e não vão perdoar. Mas o eleitor não poderia arranjar outra igual para embaralhar o jogo sonolento da sucessão em 2010. Ao menos num dos turnos, vamos discutir princípios e fins. E principalmente os meios.

Nem em suas orações diárias Maria Osmarina Marina da Silva Vaz de Lima sonharia provocar tanto medo antes mesmo de decidir trocar o PT pelo PV. Nascida no Acre, filha de seringueiros migrantes cearenses, analfabeta até os 16 anos, aprendeu a ler quando trabalhava como empregada doméstica. A mãe tinha morrido. Pelo Mobral, fez em quatro anos o primeiro e o segundo graus. Contraiu cinco malárias, duas hepatites. Formou-se em história. Queria ser freira, mas virou marxista. Hoje é evangélica. Tem quatro filhos. Foi a mais jovem senadora do Brasil, aos 35 anos.

Lula a nomeou ministra do Meio Ambiente. Cinco anos depois, saiu derrotada e desgastada. Ao pedir demissão, citou a Bíblia: “É melhor um filho vivo no colo de outro”. O filho era a política ambiental. Ela tinha brigado com outra mãe cheia de energia, a do PAC.

Católicos como Frei Betto e Leonardo Boff receberam telefonemas de Marina na semana passada. Ela falou de desenvolvimento sustentável, de vida, de humanidade, da terra.

O mais forte cabo eleitoral de Marina, neste agosto, se chama José Sarney – e tudo o que ele representa. O país ficou desgostoso com o presidente do Senado, suas mentiras inflamadas na tribuna, seu sorriso bonzinho de avô da República – e com o apoio incondicional de Lula ao maranhense. O nome Marina, sussurrado, ganhou a força da natureza no olho do furacão em Brasília.

O ex-ministro José Dirceu escreveu que o mandato da senadora “pertence ao PT”. Marina disse que já enfrentou madeireiros, fazendeiros, cangaceiros: “Com certeza o Zé (Dirceu) não fez isso para me intimidar; não faz parte do caráter dele”.

O outro forte cabo eleitoral de Marina é a ministra Dilma Rousseff, pela falta de carisma. Marina não ameaçaria tanto se a ministra do crescimento tivesse conquistado o país ou ao menos seu próprio partido. Não se nega o valor pessoal de Dilma, mas seu nome foi imposto. Lula botou na cabeça que vai eleger seu poste. “Da campanha da Dilma cuido eu”, teria dito a um cacique do PT paulista.

Faça tudo, mas faça um favor: não mude o discurso ético. Você já é respeitada com o que Deus lhe deu.

As baratas todas voaram. Quem tem amigos como o deputado federal Ciro Gomes não precisa de inimigos. Lula chegou a apostar nele para o governo em São Paulo. Mas Ciro quer outros voos: foi o primeiro a dizer que Marina “implode a candidatura de Dilma”... “uma persona política em formação”...“que foi obrigada a defender Sarney”.

Dilma pediu a Marina que ficasse. “Estou triste. Preferia que ela continuasse no PT porque é uma grande lutadora.” Vocês acreditam? A ministra já esqueceu as rixas com a ambientalista que botava areia nas hidrelétricas? Depois, Dilma mudou o tom: “Eu sempre acho que quanto mais mulher melhor”. É mesmo?

Dilma é vista como “a mulher do Lula” – a massa ainda não conseguiu decorar seu nome. Lula ergueu a mão da mãe do PAC nos palanques país afora e disse que o Brasil está preparado para “uma mulher na Presidência”.

Lula só não esperava que uma sombra austera de saias emergisse da floresta. Com seu fundamentalismo, a fé, as convicções, a integridade, a coerência em 30 anos de PT. Sem dedo em riste. É muita ironia. E na mesma semana em que Lula dá uma rádio para o filho de Renan Calheiros, outro senador que “obra e anda” para a opinião pública.

O maior trunfo de Marina não é ser mulher nem petista de raiz ou defensora do verde. Ninguém supõe hoje que ela possa ser eleita presidente sozinha, contra as duas máquinas. Mas sua biografia e as frases recheadas de atitude – “perco o pescoço mas não o juízo” – entusiasmam os desiludidos.

Marina Silva obriga tanto Dilma quanto o tucano José Serra a se perguntar: como combater quem fala, baixo mas firme, a sua própria verdade?

(Artigo publicado originalmente na revista Época)

O futuro do PT. A vitória dos pelegos. Lucia Hypolito é Jornalista (com Diploma).

O PT nasceu de cesariana, há 29 anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiais de Base.

Os orgulhosos padrinhos foram, primeiro, o general Golbery do Couto e Silva, que viu dar certo seu projeto de dividir a oposição brasileira.

Da árvore frondosa do MDB nasceram o PMDB, o PDT, o PTB e o PT. Foi um dos únicos projetos bem-sucedidos do desastrado estrategista que foi o general Golbery.

Outros orgulhosos padrinhos foram os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes de poder participar do crescimento de um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais, segundo eles: o proletariado.

O PT cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo. Era revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder, mas denunciar os erros das elites brasileiras.

O PT lançava e elegia candidatos, mas não “dançava conforme a música”. Não fazia acordos, não participava de coalizões, não gostava de alianças. Era uma gente pura, ética, que não se misturava com picaretas.

O PT entrou na juventude como muitos outros jovens: mimado, chato e brigando com o mundo adulto.

Mas nos estados, o partido começava a ganhar prefeituras e governos, fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim os petistas passaram a se relacionar com empresários, empreiteiros, banqueiros.

Tudo muito chique, conforme o figurino.

E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade. Ganhou a presidência da República. Para isso, teve que se livrar de antigos companheiros, amizades problemáticas. Teve que abrir mão de convicções, amigos de fé, irmãos camaradas.

A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da mais alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de um grupo liderado por Plínio de Arruda Sampaio Júnior.

Em seguida, foi a vez da esquerda. A expulsão de Heloísa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chico Alencar, entre outros, que fundaram o PSOL.

Os militantes ligados à Igreja Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado Chico Alencar, em seguida Frei Betto.

E agora, bem mais recentemente, o senador Flavio Arns, de fortíssimas ligações familiares com a Igreja Católica.

Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir do desligamento da senadora Marina Silva do partido.

Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT?

Os sindicalistas.

Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de 64.

Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do presidente da República.

Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o empresariado.

Cavando benefícios para os seus.

Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai desaparecer, porque está fortemente enraizado na administração pública dos estados e municípios. Além do governo federal, naturalmente.

É o triunfo da pelegada.

Comentario: sera que ela tem razão????????????????????????????

domingo, 23 de agosto de 2009

Olha o "filhinhodepapai" ai de novo gente!


Foi de Franklin a ideia de negar reunião---Voluntariosa e arredia a palpites, Dilma Rousseff (Casa Civil) está inocente no caso da polêmica com a ex-secretaria da Receita Federal Lina Vieira. Não foi dela a ideia de negar o encontro com a funcionária, mas sim do ministro Franklin Martins (Propaganda), que no Planalto alimenta a reputação de “gênio” das comunicações. Não se imaginava que refutar a reunião provocaria tanto desgaste à imagem da ministra.
Comentario ---lembram da "Passeata dos Cem Mil" (alô Millôr!)?? O "filhinhodepapai" ja fazia das suas....depois eu conto.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Bagrinho obediente "da vez" João Pedro (PT-AM)

BRASÍLIA - Enfraquecido e isolado no governo e no PT, o líder da bancada e do bloco governista no Senado, Aloizio Mercadante (SP), usou nesta quinta-feira sua página no Twitter para anunciar, de novo, a decisão "em caráter irrevogável" de deixar o cargo, e marcou até hora para um discurso. Mas adiou o ato para hoje, depois que aceitou o apelo do ministro das Relações Institucionais, José Múcio (PTB), para, antes, conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O anúncio oficial deve ser feito num pronunciamento na manhã desta sexta-feira, no plenário.

Enquanto isso, Lula já trabalha o nome do substituto de Mercadante: o senador de primeiro mandato João Pedro (PT-AM), que assumiu como suplente de Alfredo Nascimento (PR).

O presidente não queria conversar com Mercadante. Segundo a coluna "Panorama Político" de Ilimar Franco, o presidente demonstrou irritação com a reunião. "Não adianta. Para que conversar mais?", questionou Lula. Durante a viagem ao Rio Grande do Norte, Lula ainda perguntou ao líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), e ao senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) como estava o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). "Agora é hora de vida nova no Senado", disse o presidente.

Comentario: é facil de vêr como, mais um SONHO que virou "logica de poder", esta nos estertores.....quem conseguiu seu "caramingua", empreguinho, medalhinha, etc....sinta-se feliz! Mas, como toda medalha tem duas faces.......

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Cotidiano CARIOCA--Vem, pecador

Cartaz na porta de uma Igreja Universal na Zona Norte:

"SE VOCÊ ESTÁ CANSADO DE PECAR, ENTRE!"

No que alguém escreveu abaixo:

"SE NÃO ESTIVER, LIGUE-ME!"
ROSITA - 931568574 - Serviço Completo

Repare que o telefone é falso (tem nove números), mas a piada ficou ótima.

Adelante Comandante!! Por Latino-América!


Disse Marina- (..)A partir de agora, me sinto livre para fazer essa discussão dentro daquilo que me dispus, uma discussão em termos programáticos, de organização, tendo sempre a clareza que nenhum partido na história do Brasil é perfeito, mas que as instituições precisam das pessoas, das suas virtudes, do seu empenho para serem virtuosas.

Digo eu--Não se juntarão a ela aquêles que pregam --"Brasileiro so respeita dinheiro" mas sim aquêles, bem mais numerosos, orfãos de oportunidades justas e decentes.Adelante Comandante!

Enquanto isso, na marolândia

(...)
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) atribuiu à interferência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a condução da votação no Conselho de Ética. Em sua avaliação, o colegiado estava humilhado.

- Hoje é o dia em que o PT abraça o Sarney e o Collor e a Marina sai. Triste dia esse, para o PT. Para a biografia do presidente Sarney, esse é o pior dia - disse.

Comentario--E possivel enganar a alguns sempre e a muitos durante algum tempo. Mas é IMPOSSIVEL enganar a todos, ao mesmo tempo---Abraham LINCOLN

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O Sarney lobista passa ao largo, by Carlos Tautz (jornalista)

A pizza armada para salvar Sarney e o tucano Arthur Virgílio leva o tempero da complacência misturada com a omissão. De seu lado, a base aliada do governo o sustenta porque vê no presidente do Senado um de seus grandes aliados e operadores financeiros em 2010. E as maiores empresas de comunicação do Brasil, que denunciam histericamente o empreguismo praticado pelo ex-Presidente da República, não investigam de forma contundente as cinco décadas de poder de Sarney, o maior lobbista dos setores de energia e de mineração do Brasil, cuja responsabilidade verdadeira vai passando ao largo.

Embora sempre apareçam notícias descontextualizadas sobre esse poder subterrâneo, nunca a imprensa brasileira desvendou as articulações que há dezenas de anos o senador usa para controlar o setor de energia no governo brasileiro, independetemente da força política que ocupe o Palácio do Planalto. Sarney exerce com tal desenvoltura e naturalidade o poder nos setores de energia e mineração que independe do partido ao qual esteja filiado, seja a Arena, o PFL ou o PMDB, ou ainda o DEM e o PV, onde seus filhos estão alocados.

Nomeia aliados e demite desafetos com a mesma facilidade com que comete atos secretos. Opera sem constrangimentos à vista de todos, sempre reafirmando um modelo econômico de base extrativista e exportador, o que dificulta a transparência e a implementação do princípio constitucional da ampla publicidade na utilização de bens públicos – como são o minério e a energia.

Por estas razões se reveste de enorme gravidade que Sarney também tenha nomeado o atual Ministro das Minas e Energia, senador Edison Lobão (PMDB-MA), e o presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz Lopes. Muniz foi presidente por cerca de 20 anos da Eletronorte, onde a Camargo Corrêa viceja nas melhores obras. Na Eletronorte e agora na Eletrobrás, seu mais árduo trabalho tem sido a viabilização política da megahidrelétrica Kararaô, no rio Xingu, hoje rebatizada Belo Monte numa estratégia para escapar das polêmicas que a cercam.

Seja no Maranhão, terra de origem, seja no Amapá, domicílio eleitoral extemporâneo, Sarney opera sem ser incomodado como defensor desses interesses econômicos. Como governador, Presidente ou senador, à vista de todos, inclusive do Ministério Público, usa a exposição pública para desviar a atenção de outros interesses, em estratégia semelhante à dos bicheiros que bancavam o Carnaval e futebol carioca e angariar leniência social com seus atos secretos.

No Amapá, Sarney tem ciceroneado com desenvoltura Eike Batista, empresário que em setembro de 2008 foi alvo da Operação Toque de Midas da Polícia Federal. Eike, que negocia a entrada das grandes mineradoras chinesas no Brasil em 2010, é da mesma cepa que o pai, Eliezer Batista. Este, na Vale do Rio Doce, inventou um esquema econômico e de logística para exportar minério de ferro – leia-se, produto in natura e sem valor agregado - para o Japão, pelo que foi condecorado pelas autoridades japonesas.

A investigação sobre a mobilidade de Sarney nos setores energético, siderúrgico e minerador seria de particular interesse no momento em que estão sendo criados os novos marcos legais que vão reger a exploração das enormes reservas de petróleo na camada pré-sal. Este momento exige cuidado e atenção com tudo que cerca o setor petróleo, dadas as consequências que já no médio prazo advirão das opções que o Brasil tomar agora.

A limitação das investigações sobre Sarney ao campo moral, sem avançar sobre as motivações econômicas e políticas, cheira a rede de proteção. Ir a fundo nessa matéria certamente destamparia algumas Caixas de Pandora. Mas, em algum momento isto terá de ser feito - ou a nossa República não merecerá mais este nome.

Carlos Tautz (Jornalista com Diploma e Honra profissionais)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Uma Silva sucessora de um Silva?


Não estou ligado a nenhum partido, pois para mim partido é parte. Eu como intelectual me interesso pelo todo embora, concretamente, saiba que o todo passa pela parte.

Tal posição me confere a Liberdade de emitir opiniões pessoais e descompromissadas com os partidos.

De forma antecipada se lançou a disputa: Quem será o sucessor do carismático presidente Luiz Inácio Lula da Silva?

De antemão afirmo que a eleição de Lula é uma conquista do povo brasileiro, principalmente daqueles que foram sempre colocados à margem do poder.

Ele introduziu uma ruptura histórica como novo sujeito político e isso parece ser sem retorno. Não conseguiu escapar da lógica macro-econômica que privilegia o capital e mantém as bases que permitem a acumulação das classes opulentas.

Mas introduziu uma transição de um estado privatista e neoliberal para um governo republicano e social que confere centralidade à coisa pública (res publica), o que tem beneficiado vários milhões de pessoas.

Tarefa primeira de um governante é cuidar da vida de seu povo e isso Lula o fez sem nunca trair suas origens de sobrevivente da grande tribulação brasileira.

Depois de oito anos de governo se lança a questão que seguramente interessa à cidadania e não só ao PT: quem será seu sucessor?

Para responder a esta questão precisamos ganhar altura e dar-nos conta das mudanças ocorridas no Brasil e no mundo. Em oito anos muta coisa mudou. O PT foi submetido a duras provas e importa reconhecer que nem sempre esteve à altura do momento e às bases que o sustentam.

Estamos ainda esperando uma vigorosa autocrítica interna a propósito de presumido “mensalação”. Nós cidadãos não perdoamos esta falta de transparência e de coragem cívica e ética.

Em grande parte, o PT virou um partido eleitoreiro, interessado em ganhar eleições em todos os níveis. Para isso se obrigou a fazer coligações muito questionáveis, em alguns casos, com a parte mais podre dos partidos, em nome da governabilidade que, não raro, se colocou acima da ética e dos propósitos fundadores do PT.

Há uma ilusão que o PT deve romper: imaginar-se a realização do sonho e da utopia do povo brasileiro. Seria rebaixar o povo, pois este não se contenta com pequenos sonhos e utopias de horizonte tacanho.

Eu que circulo, em função de meu trabalho, pelas bases da sociedade vejo que se esvaziou a discussão sobre “que Brasil queremos”, discussão que animou por decênios o imaginário popular.

Houve uma inegável despolitização em razão de o PT ter ocupado o poder. Fez o que pôde quando podia ter feito mais, especialmente com referência à reforma agrária e a inclusão estratégica (e não meramente pontual) da ecologia.

Quer dizer, o sucessor não pode se contentar de fazer mais do mesmo. Importa introduzir mudanças. E a grande mudança na realidade e na consciência da humanidade é o fato de que a Terra já mudou.

A roda do aquecimento global não pode mais ser parada, apenas retardada em sua velocidade.

A partir de 23 de setembro de 2008 sabemos que a Terra como conjunto de ecosissitemas com seus recursos e serviços já se tornou insustentável porque o consumo humano, especialmente dos ricos que esbanjam, já passou em 40% de sua capacidade de reposição.

Esta conjuntura que, se não for tomada a sério, pode levar nos próximos decênios a uma tragédia ecológicohumanitária de proporções inimagináveis e, até pelo final do século, ao desaparecimento da espécie humana.

Cabe reconhecer que o PT não incorporou a dimensão ecológica no cerne de seu projeto político. E o Brasil será decisivo para o equilíbrio do planeta e para o futuro da vida.

Qual é a pessoa com carisma, com base popular, ligada aos fundamentos do PT e que se fez ícone da causa ecológica?

É uma mulher, seringueira, da Igreja da libertação, amazônica. Ela também é uma Silva como Lula. Seu nome é Marina Osmarina Silva.

O teólogo Leonardo Boff é autor do livro Que Brasil queremos? Vozes 2000.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

PENSAMENTO

"Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança"----Benjamin Franklin---

domingo, 16 de agosto de 2009

Farinha pouca....

A renda da população do Nordeste, região mais carente do Brasil, cresceu nos últimos anos impulsionada pelo fortalecimento da economia nacional e pelos programas de transferência de recursos como o Bolsa-Família. O dado negativo é que isso não refletiu em melhora na qualidade de vida das pessoas que apenas sobrevivem nesses Estados e nem contribuiu para um desenvolvimento local sustentável.

Serviços essenciais a que todos deveriam ter acesso como saúde de qualidade, educação universal, moradia adequada e segurança apresentaram crescimento bem abaixo da média do aumento de renda.

Os dados são de uma pesquisa inédita feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) Projetos, que apresenta amplo diagnóstico das mazelas e conquistas socioeconômicas dos nove Estados nordestinos, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, entre os anos de 2001 e 2007.

O levantamento traça um retrato detalhado do atraso da região Nordeste com base em 36 microindicadores oficiais agrupados em oito temas: saneamento básico, qualidade de moradia, educação, segurança pública, renda, emprego, desigualdade e pobreza.

Muito bem. As ações do governo contra as condições estruturais do atraso foram muito modestas, especialmente no Nordeste, que, não obstante, virou palco preferencial do Bolsa Família. O programa é uma espécie de crack da assistência social: tem efeito imediato, vicia rapidamente e transforma os consumidores em zumbis dependentes dos fornecedores de pedra. “Ah, mas Lula é adorado no Nordeste”! Outros benfeitores já o foram antes dele. O fato de eu reconhecer a democracia como valor inegociável não implica que eu tenha de adotar os juízos da maioria. De jeito nenhum

Meanwhile in the BOTOX COUNTRY...


A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou um plano que busca criar 100 mil postos de trabalho, com o objetivo de combater o crescente desemprego em meio ao impacto da recessão global no país. Para concretizar o plano, que em uma primeira etapa custará o equivalente a US$ 338 milhões, serão criadas cooperativas que agruparão desempregados para realizar trabalhos comunitários, como conserto de escolas. Segundo Kirchner, o plano “terá como objeto e sujeito bairros, vilas (bairros pobres), comunidades, aglomerados urbanos de alta vulnerabilidade social”. A Argentina teve seis anos seguidos de crescimento anual superior a 6,8%, mas em 2009analistas esperam uma recessão que golpearia ainda mais o terço da população que vive atualmente na pobreza.
Comentario---E a Helena (Rubinstein) concorda?????!!!!

sábado, 15 de agosto de 2009

Otacílio Cartaxo, secretário da Receita, emprega filha com senador Roberto Cavalcanti, investigado por problemas com Fisco

BRASÍLIA - O novo secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, tem uma filha com cargo comissionada no gabinete do senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB), que tem empresas investigadas por problemas com o Fisco e responde a dois inquéritos por corrupção ativa no Supremo Tribunal Federal (STF). O vínculo foi revelado nesta sexta em reportagem publicada no site da revista "Época".

De acordo com a revista, Leda Camila Pessoa de Mello Cartaxo assumiu o cargo de assistente parlamentar em março deste ano. Na época, Cartaxo ocupava o posto de secretário-adjunto da Receita na gestão de Lina Vieira, demitida pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em julho.

Cavalcanti assumiu mandato que era de José Maranhão
A filha do secretário teria apresentado um currículo para se candidatar ao cargo de confiança com salário de R$ 2.800 no Senado. Mas a amizade de seu pai com Cavalcanti teria ajudado na hora da contratação, segundo a "Época". De acordo com a reportagem, o senador - que era suplente e assumiu a cadeira em fevereiro, quando o titular José Maranhão (PMDB) saiu para assumir o governo da Paraíba - tem uma amizade de mais de 30 anos com Cartaxo.

O senador responde a dois inquéritos por corrupção ativa no STF. As investigações foram abertas em maio, depois que ele passou a ter foro privilegiado na mais alta Corte de Justiça do país. Um dos inquéritos trata de crime contra administração pública, uso de documento falso e corrupção ativa. O outro também apura denúncia de crime contra a administração pública.
Comentario--você acha o Pais desorganizado?! constate que Organização é o que não falta! Não é facil tomar o lugar da Chefe! Tudo tem um custo, não é?!

Yellow Submarine....me engana que eu gosto!

RIO - Desfeito o mistério que vinha sendo mantido pelo próprio Ministério da Defesa, desde fins do ano passado, sobre o preço que pretende pagar por quatro submarinos convencionais (diesel-elétricos) Skorpène, da estatal francesa DCNS, mais um casco que - daqui a 20 anos - viria a receber um reator nuclear desenvolvido pelo Brasil. Nota publicada no Diário Oficial da União (DO), na última quarta-feira, revela que cada embarcação custará um bilhão de euros (ou cerca de R$ 2,7 bilhões), pouco mais de duas vezes mais o valor da oferta feita anteriormente por uma empresa da Alemanha. É o que mostra reportagem de José Meirelles Passos na edição deste sábado em O GLOBO.

De acordo com a nota assinada por Alexandre Meira da Rosa, secretário-executivo da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), o pacote oferecido pelo presidente Nicolas Sarkozy custará 6,8 bilhões de euros - cerca de R$ 20 bilhões ou o equivalente a cerca de dois anos do programa Bolsa Família. A compra terá de ser aprovada pelo Congresso Nacional.

Daquele total, 1,8 bilhão de euros representa o custo da construção de um estaleiro e de uma base naval no litoral fluminense exigida pelo governo francês. Os restantes cinco bilhões de euros pagam as embarcações. Tratou-se de uma "operação casada" apresentada pela França: para levar os submarinos, o Brasil teria também de aceitar aquelas duas obras.

A escolha surpreendeu inclusive a própria Marinha do Brasil que, no seu Boletim de Ordens e Notícias, número 806, de dezembro de 2006, assinado pelo então comandante daquela força, almirante Roberto de Guimarães Carvalho, se declarava "satisfeita com o desempenho dos atuais submarinos", e com "as indiscutíveis vantagens decorrentes da manutenção de uma linha logística já existente, tanto na parte relativa ao material (construção e manutenção), como na concernente à formação do nosso pessoal".

Curiosamente, aquela mesma firma apresentara, em outubro de 2007, uma proposta mais barata que a francesa: fabricar mais cinco submarinos no Brasil, além de modernizar os cinco já existentes, por um total de 2,1 bilhões de euros, sem a necessidade de se construir um novo estaleiro.

Cada embarcação, portanto, sairia por cerca de 437 milhões de euros - pouco mais de duas vezes mais barata que os Skorpène que, curiosamente, o próprio governo da França e nenhum país da Organização do Tratado do Atlântico Norte utilizam.

Comentario--Vêr os filmes--Como era gostoso o meu francês--Mimi o Metalurgico e, finalmente-Max et les ferrailleurs--roteiro franco-argentino(bilheteria aberta).

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

'O abuso de criança no Brasil passou dos limites'

O Brasil é o maior consumidor de pornografia infantil na Internet. O maior volume de crime cibernético é cometido por esta Nação. São milhões de brasileiros, em frente ao computador, consumindo pornografia infantil. E isso não se paga com cheque, nem com duplicata, é com cartão de crédito. E palmas para os operadores de cartão de crédito, que não precisaram ser chamados. Apresentaram-se à CPI da Pedofilia com o sentimento de quem têm alma, de quem têm noção exata da necessidade de guardar nossas crianças, que são nosso futuro.

Depois de seis meses de estudo, assinamos o Termo de Ajuste de Conduta. Muito importante! Ele estabelece que, a partir de agora as autoridades brasileiras terão um cartão chamado “cartão rastreador”. E, com esse cartão rastreador, elas entrarão nos sites de relacionamento, nas salas de bate-papo denunciados como criminosos. Entrarão e terão como checar, e terão como tomar providências. Os indivíduos que compram pornografia ficarão registrados, e seu registro, de maneira automática, irá para a Polícia Federal.

(...) O Brasil é um grande abusador. O abuso de criança no Brasil passou todos os limites – se é que há limite para se tolerar qualquer tipo de crime e, muito pior, o crime de abuso de crianças.

(...) Estive em Alto Rio Novo, onde aconteceu uma coisa interessante: eu falava e trouxeram umas escolas com crianças de onze, doze anos de idade. E, no final, quando eu ensinava às famílias quem era o pedófilo, o modus operandi do pedófilo, e falava sobre bolinamento – esse novo tipo penal que criamos na CPI, que criminaliza o bolinamento –, ou seja, a manipulação do órgão genital da criança. E, quando eu dizia como o pedófilo faz para alcançar a criança e depois levar a criança para o bolinamento, ou seja, à manipulação do órgão genital – para depois levá-la ao abuso, ou seja, à conjunção carnal –, algumas crianças começaram a chorar. Olhavam uma pra outra, desconfiadas, e choravam.

No final, eu as recebi em uma sala, e a maioria daquelas crianças que estavam em Alto Rio Novo confessou o bolinamento por uma pessoa só. Uma pessoa acima de qualquer suspeita na cidade, que, inclusive, estava assistindo à minha palestra. Quando percebeu o movimento, no final, porque eu falava e mostrava algumas imagens, ele saiu muito rapidamente. Um homem religioso, um presbítero!

(...) Sr. Presidente, na quinta-feira retrasada, antes de começar o recesso, foi votado, por unanimidade, no plenário deste Senado a alteração do 244, do Estatuto da Criança e do Adolescente, que já seguiu para votação na Câmara. Onde a criança de zero a 14 anos for encontrada depois de sofgrer abuso, se dará o perdimento do bem móvel e imóvel. Isso quer dizer o seguinte: se ela for abusada num motel, o dono do motel irá perder seu imóvel. Se for encontrada uma criança de 13 ou 14 anos num posto de gasolina, o dono do posto perderá o posto. Vai perder o hotel, vai perder a pousada, vai perder o caminhão, vai perder o táxi, vai perder o imóvel, até a Igreja.

Por que estou falando em Igreja? Porque tem milhares de religiosos no Brasil abusando de crianças.
Eu tenho imagens de religiosos abusando de crianças em cima do altar! Do altar! Eu tenho imagens! A nossa mente não alcança isso. É a própria degradação da humanidade e que requer que todos estejamos juntos.
(...)É preciso imunizar, com informação, os nossos filhos, porque o abuso acontece em todos os lugares.


(Trechos do discurso pronunciado ontem pelo senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI da Pedofilia)

Les Européens ont adopté jeudi une série de nouvelles sanctions "ciblées" pour protester contre la condamnation de l'opposante birmane Aung San Suu Kyi à 18 mois de résidence surveillée, a annoncé le conseil des ministres de l'UE dans un communiqué.

Les magistrats responsables du verdict sont ajoutés à la liste actuelle des personnes et entités faisant l'objet d'une interdiction de voyage et d'un gel de leurs avoirs", précise la décision approuvée jeudi au terme d'une procédure écrite par les 27 gouvernements de l'UE.

"En outre, la liste des personnes et entités faisant l'objet de mesures restrictives est allongée afin d'étendre le gel des avoirs aux entreprises détenues et contrôlées par des membres du régime en place en Birmanie ou par des personnes ou entités qui leur sont associées", ajoute la déclaration.

La liste des personnes et entités visées sera publiée au journal officiel de l'Union européenne.

Ces sanctions avaient été annoncées mardi par la présidence suédoise pour protester contre la nouvelle condamnation de l'opposante birmane Aung San Suu Kyi. L'UE réclame sa "libération immédiate et sans conditions".

Les sanctions européennes contre la Birmanie, renforcées en 2007, incluent déjà une interdiction d'entrée dans l'UE et un gel des avoirs d'une dizaine de responsables de la junte, la limitation des relations diplomatiques, une interdiction d'importation portant sur le bois, les métaux, les minerais et les pierres précieuses ou semi-précieuses, ainsi que l'interdiction de nouveaux investissements dans des entreprises birmanes de ces secteurs et un embargo sur les livraisons d'armes.

Aung San Suu Kyi a été condamnée mardi à trois ans de prison et de travaux forcés pour avoir enfreint les règles de son assignation à résidence, mais le chef de la junte, Than Shwe, a commué la peine en 18 mois de résidence surveillée.

La lauréate du prix Nobel de la paix, âgée de 64 ans et de santé fragile, a déjà été privée de liberté pendant 14 des 20 dernières années.

Si aucune mesure de clémence n'intervient d'ici à 2010, elle ne pourra pas participer aux élections nationales annoncées pour l'année prochaine par la junte.

Olha o "Arrelia" gente...

O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou nesta quinta (13) que os bancos públicos brasileiros foram responsáveis pela recuperação da economia do País diante dos impactos da crise financeira internacional. Mantega defendeu a estratégia dos bancos públicos de aumentar o crédito para seus clientes e, ao mesmo tempo, reduzir as taxas de juros, mesmo com a crise econômica, que começou a ter impactos financeiros no Brasil no final do ano passado. Segundo o ministro, o aumento do crédito do Banco do Brasil é uma lição para os bancos privados, que deveriam aprender que é melhor “lucrar dando crédito do que aumentar taxas de juros e com spreads elevados”

E você? Vai entrar na utopia?

Fator Marina

A eventual candidatura de Marina Silva a presidente pelo PV parece animar católicos ligados ao PT. Frei Betto, por exemplo, diz que ainda não decidiu se vai apoiá-la. Mas acha positiva a candidatura:
— Ela vem politizar a campanha e obrigar os outros candidatos a debaterem a questão do desenvolvimento sustentável.

Também...

O teólogo Leonardo Boff vai no mesmo tom:
— Marina me ligou e disse que a questão que quer suscitar é a da sustentabilidade e pôr no centro do debate a vida, a humanidade e a terra, o que nenhum dos partidos põe, nem o PT.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Sera? Chicago boys in the move! Pode conferir!

Esta você não sabe, amigo Kotscho!! Em churrascaria carioca, no domingo comemorativo ao dia dos pais, entre chopps, sua excelência, senador Paulo Duque, ´´arrotou“ para amigos que o preço pelo arquivamento dos processos no conselho de ética foi a definição de Sérgio Cabral, governador do RJ, para ser vice na chapa de Dilma.Esta bomba está prestes a ser divulgada. Aquela velha história de um nordestino para compor chapa, não passava de conversa pra boi dormir!! Dou este furo pra vc, ok? Um abraço!!!!

Armazém "Sêcos & Molhados"

Sarney e Renan pedem que Lula enquadre PT
por Adriana Vasconcelos, Gerson Camarotti e Maria Lima

BRASÍLIA - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), decidiram apelar mais uma vez ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para enquadrar o PT. Em conversas separadas com Lula na terça-feira à noite, pediram a intervenção do presidente para que a bancada petista não apoi e qualquer dos 11 recursos da oposição pela reabertura de processos contra o presidente do Senado no Conselho de Ética. Lula garantiu que atuaria junto ao PT. Renan procurou ainda o presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP).

Em reunião na noite desta quarta com o líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), e com a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (SC), Sarney reiterou que não aceitaria, em hipótese alguma, ser investigado. A conversa ocorreu no gabinete da presidência do Senado. Para evitar constrangimentos ao PT, que não esconde a dificuldade em ficar contra a abertura de todas as investigações, Renan e Sarney articulam a nomeação para o Conselho de Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Romero Jucá (PMDB-RR) - este só se houver cessão da vaga pelo PT - para duas das quatro vagas de titulares do Bloco de Apoio ao Governo.

Comentario --Se vc ainda tiver "saco", leia o restante desta "opereta" n'O GLOBO.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Brasil reduz em US$ 25,5 bi volume de papéis americanos

BC brasileiro diversifica reservas com títulos de países como Alemanha e Espanha, além de papéis de organismos multilaterais

A China ameaçou, a Rússia também disse que ia fazer o mesmo, mas nenhum dos principais credores dos EUA reduziu os investimentos nos títulos americanos como o Brasil.

Desde o fim de agosto (duas semanas antes da quebra do Lehman Brothers) até 30 de maio, o Brasil diminuiu em 17% suas aplicações nos papéis emitidos pelo governo americano.

Para os EUA, a queda no investimento brasileiro, de US$ 25,5 bilhões, não chega a ser representativa -algo como 0,2% do seu PIB de 2008-, mas tem um aspecto simbólico: um dos seus maiores credores está diminuindo suas apostas nos títulos em um momento em que a confiança é fundamental.

No início da crise, houve forte procura pelos títulos americanos, que tiveram seu preço elevado e os juros reduzidos. Nos último meses, porém, as taxas subiram, e houve queda no preço dos papéis por conta da diminuição da aversão ao risco e da piora das contas dos EUA.

Nenhum dos 15 maiores credores dos EUA fez o mesmo movimento brasileiro. A China, por exemplo, aumentou em 40% suas aplicações entre agosto de 2008 e maio deste ano, para US$ 801,5 bilhões, e continua a ser o maior credor externo dos EUA. No caso russo, o crescimento foi de 19,5%.

Tanto autoridades chinesas quanto russas vêm ameaçando nos últimos meses se desfazer dos papéis dos EUA, à medida que o dólar cai e crescem os temores de que a principal economia mundial não irá conseguir manter em dia os pagamentos de sua dívida.

Marina passo a passo....

......Quando perguntada nesta terça se não temia perder o resto de seu mandato de senadora, já que a legislação atual prevê que o mandato é do partido, deu a senha:

- Quando se fala de algo da magnitude que estou fazendo, o cálculo político apequena o debate. O mandato que eu tenho é uma honra que recebi do povo acreano. Mas não será o medo de perder o mandato que me fará desistir do que acredito e do que defendo.

Na carta, os senadores vinculam a trajetória de Marina à criação da legenda, usando termos carinhosos: "Doce e determinada, calma e perseverante, Marina Silva contribuiu decisivamente para a estruturação do partido e sempre teve uma ação construtiva na bancada", diz a carta, que classifica seu desempenho à frente do Ministério do Meio Ambiente (2003-2008) como "histórico". Os senadores também afirmam que lutaram lado a lado com Marina "pelas melhores causas da nação".
Leia mais n'OGlobo"

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Chico und the Gypsies - Marina

Você सबिया?!

Vai vencer agora em setembro/2009 o contrato que sustenta todo o sistema de comunicação da internet no mundo. Esse sistema, que permite que um e-mail de Paris chegue à Los Angeles, é administrado por uma entidade americana, teoricamente independente, chamada ICANN - Internet Corporation for Assigned Names and Numbers. No fundo é uma instituição controlada pelo Departamento de Comércio Norte-Americano, que responde ao Presidente e ao Congresso americanos.
Pois se apoia numa constelação de satélites militares americanos,postos em orbita durante a "Guerra Fria" e liberados para uso civil.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

E viva o socialismo! por Adriana Vandoni

Mirem-se no exemplo de Celso Daniel......
Um PM portando um revólver calibre 38, sem registro, e um cinegrafista, com uma câmera na mochila, foram presos rondando o apartamento do estudante de Direito Jaylles Ribeiro Fenelon no Piauí. Fenelon, era filiado ao PT, mas denunciou um esquema petista que desviou algo em torno de R$ 120 milhões, inclusive de verbas destinadas ao combate da dengue que foram usadas na campanha do PT, na Emgerpi - Empresa de Gestão de Pessoas e Recursos do Piauí.

Depois de fazer a denúncia dos desvios para a sua superior, e de enviar carta ao governador petista Wellington Dias, Fenelon acabou sendo demitido. Sorte ele teve. Fosse este um país socialista, como provavelmente ele deseja em seus sonhos utópicos, seria levado ao paredón como espião do imperialismo, ou de inimigo da pátria.

No início do primeiro governo Lula, fui ameaçada por um grupo que tinha entre seus líderes, indivíduos que não falavam português, mas castelhano. Isso ocorreu após um texto meu - publicado no Rio Grande do Sul, e lido na assembléia legislativa de lá - criticar as ações da via campesina, denunciar a presença de estrangeiros liderando aqui esses movimentos radicais e relatar que invasores profissionais estavam sendo pagos com cartões do bolsa família.

Em conversa por e-mail com o articulista Ralph Hofmann, e este pela história de perseguições que seus parentes viveram na África do Sul, orientava-me caso a situação destrambelhasse para o radicalismo, que era inimaginável naquele momento, mas que muitos na Venezuela de certo pensavam o mesmo. Lembro bem que ao final de um de seus textos ele escreveu que não era para me surpreender se, em uma fuga do país, me encontrasse em um arbusto com Lula e a galega. Esses seriam também defenestrados pelo novo regime. O que ocorre hoje com Fenelon no Piauí é o que Ralph já previa na época.

E viva o socialismo! E viva a ditadura do proletariado, necessária no primeiro momento para termos a igualdade entre os homens. Viva as mortes pela causa! Deus salve os socialistas ingênuos. Daremos à eles esse reino, nos céus.

Comentario---o titulo é ironia, da boa.E a articulista (farroupilha) não é das que "entrevistam" pela noite adentro, né Baiano?!...E precisamos de todos pra (re)fazer o um Mundo.

sábado, 8 de agosto de 2009

Marina, Marina, Marina.....(canção sixties)


A senadora Marina Silva (PT-AC) desembarca nesta sexta-feita em Rio Branco, onde nasceu, tendo de cor uma lista de amigos e companheiros que serão ouvidos para tomar a decisão que considera a mais difícil da vida dela: abandonar 30 anos de militância petista, se filiar ao PV, participar da “refundação programática do partido” e se tornar candidata a presidente da República.

Após entrevistá-la, o Blog da Amazônia consultou Fábio Vaz de Lima, marido da senadora e um dos secretários mais influentes na gestão do governador do Acre Binho Marques (PT), para saber dele se Marina Silva está mesmo disposta ao desafio ou apenas vai surfar na onda de um convite que já mobiliza os verdes do mundo inteiro.

- Sou contra a saída dela do PT e já expus todas as minhas razões. Mas a maneira como tem se conduzido até aqui me dá a certeza de que a Marina já tomou uma decisão. É possível até que ofereçam para ela a presidência do PV. Sendo assim, vou acompanhá-la, pois sou capaz disso em quaisquer circunstâncias - afirmou Fábio Vaz de Lima.

Leia mais:http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2009/08/06/marina-candidatura-a-presidencia-da-republica-como-estrategia-pela-economia-verde/#comment-6538

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Marina Silva não descarta disputar Planalto pelo PV

SÃO PAULO - Ao responder nesta quinta-feira se está preparada para enfrentar a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do PT à Presidência em 2010, a senadora Marina Silva, que estuda convite para trocar o PT pelo PV, respondeu:

- Por que precisa ser um enfrentamento? Será que a gente não pode fazer a política de outra forma? - disse, sem descartar a possibilidade de disputar a sucessão de Lula.

Lembrada de que o PT já decidiu lançar Dilma e que ela teria que disputar a eleição por um outro partido, disse:

- A gente começa a ficar conservador quando fica embevecido, olhando apenas para a copa das árvores que a gente plantou, e não é capaz de perceber as novas sementes que estão germinando no quintal.

Marina afirmou ainda que os nomes de Dilma e do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), não podem ser vistos como únicas opções à Presidência:

- As pessoas têm que pensar o que é bom para o Brasil. Falo isso com a equidistância de alguém que não está se colocando nesse debate como candidata. Mas, uma vez que as pessoas dizem o que vai ser bom para a Dilma ou para o Serra, não estão considerando o que é bom para o Brasil e o que pode ser bom para a questão ambiental.

Comentario--Politica é politica. Amizade é amizade.Cumplicidade tem limites!

No andar de cima

Levantamento da revista "Exame" em 227 empresas no Brasil mostra que, por causa da crise, um em cada cinco presidentes não ganhou bônus pelos resultados de 2008.

E mais: os bonificados receberam 16% a menos, em média, do que em 2007. Maldade.

MST vem aí
Para festejar seus 25 anos, o MST monta um acampamento, em Brasília, de 10 a 21 agora.

Vai reivindicar o assentamento de 100 mil famílias acampadas em beira de estrada.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Recessão de Democracia, por Murillo de Aragão

A presidente chilena Michelle Bachelet foi muito feliz ao dizer que a América Latina vive uma recessão democrática. Os sinais são abundantes.

Na Argentina, o casal Kirchner interfere no processo político de forma grotesca. No Paraguai, o movimento foi o inverso: Fernando Lugo chega para quebrar um domínio oligárquico vetusto. Porém, existem dois riscos: o de Lugo seguir a senda de outros autoritários da região ou de ser derrubado. Ambos são indesejáveis.

Na Bolívia, Evo Morales chegou para corrigir injustiças históricas. Cometeu erros, mas pode seguir o bom caminho se decidir pelo fortalecimento da democracia. Os riscos à democracia no Equador e na Venezuela também são mais do que evidentes. A Colômbia padece dos efeitos da guerra contra o terrorismo das FARC. Cuba é um caso perdido. Honduras aparece no cenário com soluções de força para um problema político. No México, o narcotráfico desafia o estado a ponto de a Oxford Analytica, uma das mais importantes empresas de cenários do mundo, colocar o risco de conflito generalizado no país como elevado.

Saindo do foco puramente latino, vamos dar uma olhada nos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China). Tão badalados como destinatários de investimentos, os BRICs têm sérios problemas com a democracia. A bem da verdade, entre os demais membros do grupo, o Brasil é um príncipe. Mesmo com todos os escândalos que infestam a vida política nacional. Na Rússia e na China não existe oposição nem liberdade de imprensa. A Índia ainda está passos atrás por conta de seu complexo sistema de castas e pelos conflitos com o Paquistão, além dos movimentos separatistas. Mesmo caminhando para a primeira divisão econômica do mundo, os BRICs jogam na terceira divisão da democracia.

Sem regimes democráticos estáveis, o desenvolvimento econômico será sempre parcial e servirá para reafirmar o domínio de poucos sobre a maioria. O Brasil trafega na contramão dessa tendência. Mas existem riscos. Nosso sistema político está doente e precisa de reformas urgentes antes que nos empurre para soluções autoritárias. A médio prazo, a situação da política no Brasil pode ser insustentável. A deterioração da política no Brasil pode levar o país para uma solução autoritária ou para uma performance econômica inferior ao nosso potencial.

Ao ver o Brasil de hoje, é inacreditável que possamos voltar a cair no buraco autoritário. No entanto,valem algumas observações. A primeira é que nem tudo evolui para melhor. Os Estados Unidos escolheram George W. Bush depois de Bill Clinton, por exemplo. A segunda observação é a de que o autoritarismo não pode ser estereotipado. Um regime autoritário não significa ter um general no poder. Pode ter o apoio dos militares ou não. Depende das circunstâncias. A terceira observação é a de que o Brasil é terreno fértil para o autoritarismo, presente nos escândalos políticos e no tratamento que o cidadão recebe de servidores do Estado. Nosso viés autoritário é disfarçado por uma superficial cordialidade e por muitas palavras.

O alerta presente nas dependências aeroportuárias de que o eventual desrespeito ao servidor público pode resultar em cadeia é emblemático. O corporativismo e o clientelismo são formas de autoritarismo que estão incrustadas na vida nacional. O autoritarismo escorado em algum sucesso econômico e forte intervencionismo estatal transforma uma sociedade mal educada e com baixa conscientização política em uma sociedade de bovinos. Portanto, todo o cuidado é pouco. Vale lembrar velho ditado irlandês: o preço da liberdade é a eterna vigilância.

Murillo de Aragão é cientista político

Imagens do lodaçal : Sarney e Collor

Trecho da coluna de hoje do coleguinha Clóvis Rossi na "Folha de São Paulo":

"Ajuda-memória: Fernando Collor de Mello vem a ser aquele cidadão que com maior virulência atacou o governo Sarney, a ponto de chamá-lo de ladrão, pelo que jamais pediu desculpas.
Sarney nunca escondeu o profundo rancor que sentia pelo seu desafeto, que, aliás, só se elegeu porque era o mais vociferante crítico de um presidente que batia recordes de impopularidade.
Ao abraçar Collor e aceitá-lo na sua tropa de choque, Sarney implicitamente dá atestado de validade aos ataques do Collor de 1989 e, por extensão, junta-se a ele na lama.
Que Collor, o indecoroso com condenação tramitada em julgado, ressurja com os mesmos tiques e indecências de antes compõe à perfeição o lodaçal putrefato que é a política brasileira. "

Paulo Duque foi escalado para isso: arquivar ações...

O senador sem voto, Paulo Duque suplente do suplente do governador Sérgio Cabral foi escalado para exatamente o que foi feito ontem: arquivar as ações contra o senador José Sarney.

Assim, o teatro montado pelo governo, sua base aliada, Sarney e sua tropa de choque collorida teve ontem o mais esperado dos atos: um discurso em que Sarney protestou inocência, diante de todas as evidências, em seguida foi pedido a instalação do Conselho de Ética, e em seguida começou a temporada de arquivamento. O forno está ligado, pizzas assando, e sendo distribuídas. Nenhuma surpresa.

Duque tinha tanta intenção de analisar seriamente as denúncias quanto fios de cabelo na cabeça.

O desfecho era esperado mas não deixar de ser lastimável que o Senado não perceba o risco que corre.
Comments--.........acões contra! A favor êle toca! Todo mundo quer discutir principios com gente que, em tôda a vida, so teve fins!!!!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Vamo parà com as sacanage....

Em visita ao Brasil, finalmente chega o tão esperado momento do encontro do Papa Bento XVI com o Presidente Lula.
Após alguns minutos de conversa em particular, como manda o protocolo, a conversa pôde ser acompanhada pelos presentes. O Papa, então, pergunta ao Presidente:
- E então, Pinguço Lula, como anda a campanha do Fome Zero?
Todos ficaram preocupados, afinal, Sua Santidade estava cometendo uma gafe gravíssima. Porém, o Papa continuou:
- Pois é, Pinguço Lula, nós temos acompanhado de Roma...
Rapidamente, um de seus assessores correu para junto do Papa e cochichou em seu ouvido:
- Sua Santidade está cometendo um equívoco, não é por "Pinguço" que ele deve ser chamado, mas sim de Presidente.
O Papa, então, na sua imensa serenidade, respondeu:
- Claro, filho, eu chamo ele de Presidente. Mas fala pra ele, primeiro, parar de me chamar de "Sumo Patife"!

Ta olhando o quê?!


O Juiz perguntou à prostituta:
- Então, quando é que você percebeu que tinha sido violentada?
A prostituta respondeu, limpando as lágrimas:
- Quando o cheque foi devolvido!!!



NB- o pitéuzinho da foto nada tem a vêr com a piada!Juro!

Novidades do Seringal (clique aqui!)

"Yo soy yo y mis circunstancias" Ortega y Gasset (escritor)

Patronato Sindical (terceirizado!)

Central paga por participação de pessoas em atos políticos/Jailton de Carvalho

BRASÍLIA - A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCTS), que diz representar 12 milhões de trabalhadores, é suspeita de comprar e alugar militantes para fazer protestos contra ou a favor de qualquer ideia ou pessoa na Esplanada dos Ministérios. Segundo reportagem do site "Consultor Jurídico", os militantes são recrutados a R$ 40 cada na periferia de Brasília. Militantes de aluguel teriam sido contratados até para participar de uma marcha em defesa da legalização dos bingos.

A Nova Central Sindical conta com a cumplicidade da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Contratuh). O secretário-geral da Nova Central, Moacyr Roberto Tesch Auersvald, é o diretor-presidente da Contratuh. Procurado pelo GLOBO para falar sobre o suposto comércio de militantes sindicais, Moacyr hesitou em responder às perguntas. Segundo ele, o repórter poderia pertencer a algum sindicato patronal interessado nos segredos da administração da Nova Central.

- Se são contratados (os militantes) ou não, é um problema interno. Não vou falar. Outras pessoas estão me ligando, fazendo as mesmas perguntas - afirmou Moacyr.

Antes de desligar o telefone, o sindicalista disse que não tem que prestar contas sobre o assunto à sociedade. Segundo a reportagem, integrantes da cúpula da Contratuh e da Nova Central atuam como um grupo organizado, com divisão de tarefas. O recrutamento de militantes ficaria a cargo de Sandra Ribeiro, moradora de Planaltina. Depois de contratados, os militantes são levados em ônibus até a Esplanada. O aluguel de cada ônibus custaria R$ 350. Os militantes são pagos com dinheiro levado em envelopes.

Criada em 2005, a Nova Central Sindical informa que já representa 12 milhões de trabalhadores vinculados a 3 mil sindicatos. A Contratuh se apresenta como representante de cabeleireiros, faxineiros, bailarinos e guias de turismo, entre outros. Cobra taxas de R$ 2 mil a R$ 6 mil das confederações, de acordo com o número de delegados indicados para a entidade. Os sindicatos têm que pagar taxas de R$ 75 a R$ 2 mil, conforme o número de filiados. O jornal eletrônico informa ainda que, só este ano, a Nova Central deverá receber R$ 7,5 milhões em imposto sindical.

Procurado pelo GLOBO, o presidente da Nova Central, José Calixto Ramos, não foi localizado. A secretária do presidente disse que Moacyr poderia falar em nome da entidade. A Nova Central tem como lema as palavras "unicidade, desenvolvimento e justiça social". Na página que mantém na internet, a central apresenta, entre os destaques, uma reunião de seus dirigentes com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Procurado pelo GLOBO, o ministro não respondeu às perguntas enviadas pelo jornal por e-mail à assessoria de imprensa.
Comentario--O Sindicalismo esta seguindo o mesmo caminho da "Feijoada". De prato de escravos a preferência nacional...
"O Capital" foi "recuperado" na pratica, pelas multinacionais e proliferou, de forma idêntica. O resultado é visivel, hoje......

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Lição de elegância, Companheira Marina!

Artigo da senadora Marina Silva (PT-AC). O desafio: tentar descobrir a quem ela alude, elegantemente, com luvas de pelica. Os Companheiros sabem!?

"Durante curso de especialização na Universidade de Brasília, estudei a obra "Rei Lear", de Shakespeare. Talvez a tragédia possa nos ajudar a entender um pouco a política brasileira.

Ao sentir-se velho, Lear decide abdicar da sua condição de rei, do enfadonho encargo de governar.

Chama as filhas -Goneril, Regana e Cordélia- para dividir seus bens e poder, anunciando que seria mais agraciada aquela que lhe fizesse a maior declaração de amor. E impõe outra condição: enquanto vivesse, o rei deveria ter assegurado respeito, prestígio, cuidado e, quem sabe, até mesmo o amor de suas filhas e súditos. Quer deixar de ser rei sem perder a majestade.

Cordélia, a mais jovem, com quem o rei mais se identificava, e que muito o amava, não soube dizer o que sentia. As outras não sentiam amor pelo pai, mas eram hábeis na verve.

O que torna sua jornada trágica e dolorosa é que Lear se recusa a retornar ao que um dia foi, um simples homem, rei de si mesmo. Não quer morrer, tornar-se passado. Quer ser sucessivo como é a vida, reviver a fase do prazer de poder.

Quer ter séquito e até mesmo um bobo para ninar seu desamparo.

Mas ninguém pode impunemente regredir sem ser atormentado pelo fantasma da repetição. No seu obsessivo desejo de ser amado, Lear agarra-se às palavras de Goneril e Regana. E rejeita amargamente a rebeldia de Cordélia, que só sabia sentir e não se sujeita a ter que fazer uma declaração de amor ao pai, obrigando-o a perceber esse amor no único lugar onde deveria estar: no resultado afetivo de suas relações pessoais.

Não por acaso desmorona o mundo de Lear. O que antes era tão bem definido, passa a ser ambivalente. Certeza e dúvida, coragem e medo, segurança e desamparo. A loucura de não mais saber quem é.

O alto preço por ter almejado e transformado em "ato" o desejo de retornar ao lugar onde um dia esteve e querer assumir a forma do que um dia foi. Ele só existe no mundo daqueles que o aceitam e o amam tal como é. E mesmo estes, incluindo Cordélia, não têm mais como aceitar seu governo senil. Até porque foi ele próprio quem decidiu abdicar de ser quem era para tornar-se quem não mais podia ser.

Tornou-se merecedor da reprimenda feita por meio das palavras do bobo: "Tu não deverias ter ficado velho antes de ter ficado sábio".

Genial Shakespeare, trágico rei, frágil humanidade de sempre, que não quer passar. Que infringe a ordem dos acontecimentos, sem o árduo trabalho de elaborá-los. Que desiste de ressignificar-se, e quer tão somente repetir o prazer da sensação vivida nas ilusões de majestade.